CONFERÊNCIA “JOÃO DOS SANTOS NO SÉCULO XXI” por clara castilho

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Realizou-se nos dias 6 e 7 deste mês a Conferência “João dos Santos no século XXI: saúde, educação, cultura, sociedade”, no cinema S. Jorge, em Lisboa.

Decorreu num ambiente caloroso, em sala cheia. Cheia de antigos colaboradores, colegas e amigos, mas também de gente jovem desejosa de conhecer melhor a obra de João dos Santos.

Com um programa recheado de “personalidades” da área da educação e da saúde mental, também foi contemplada a cultura, com a exibição de um filme e de uma leitura encenada de textos do Mestre, com dramaturgia de Abel Neves e direcção técnica de Miguel Seabra.

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Considero que o momento alto foi a conferência de António Sampaio da Nóvoa que nos consegue sempre trazer mais algumas ideias para além das  que já lhe tínhamos ouvido e ficar espantados com a capacidade de síntese e entusiasmo que deixa nos ouvintes. Realçou a capacidade de João dos Santos para sentir a criança, a par da sua sensibilidade para intervir do ponto de vista social.

Na impossibilidade de deixar tudo o que foi dito e consegui “apanhar”, partilho algumas opiniões de alguns dos oradores. Como já informei, o programa pode ser consultado em www.joaodossantos.net, onde igualmente se podem ler textos de muitos dos oradores e que vivamente aconselho.

Coimbra de Matos, numa excelente comunicação que nem por todos foi compreendida, porque se centrou em aspectos da psicanálise e da relação terapeuta doente/cliente, considerou que João dos Santos foi um Mestre porque sabia aprender com a experiência e com a realidade, sobre elas reflectia, sendo humilde para se pôr numa posição de aprender com os outros.

Carlos Neto, presidente da Faculdade de Motricidade Humana, apresentou João dos Santos como tendo dado indicadores de partida e não de chegada, sendo estes pontos de partida a possibilidade de cada um poder fazer o seu caminho, incentivando-nos na prossecução das pistas por ele lançadas.

Foi apresentado o trabalho de três instituições que ele criou ou a que esteve ligado – o Colégio Eduardo Claparede, o Jardim infantil Pestalozzi e a Casa da Praia.

O filme O Balão Vermelho, realizado por Albert Lamorisse em 1956, levou-nos durante 34 minutos para um mundo e para assuntos bem caros a João dos Santos e foi como se ele ali estivesse connosco a apreciá-lo também. A presença das crianças sentia-se através da exposição de trabalhos por elas feitos e colocados nas vitrines do cinema, colorindo vivamente o ambiente e não fazendo esquecer a importância que João dos Santos lhe deu.

Homenageou-se João dos Santos, reflectiu-se sobre o presente, pensou-se no futuro e ficou a responsabilidade de continuar o caminho.

 

 

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