REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 24/01/ a 30/01/2016

No passado domingo (24 de Janeiro de 2016) foi eleito Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, que tomará posse em Março de 2016.

A notícia dominante da semana foi a da controvérsia do actual Governo com Bruxelas na aprovação das bases do Orçamento para 2016. A polémica instalou-se e foi debatida na Assembleia da República, com os representantes do anterior governo. Sobre o tema merece destaque o artigo da autoria de Nicolau Santos do jornal Expresso, de que cito a parte final:

“Passos Coelho ou enganou os seus parentes em Bruxelas ou enganou os portugueses. Não há outra possibilidade. Mas dado o seu histórico – cumprir escrupulosamente e para além do exigido todos os contratos com os credores externos e rasgar todos aqueles que existiam internamente com os cidadãos portugueses – conclui-se sem grande margem para dúvidas que Passos enganou os seus concidadãos. Ou, para usar uma palavra de que não gosta, mentiu aos seus concidadãos. E isso fica para a memória futura.”

Pela primeira vez este ano e com o novo governo, voltámos de novo às greves da função pública. Como na maior parte das vezes, ocorreu numa sexta-feira. Já tem ocorrido noutros dias prolongando o fim-de-semana (porque será?).

Independentemente do dia, esta greve foi, na minha opinião, uma resposta politica a confirmar as palavras de Jerónimo de Sousa (PCP), face aos resultados do seu candidato, nas eleições à Presidência da República, ao afirmar que o poder do partido se manifestava na rua.

Entretanto Governo e BE negoceiam sobre pontos sensíveis e PCP mantém-se de fora. Esta situação confirma a apreensão dos portugueses. Há acordo com o PS mas…

Continua a polémica sobre a Banca Portuguesa, mas os Juros da dívida de Portugal caem em todos os prazos.

O IVA vai diminuir no bitoque. Na cerveja é que não. Vai haver redução de alguns impostos e aumento de outros, mas vamos ter de aguardar pela aprovação do orçamento pelo Parlamento e pelo novo Presidente da República. O actual presidente (Cavaco e Silva) termina o mandato mantendo a sua afirmação “Nunca me engano e raramente tenho dúvidas”, vetando o diploma da adopção por casais gay.

A continuidade do impasse para nomear novo governo em Espanha, o conflito na Síria, a situação dos Migrantes que começa a provocar discórdias entre governos e cidadãos da Europa, a crise económico/financeira agravada com a volatilidade dos valores do petróleo e o vírus “Zika”, foram os temas dominantes da semana.

Passo agora à publicação das notícias:

ARTIGOS PUBLICADOS

1 – O Presidente da República

2- Orçamento 2016

3 – Greve na Função Pública

4 – A Banca Portuguesa

5 – Juros da dívida de Portugal caem em todos os prazos

6 – Adopção por casais gay 

7 – Espanha

8 – Conflito na Síria

9 – Migrantes

10 – Petróleo

11 – Esqueça os BRIC. Quem conta são os TICK

12 – Corrupção internacional

13 – Comissão Europeia geriu os resgates financeiros de forma “deficiente”

14 – O vírus “ZIKA”

15 – Vergílio Ferreira

16 – É tudo rock: Elvis bateu nos tops há 60 anos

17 – Ao lado do “Anjo da Morte”

 1 – O Presidente da República

 

1.1 – As sete prioridades do Chefe de Estado para os cinco anos – Inês David Bastos/Económico (26/01/2016)

É no rescaldo de uma crise política e financeira que Marcelo inicia o mandato. Com o país ainda fragilizado, terá de fazer pontes para consensos, manter a estabilidade e unir a sociedade.

Pôr fim à crispação política que marcou os últimos anos e que se intensificou com a crise das eleições de Outubro vai ser, como já disse o próprio Marcelo, o ‘pai’ dos desafios do próximo Presidente da República. Desse advém outros: criar consensos e unir o país.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/as-sete-prioridades-do-chefe-de-estado-para-os-cinco-anos_240772.html

1.2 – Saiba quanto custou o seu voto – Infografia: Mário Malhão/Económico (25/01/2016)

Marcelo Rebelo de Sousa e Tino de Rans são os candidatos que melhor conseguiram rentabilizar o seu orçamento. O voto mais caro foi o de Jorge Sequeira, que ficou em último lugar. O Económico dividiu o valor dos orçamentos de campanha apresentados ao Tribunal Constitucional pelo número de votos obtidos para cada candidato, confira aqui os resultados.

