SÓ UM SORRISO PARA AS CRIANÇAS NOS HOSPITAIS OU MUITO MAIS DO QUE ISSO? por clara Castilho

Vários vídeos a correr ontem em que, imagine-se, se comemorava o dia mundial do sorriso, fizeram-me pensar na humanização dos hospitais e no que é para isso necessário.

Foi depois dos anos 40 que se tomou consciência que era importante dar às crianças internadas boas condições de internamento da criança nos hospitais, tornando-as adaptadas às suas necessidades e exigências. Em Portugal, só depois de 1979, Ano Internacional da Criança, o problema da humanização foi discutido na reunião sobre os Direitos da Criança organizada pela Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP).

Em 1986, foi publicada uma Carta Europeia dos Direitos da Criança Hospitalizada. Em Portugal, foi o Instituto de Apoio à Criança que se comprometeu a divulgar a Carta da Criança Hospitalizada e a discutir com os técnicos a importância da sua implementação.

A operação “Nariz Vermelho” é uma Instituição Particular de Solidariedade Social desde 2002, com o principal propósito de assegurar de forma contínua um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Estes artistas, têm formação especializada no meio hospitalar e trabalham em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando actuações adaptadas a cada criança e a cada situação. Neste momento garantem visitas semanais, durante 42 semanas por ano, aos 13 hospitais abrangidos pelo programa. A equipa de artistas é constituída por 22 Doutores Palhaços e nos bastidores trabalham 9 profissionais.

No  IPO do Porto, diz-se que agora são  Instituto Português de Oncologia e Esperança. Isto porque com crianças sobreviventes de cancro, com um jovem rapper (D8) interpretam a canção “Sorri”. Para o Dr. Laranja Pontes, presidente do IPO do Porto,  em declarações  ao Observador, o sorriso, é uma “questão de atitude”.

Outro vídeo que tem agradado muito é o que foi feito com trabalhadores e pacientes do  8º andar (oncologia) do hospital infantil de Sant Joan de Deu, em Barcelona, para recolher fundos para a investigação do câncer. Não há dúvida que alegria transmitem. Mas mais do que isso é a ideia de que podemos e devemos resistir à doença.

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