UMA, DUAS VEZES E TRÊS – poemas de José Magalhães

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De segunda a sexta-feira, sempre no espaço horário entre as dez e as onze, falaremos aqui sobre a história, a sociologia, a problemática do livro.Imagem1 E falaremos de livros – notas críticas, informações das editoras, convites para lançamentos. Hoje, dedicamos este espaço a uma colectânea poética que o argonauta José Magalhães publicou e cujo lançamento se fez na FNAC Mar Shopping, no Porto, apresentado pela Drª Maria Amélia Vieira.

Excelente fotógrafo, José Magalhães, como oportunamente anunciámos, lançou recentemente um livro de poemas – Uma, Duas Vezes e Três. Muitas das suas fotografias são verdadeiros poemas – semântica feita de luz, sombras, névoas transmite-nos imagens de nostalgia, de amor, de ternura… sentimentos recolhidos, tal como o orvalho efémero ou o voo de uma súbita gaivota, num instante preciso, irrepetível. Os seus contos revelam também essa prática de colher imagens, de surpreender a vida em flagrante movimento e de a servir suspensa num cliché. José Magalhães é um caçador de momentos. E transportou essa perspectiva fotográfica para a poesia.

Para quem não lhe conhecia a faceta poética, revela-se senhor de uma escrita desenvolta e madura ao serviço de uma poesia intimista e nada preocupada em seguir modas ou enfileirar em escolas literárias: Com ternura /Subo pelo flanco /Em direcção ao leito do rio. /Recolho o orvalho efémero /E provo a delícia súbita das romãs

São cerca de quatro dezenas de poemas, tendo como eixo central o tema eterno do amor  – uma poesia serena, bem organizada, cuja leitura se faz com prazer.(CL)

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