Ver o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/saiba-quanto-custou-o-seu-voto_240716.html

2- Orçamento 2016

2.1 – Comissão Europeia em Lisboa para garantir metas do Orçamento – Octávio Lousada Oliveira/DN (30/01/2016)

António Costa e Mário Centeno  |  TIAGO PETINGA/LUSA – Encontros vão continuar durante o fim de semana. Governo do PS já negoceia com BE e PCP

Vão ser dias árduos e de maratonas de conversações para o governo fechar o Orçamento do Estado (OE) a tempo de o apresentar até sexta-feira no Parlamento. O DN sabe que aterrou ontem em Lisboa uma delegação de técnicos da Comissão Europeia (CE) com os objetivos específicos de dissipar as dúvidas que surgiram com o draft orçamental enviado pelo governo para Bruxelas e também de calibrar as metas inscritas no documento – em particular as do défice – em conjunto com o executivo PS. E as discussões vão continuar, sendo feitas a dois níveis.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/portugal/interior/comissao-europeia-em-lisboa-para-garantir-metas-do-orcamento-5006763.html

2.2 – Governo e BE abrem 5 negociações sensíveis. PCP mantém-se de fora – David Dinis/Observador (27/1/2016)

Ao fim de dois meses, Governo cria 5 grupos de trabalho sobre temas sensíveis – incluindo a dívida. PCP não quis participar. Socialistas prometem dar informação. Ideia é fechar no OE2017.

Estava previsto desde que foram assinados os acordos – melhor dizendo, as “posições conjuntas” do PS com os partidos à esquerda. Mas só agora, ao fim de dois meses de Governo, vão passar à prática. São cinco grupos de trabalho, que têm como objetivo “preparar iniciativas sobre áreas fundamentais”. E vão incluir um membro do PS, outro do Bloco, sendo cada um deles presidido pelo ministro de cada área. Falta alguém: sim, faltam o PCP, que não quis entrar. Os Verdes, esse sim, admitem entrar num, talvez dois destes grupos. Estranho?

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/27/governo-be-abrem-5-negociacoes-sensiveis-pcp-mantem/

2.3 – Ou mentiu a Bruxelas. Ou mentiu aos portugueses  – Artigo de Nicolau Santos/Expresso (29/01/2016)

Debate parlamentar desta manhã ficou marcado pelas acusações da direita à pouca confiabilidade das linhas orientadoras do Orçamento do Estado para 2016, ancoradas na carta da Comissão Europeia ao Governo a pedir mais explicações, na avaliação da UTAO e nas sempre muito isentas análises das agências de rating. Mas para quem foi buscar lã, Passos Coelho saiu tosquiado, com a sua ausência de resposta à acusação de que garantiu a Bruxelas que os cortes nos salários e a sobretaxa do IRC eram definitivos – ao contrário do que nos disse a nós, portugueses.

Não é que não desconfiássemos ou não soubéssemos mesmo. Sempre que o ex-primeiro ministro, Passos Coelho, aparecia com o seu ar seráfico a anunciar mais um corte salarial dos funcionários públicos, mais uma redução das pensões, mais uma sobrecarga fiscal ou outro ónus da mesma jaez, dizia-nos sempre, para nos sossegar os espíritos, que se tratavam de medidas provisórias. Tudo era provisório. Os cortes salariais seriam devolvidos – mas a sua devolução foi sempre empurrada com a barriga para datas posteriores às que foram sendo anunciadas. Os cortes nas reformas seriam corrigidos – mas sempre num amanhã que não chegava. E o “enorme” aumento de impostos que Vítor Gaspar lançou sobre os portugueses também seria revertido logo que as condições o permitissem – condições que nunca o permitiram.

Não é, pois, que não desconfiássemos. Qualquer economista de meia tigela percebe que os grandes cortes de despesa pública de que o anterior Governo tanto se orgulha concentram-se, no essencial, em cortes de salários e de pensões que foram sempre anunciados como provisórios. E a melhoria das contas públicas assentou em grande parte na subida substancial da receita fiscal, também ela anunciada como provisória.

O que nós não sabíamos é que Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque deram a entender ou garantiram mesmo aos seus pares na Comissão Europeia e no Eurogrupo que os cortes seriam definitivos, assim como a subida dos impostos. É claro que os importantes senhores da Comissão e do Eurogrupo, sempre tão atentos quando as coisas não lhes agradam, não se preocuparam minimamente em saber se o que Passos e Maria Luís diziam externamente coincidia com o que garantiam internamente. Ou se souberam não se importaram nada com a duplicidade do discurso. Como eles sobejamente sabem, os portugueses são um povo manso e de brandos costumes que aceitou de mão estendida e cerviz dobrada o brutal ajustamento que lhes foi imposto durante quatro anos, baseado em erros económicos grosseiros, cálculos financeiros mal feitos, desigualdade de tratamento com outros países como sobejamente demonstra o recente relatório de avaliação do ajustamento por parte do Tribunal de Contas Europeu.

Agora, que o atual Governo quer cumprir uma promessa do anterior, a par daquilo que está nos eu próprio programa, aqui d’El-Rey, que o orçamento não é sustentável, que há demasiado otimista, que as hipóteses em que assenta não são realistas e por aí fora. Os referidos senhores bem se podem limpar à toalha com que a França, Itália e Espanha ignoraram olimpicamente os seus ais nos orçamentos que elaboraram para este ano. A margem é estreita? É. O orçamento tem vários riscos? Tem. Mas talvez seja bom lembrar que nos quatro orçamentos elaborados por PSD e CDS houve oito (repito: oito!) orçamentos retificativos e Bruxelas teve sempre de puxar para cima as metas acordadas para o défice e ignorar mesmo a descida exigida de meio ponto anual no défice estrutural. Porque é que devemos acreditar mais na fiabilidade dos orçamentos de Passos e Portas do que no de António Costa e Mário Centeno?

Mas voltemos à vaca fria. Passos Coelho ou enganou os seus parentes em Bruxelas ou enganou os portugueses. Não há outra possibilidade. Mas dado o seu histórico – cumprir escrupulosamente e para além do exigido todos os contratos com os credores externos e rasgar todos aqueles que existiam internamente com os cidadãos portugueses – conclui-se sem grande margem para dúvidas que Passos enganou os seus concidadãos. Ou, para usar uma palavra de que não gosta, mentiu aos seus concidadãos. E isso fica para a memória futura. Ponto final

2.4 – Orçamento do Estado. 5 impostos explicados – Lucília Tiago/Dinheiro Vivo (24/01/2016)

Foto: REUTERS/Odd Andersen – O governo, no draft do Orçamento de 2016, decidiu aumentar os impostos sobre produtos petrolíferos, tabaco e de selo.

No caso dos combustíveis, as contas foram feitas de forma a estancar a perda de receita que reverte para o Estado em resultado da queda do preço do petróleo (e que ronda os cinco cêntimos por litro de gasolina e os quatro cêntimos por litro de gasóleo em relação aos valores cobrados em julho de 2015). Uma subida que irá acabar por se refletir no valor pago quando encher o depósito. Fumar e recorrer a crédito ao consumo (seja para comprar férias, eletrodomésticos, carro ou até atrasar o pagamento do cartão de crédito) também vão pesar mais na carteira.

IVA: Restaurantes com taxa reduzida

ISP: Gasolina paga mais 5 cêntimos de imposto

SELO. Comprar carro fica mais caro

TABACO. Fumar já não é para todas as bolsas

IRC/IRS. Muda a sobretaxa e pouco mais

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/outras/orcamento-do-estado-5-impostos-explicados/

2.5 – Ouro: reserva nacional é a 13ª maior do mundo – Infografia: Mário Malhão/Económico (28/01/2016)

Portugal está entre os países com maiores reservas de ouro com 382,5 toneladas. As reservas europeias representam cerca de 53% das reservas mundiais que se cifram nas 32.702 toneladas.

Ver o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/ouro-reserva-nacional-e-a-13-maior-do-mundo_241114.html

3 – Greve na Função Pública

Saúde e educação são as mais afetadas pela greve – Lucília Tiago/Dinheiro Vivo (29/01/2016)

Fotografia: Reinaldo Rodrigues / Global Imagens – Maioria dos sindicatos não se associaram à paralisação marcada pela Frente Comum, que reivindica as 35 horas “o mais depressa possível”

Saúde e educação deverão ser os setores da administração pública mais afetados por aquela que será a primeira greve da função pública desde que António Costa tomou posse como primeiro-ministro. A paralisação, convocada por três sindicatos da Frente Comum (CGTP), visa exigir a reposição do horário semanal de trabalho nas 35 horas no mais curto prazo de tempo possível e não, como defende o PS, só a partir de julho. A maioria das organizações sindicais retirou ou não chegou sequer a emitir um pré-aviso de greve. Mas na sede da Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNTFPS) os telefones tocaram insistentemente durante todo dia de quinta-feira, com inúmeros funcionários públicos a quererem saber se o pré-aviso de greve emitido pela organização sindical liderada por Ana Avoila também os abrangia. “Temos recebido telefonemas e e-mails dos mais variados serviços. Da justiça, técnicos superiores de hospitais, até professores”, afirmou ao DN/Dinheiro Vivo a coordenadora da Frente Comum e da FNTFPS – ambas afetas à CGTP.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/saude-e-educacao-sao-as-mais-afetadas-pela-greve/

4 – A Banca Portuguesa

4.1 – Mário Centeno: “Sector bancário devia ter sido consolidado durante programa da troika” – Lusa/Expresso (29/01/2016)

Para o Governo, o melhor destino do Banif teria sido a fusão com a CGD, mas a Caixa não podia. À Comissão de Orçamento, ministro das Finanças, revela que o Banco Popular só queria comprar uma parte muito reduzida do Banif a custo zero. E ainda por cima acabava com 900 postos de trabalho

O Ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta sexta-feira à Comissão de Orçamento da Assembleia da República, que o programa de ajustamento definido com a ‘troika’ pressupunha a consolidação da banca portuguesa, questionando porque é que tal não foi feito ou pelo menos pensado pelo anterior governo. “No momento em que as recapitalizações foram feitas [2012 e 2013] era um elemento a considerar no programa de ajustamento. Até porque um dos objetivos do programa era a consolidação da banca”, destacou o governante durante a sua audição no parlamento.

Ler o artigo em: http://expresso.sapo.pt/politica/2016-01-29-Mario-Centeno-Sector-bancario-devia-ter-sido-consolidado-durante-programa-da-troika

4.2 – Cenário de liquidação do Banif foi analisado em 2012  – Sandra Almeida Simões/Dinheiro Vivo (29/01/2016)

Resolução e venda do Banif ocorreu a 20 de dezembro de 2015 Fotografia: Tiago Petinga / Lusa

Carlos Costa assumiu que, em 2012, quando o Banif recebeu o apoio de 1100 milhões do Estado, a alternativa à recapitalização era a liquidação.

Questionado sobre uma carta enviada ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, em 2012, a alertar para a situação do Banif, Carlos Costa esclarece que, na altura, a resolução não era um cenário em cima da mesa. “A alternativa à recapitalização seria a liquidação”. Ou seja, o Banif vivia uma situação limite desde 2012. O governador sublinha, mais uma vez, que os custos de uma liquidação e o impacto na economia e na confiança dos depositantes seriam muito superiores à recapitalização e, agora, à resolução num cenário de venda agora adotado.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/banca/cenario-de-liquidacao-do-banif-foi-analisado-em-2012/

4.3 – Quatro ex-administradores acusados de fraude, abuso de confiança e branqueamento – Dinheiro Vivo/Lusa (29/01/2016)

Fachada da sede do BPP – O Ministério Público (MP) acusou seis arguidos, incluindo quatro ex-administradores do Banco Privado Português (BPP).

O Ministério Público (MP) acusou seis arguidos, incluindo quatro ex-administradores do Banco Privado Português (BPP), por fraude fiscal qualificada, abuso de confiança e de branqueamento de capitais, crimes cometidos entre 2003 e 2008, foi hoje divulgado. Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), esta foi a terceira acusação a ser deduzida no âmbito dos processos ligados ao BPP. O caso já levou ao banco dos réus João Rendeiro (ex-presidente) e os ex-administradores Paulo Guichard, Salvador Fezas Vital e Fernando Lima, entre outros arguidos.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/banca/quatro-ex-administradores-acusados-fraude-abuso-confianca-branqueamento/

4.4 – Parvalorem chumba revitalização da ex-dona do BPN e abre caminho à insolvência

LUSA/Público ( 29/01/2016)  – Galilei já manifestou uma “profunda incompreensão perante a não aprovação” do Processo Especial de Revitalização.

O veículo estatal Parvalorem, o maior credor da Galilei (antiga Sociedade Lusa de Negócios) que era a dona do BPN até à sua nacionalização, chumbou nesta sexta-feira o Processo Especial de Revitalização (PER) da holding, empurrando-a para a insolvência.

A equipa de gestão da Galilei já reagiu a esta decisão da Parvalorem, manifestando uma “profunda incompreensão perante a ‘não aprovação’ do PER da empresa”, lê-se numa nota escrita enviada em resposta a uma solicitação da Lusa.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1721834

4.5 – Portugueses trocam colchão por um cofre no banco – Sandra Almeida Simões/Dinheiro Vivo (27/01/2016)

Bancos continuam a registar procura por aluguer de cofres

A instabilidade vivida na banca desde a crise financeira de 2008 tem obrigado os portugueses a repensar as estratégias de aforro e investimento.

A crise financeira, a turbulência com as dívidas soberanas, o programa de ajustamento económico e financeiro a Portugal, a nacionalização do Banco Português de Negócios, a falência do Banco Privado Português, as resoluções do BES e do Banif e a entrada em vigor de novas regras de bail in são os marcos históricos mais importantes dos últimos oito anos no setor financeiro. Poderão não ter abalado a confiança dos depositantes no sistema – pilar essencial à atividade das instituições –, mas aumentaram os receios dos clientes e a notoriedade do setor não ficou imune.

É neste contexto que os cofres passam a ser encarados como uma “alternativa” às contas bancárias, ou até mesmo à famosa recomendação “pôr o dinheiro debaixo do colchão”. […]

Na prática, os clientes alugam um cofre para guardar o que entenderem, como dinheiro ou documentos, entre outros valores.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/poupanca/portugueses-trocam-colchoes-por-aluguer-de-cofres/

5 – Juros da dívida de Portugal caem em todos os prazos  – Dinheiro Vivo/lusa (29/01/2016)

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a descer a dois, a cinco e a dez anos, alinhados com os da Irlanda, Itália e de Espanha.

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a descer a dois, a cinco e a dez anos, em relação a quinta-feira, alinhados com os da Irlanda, Itália e de Espanha. Cerca das 08:40 de hoje em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a cair para 2,877%, contra os 2,966% na quinta-feira passada.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/bolsa/juros-da-divida-portugal-caem-os-prazos/

6 – Adopção por casais gay  – Cavaco será obrigado a promulgar adopção por casais gay antes de sair – Maria Lopes/Público (25/01/2016)

Presidente vetou diploma na véspera da eleição presidencial e divulgou decisão no dia a seguir à ida às urnas. Assunto volta ao Parlamento já no início de Fevereiro. PS, PCP, BE e PEV vão confirmar a lei para “ultrapassar veto”, obrigando Cavaco a promulgá-la em Fevereiro.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva NUNO FERREIRA SANTOS

O Presidente da República anunciou nesta segunda-feira que vetou o diploma que permitia a adopção plena por casais gay, e também as novas regras aprovadas pela esquerda parlamentar da interrupção voluntária da gravidez, mas já é certo que Cavaco Silva acabará por ter de promulgar ambos os diplomas três semanas antes de deixar o Palácio de Belém. Isto porque os partidos de esquerda já disseram que dentro de duas semanas, quando estes decretos forem reapreciados em plenário, vão confirmar o conteúdo agora vetado, aprovando-os novamente por maioria absoluta. Nestes casos, pela Constituição, o Presidente está depois obrigado a promulgar as leis no prazo máximo de oito dias, sem poder repetir o veto.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1721322

7 – Espanha

7.1 – Felipe González: “Nem o PP nem o PSOE devem impedir que o outro governe”

Milton Cappelletti/Observador (27/1/2016) – O ex-primeiro ministro de Espanha dá uma entrevista ao El País e deixa fortes críticas ao líder do PSOE, por não ter percebido a derrota e pelo possível aliado Podemos: “São puro leninismo 3.0”.  Felipe González afirmou que lhe parece “indiscutível que se dialogue com o PP”

AFP/Getty Images – O ex-primeiro ministro socialista da Espanha, Felipe González, afirmou esta quarta-feira em entrevista ao jornal El País que PSOE e o PP não devem impedir ninguém de governar. Segundo o político, “não se deve negar a possibilidade de um Governo se eles [os outros partidos] não podem fazê-lo”.

A afirmação do histórico socialista deixa forte pressão para Pedro Sánchez, líder do PSOE. Ao afirmar que “nem o PP nem o PSOE deveriam impedir que o outro governe”, o ex-líder histórico socialista deixa a ferro e fogo a estratégia de Pedro Sánchez – que logo após as eleições de dezembro deixou claro que votaria contra um Governo do PP, vencedor das eleições.[…]

E esta é a proposta do Podemos partilhada nas redes sociais do partido:

Íñigo Errejón, número dois do Podemos, qualificou de “fraude aos eleitores” a decisão da Mesa do Congresso. “É um abuso que mandem aos representantes de cinco milhões de eleitores ao galinheiro”, afirmou esta terça-feira aos jornalistas em citação do jornal El País.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/27/felipe-gonzalez-defende-psoe-deve-deixar-pp-governar/

7.2 – entrevista de González: viabilizar um governo do PP seria “branquear corrupção”

Gonçalo Correia/Observador (28/1/2016) – O PSOE já reagiu às declarações do ex-primeiro-ministro socialista Filipe González: respeita a opinião, mas mantém o “não” a um governo de Rajoy. Sábado reune-se o comité federal do partido.

Os socialistas parecem estar unidos na rejeição de um governo do PP (mas também na rejeição dos referendos independentistas) – JORGE GUERRERO/AFP/Getty Images

O PSOE já reagiu à demolidora entrevista de Felipe González, ex-líder do partido e ex-primeiro-ministro espanhol. O secretário e número dois dos socialistas, César Luena, afirma que o partido deve ouvir “sempre de forma muito atenta” González – “uma referência” do PSOE – mas mantém que o partido deve votar não a um executivo do PP: e justificou a intransigência com os casos de corrupção que têm afetado o Partido Popular.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/28/psoe-reage-entrevista-gonzalez-viabilizar-um-governo-do-pp-seria-branquear-corrupcao/

7.3 – La inversión extranjera en España usa Holanda para eludir impuestos

Más de un tercio de los fondos recibidos desde 2008 corresponden a Países Bajos y Luxemburgo

JESÚS SÉRVULO GONZÁLEZ/El País (25/01/2016) – Por Holanda y Luxemburgo pasa la mayor parte de la inversión extranjera que llega a España, según la estadística oficial del Ministerio de Economía. Los expertos explican que la mayoría de las multinacionales hacen parada en Países Bajos para aprovechar sus ventajas fiscales antes de desembarcar en España. “Son escalas con fines tributarios”, explica José María Peláez, inspector de Hacienda. De hecho, un 60% de la inversión foránea procede de estos territorios. Un dato ilustra bien la mecánica: desde que estalló la crisis, el 77% de la inversión estadounidense en nuestro país ha llegado a través de estos dos países.

Desde que eclosionó la Gran Recesión y agujereó el sistema financiero mundial, en 2008, España ha recibido casi 150.000 millones de euros procedentes de otros países, el equivalente al 15% del PIB, según la estadística de flujos de inversión bruta de Datainvex elaborada por el Ministerio de Economía. De esta cantidad, casi 60.000 millones proceden de Holanda y Luxemburgo. Junto a Reino Unido, son los países con mayor inversión directa en España entre 2008 y el tercer trimestre de 2015. Una anomalía teniendo en cuenta el tamaño económico de estos territorios. “Holanda tiene una política fiscal muy atractiva para las multinacionales”, explica José María Peláez, inspector de Hacienda del Estado y experto en el blanqueo de capitales.

http://economia.elpais.com/economia/2016/01/24/actualidad/1453671308_267191.html

8 – Conflito na Síria

Síria: arrancam negociações de paz. Sem a oposição – Agência Lusa/Observador (29/1/2016)

Arrancam esta sexta-feira em Genebra as negociações para a paz na Síria mas a oposição ao regime de Bashar al-Assad, reunida em Riade, não vai estar presente.

AFP/Getty Images – As negociações para a paz na Síria terão início esta sexta-feira, em Genebra, segundo a ONU, mas a oposição ao regime de Bashar al-Assad, reunida em Riade, informou que não estará presente.

Na quinta-feira, o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, sublinhou que as negociações – que integram um plano aprovado em novembro em Viena, prevendo um governo de transição, uma nova Constituição e eleições dentro de 18 meses – “não podem falhar”.[…]

A guerra civil, com início em 2011, já motivou duas séries de negociações, denominadas Genebra 1 e Genebra 2, ambas sem resultados.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/29/negociacoes-paz-siria-arrancam-hoje-sem-oposicao/

9 – Migrantes

9.1 – Dinamarca aprova lei para confiscar bens dos refugiados superiores a €1340 – Marta Gonçalves/Expresso (26/01/2016)

SARA GANGSTED / EPA – O Parlamento dinamarquês votou esta terça-feira a favor de uma nova legislação para a imigração. O pacote de medidas – aprovado com 81 votos favoráveis, 27 contra e uma abstenção – implica que logo à chegada ao país as autoridades confisquem bens dos refugiados. Segundo a BBC, quem chega só poderá ficar com objetos até um total de €1340. O que for apreendido será destinado a pagar as despesas que a Dinamarca tem com estas pessoas.

Fora do alcance das apreensões estão os “objetos de alto valor sentimental”, como por exemplo alianças de casamento ou retratos de família. Já “relógios, telemóveis e computadores” podem ser confiscados, explicou o Ministro da Imigração.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1721429

9.2 – Suécia vai expulsar até 80 mil pessoas cujos pedidos de asilo foram rejeitados – Mafalda Ganhão/Expresso (28/01/2016)

JESSICA GOW/EPA – Governo de Estocolmo já deu indicações para que seja organizada a retirada das pessoas, de forma gradual e com recurso a voos aéreos especiais

A Suécia anunciou a intenção de expulsar entre 60.000 a 80.000 pessoas em vias de verem rejeitados os pedidos de asilo efetuados em 2015.

Ler o artigo em: http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-01-28-Suecia-vai-expulsar-ate-80-mil-pessoas-cujos-pedidos-de-asilo-foram-rejeitados

9.3 – Merkel ganha mais tempo de portas abertas com regras de asilo mais duras – Félix Ribeiro/Público (29/01/2016)

Disputas no interior da coligação governamental tornam-se mais evidentes à medida que se aproximam as eleições regionais. Chanceler vai reavaliar política depois de cimeira europeia.

Sinal de boas-vindas no aeroporto de Tempelhof, em Berlim. JOHN MACDOUGALL/AFP

No final de uma semana em que os três países escandinavos endureceram o tom e políticas de acolhimento a refugiados, a Alemanha anunciou na noite de quinta-feira um plano para tornar o seu próprio sistema de asilo mais severo. Berlim vai reduzir o apoio financeiro do Estado aos candidatos e começar a exigir uma espera de dois anos antes de permitir a reunião de familiares. As deportações serão facilitadas para criminosos e aceleradas em pedidos falhados de asilo.

Mas ao contrário dos seus vizinhos na Suécia, Angela Merkel diz encarar as novas regras não como uma derrota da sua política de portas abertas, mas como um balão de oxigénio. “Sinto-me fortificada”, disse a chanceler alemã na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro entre os três partidos da coligação governamental. “Estamos a conseguir que muito seja feito.”

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1721806

9.4 – Alerta internacional: “política do medo” ameaça direitos humanos – Alberto Conceição/Expresso (27/01/206)

ALKIS KONSTANTINIDIS/REUTERS – Relatório anual da ONG Human Rights Watch culpa os governos ocidentais pela resposta contraproducente à crise dos refugiados. “A discriminação e hostilidade para com quem procura asilo é precisamente o que pretendem os terroristas”, afirma diretor da organização

“A política do medo” levou governos de todo o mundo a reduzirem as proteções aos direitos humanos em 2015, garante a Human Rights Watch, uma organização sem fins lucrativos, no Relatório Mundial 2016. O documento, que foi publicado esta quarta-feira, analisa a questão dos direitos humanos em mais de 90 países (nos quais Portugal não está incluído) no período de acontecimentos entre o fim de 2014 e novembro de 2015.

Ler o artigo em: http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-01-27-Alerta-internacional-politica-do-medo-ameaca-direitos-humanos

10 – Petróleo

10.1 – FMI e Banco Mundial preparam resgates a países afetados pelo petróleo barato – Dinheiro Vivo/Lusa( 28/01/2016)

Fotografia: Atef Hassan / Reuters – As autoridades sdo FMI e do Banco Mundial estão a caminho da capital do Azerbaijãopara debater esta possibilidade

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial preparam um empréstimo de 4 mil milhões de dólares (cerca de 3,67 mil milhões de euros), que pode ser o primeiro de uma série de resgates financeiros a países afetados pelo petróleo barato. De acordo com o Financial Times, as autoridades destas duas instituições financeiras estão a caminho de Baku (capital do Azerbaijão) para debater a possibilidade de um resgate financeiro de 4 mil milhões de dólares, abrindo caminho a mais ajudas a países afetados pela descida dos preços do petróleo.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-e-banco-mundial-preparam-resgates-a-paises-afetados-pelo-petroleo-barato/

10.2 –  petróleo barato, gasolina cara? – Multimédia/Expresso (28/01/2016)

Texto: Pedro Santos Guerreiro; Miguel Prado; Realização: Joana Beleza; grafismo animado :João Roberto; imagem: João Carlos Santos

Desde o verão de 2014 que a cotação do petróleo está em forte queda. E os preços de venda dos combustíveis, caíram tanto? Entre impostos e lucros de gasolineiras, como se reparte a receita da gasolina com que abastecemos os automóveis? Este é o ponto de partida para o primeiro episódio do 2:59, um novo programa de jornalismo de dados em webvídeo do Expresso que decifra fenómenos da atualidade em dois minutos e 59 segundos

Ver o vídeo em: http://expresso.sapo.pt/multimedia/2016-01-28-259-para-explicar-o-mundo-petroleo-barato-gasolina-cara-

11 – Esqueça os BRIC. Quem conta são os TICK

Paulo Jorge Pereira/Económico (30/01/2016) – Os tempos estão difíceis para as economias de Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC), pelo que o “Financial Times” já aponta uma proposta de cariz diferente: agora, vivam os TICK.

Fixe o nome que aí vem porque, no final do texto, vai ficar com a ideia correcta de que já o viu em algum lado. Em 2001, Jim O’Neill, então economista-chefe do Goldman Sachs, cunhou a sigla BRIC para se referir ao quarteto formado por Brasil, Rússia, Índia e China como motor do crescimento mundial. Porém, os tempos estão difíceis para as economias brasileira e russa, em especial, o Goldman encerrou o fundo dedicado ao tema sob influência de fortes perdas, pelo que o “Financial Times” já aponta uma proposta de cariz diferente: agora, vivam os TICK, refere a publicação britânica, agregando Taiwan, Índia, China e Coreia do Sul sob esta designação.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/esqueca-os-bric-quem-conta-sao-os-tick_241236.html

12 – Corrupção internacional

ìndice de corrupção internacional – Infografia: Susana Lopes/Económico (29/01/2016)

A pontuação de um país/território indica o nível de percepção sobre a corrupção do sector público numa escala de 0-10 (de 1995-2011) e 0-100 (a partir de 2012). Abaixo dos 5 (até 2011) e 50 pontos (a partir de 2012), o país é considerado com graves problemas de corrupção.

Ver o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/infografia-indice-de-corrupcao-internacional_241186.html

13 – Comissão Europeia geriu os resgates financeiros de forma “deficiente”

Patrícia Jesus/Dinheiro Vivo (26/01/2016) – REUTERS/DAVID MDZINARISHVILI – A conclusão é de uma auditoria do Tribunal de Contas Europeu divulgada hoje em Bruxelas

A Comissão Europeia não estava preparada para os primeiros resgates aos países afetados pela crise financeira de 2008. A conclusão é de uma auditoria do Tribunal de Conta Europeu (TCE), que diz que a gestão foi “deficiente” e inconsistente, uma vez que países com situações semelhantes foram tratados de forma diferente. Portugal, por exemplo, enfrentou muito mais “condições” e exigências do que as que foram pedidas nos programas iniciais, como o da Hungria.

Num relatório divulgado esta terça-feira em Bruxelas sobre a “assistência financeira prestada a países em dificuldades”, o TCE – a instituição europeia que audita as finanças da União – analisou a gestão dos resgates a Portugal, Irlanda, Hungria, Letónia e Roménia. Os resgates ao Chipre e à Grécia serão objeto de relatórios autónomos, uma vez que ainda estão a decorrer, e o de Espanha não foi auditado porque não incluiu dinheiro da UE, diz a agência Reuters.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/dinheiro/interior/auditoria-diz-que-comissao-europeia-geriu-mal-os-resgates-de-forma-fraca-e-inconsistente-4999544.html

14 – Tudo o que importa saber sobre o vírus “ZIKA” que se propaga de “forma explosiva”

Mafalda Ganhão/Expresso (28/01/2016) – Uma técnica da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, inspeciona a larva do Aedes aegyti, o mosquito que transmite o vírus

UESLEI MARCELINO / REUTERS – O vírus que está a sobressaltar as autoridades sanitárias e a preocupar de forma muito particular o Brasil – mas agora o mundo inteiro – tem nome de selva do Uganda e é ainda, em muitos aspetos, um desconhecido. Sintomas e sinais clínicos da doença incluem “febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares”. E “há suspeitas (ainda não inteiramente comprovadas) de que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez, em particular microcefalia” – que é a situação que mais preocupa as autoridades. A Organização Mundial de Saúde reúne-se de emergência na segunda-feira e já disse que o vírus está a propagar-se de “forma explosiva”. Este é um guia de perguntas e respostas

QUE VÍRUS É ESTE?

O vírus é transmitido pela picada de mosquitos da espécie Aedes Aegypti, a mesma associada à propagação de outras doenças tropicais, como o dengue ou febre amarela. Começou por ser identificado em macacos, em 1947, na floresta Zika (Uganda), daí o seu nome. O primeiro caso em humanos foi detetado também no Uganda e na Tanzânia, em 1952, mas a relativa pouca frequência dos surtos justifica que se saiba pouco sobre o zika. Atualmente, com mais de 20 países afetados, sobretudo na América Latina, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está a levar a ameaça mais a sério e já alertou para o facto de o vírus se estar a propagar de forma “explosiva” no continente americano. As previsões são assustadoras: entre 3 a 4 milhões de casos no mundo em 2016.[…]

O QUE DIZ A OMS – A Organização Mundial de Saúde não esconde a preocupação perante a evidência dos números. No dia em que anunciou uma reunião de urgência, para estabelecer prioridades e procurar respostas, a OMS referiu também que são esperados até 4 milhões de casos em 2016, com o vírus a propagar-se de forma “explosiva”.

É preciso saber mais sobre o vírus, sublinha a organização, mas a multiplicação dos casos de microcefalia e as suspeitas de que a doença pode trazer também complicações neurológicas está a tornar-se alarmante.

Ler o artigo em: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-01-28-Tudo-o-que-importa-saber-sobre-o-virus-que-se-propaga-de-forma-explosiva

15 – Vergílio Ferreira

As polémicas de um escritor em contracorrente – Joana Emídio Marques/Observador (28/01/2016)

Vergílio Ferreira nasceu há 100 anos. Nunca gerou consensos e esteve sempre contra o sistema. Nos seus diários foi implacável com todo o meio literário. Joana Emídio Marques lembra as controvérsias.

Passam 100 anos sobre o nascimento do escritor Vergílio Ferreira e, em março, passam 20 anos sobre a sua morte. Como diria Álvaro de Campos: só és lembrado “quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste. Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada. Duas vezes no ano pensam em ti”. Neste ano de datas redondas a Quetzal anuncia a publicação da obra completa incluindo os polémicos diários Conta-Corrente (estes apenas em formato digital). Mas, para além da Aparição, obra obrigatória no secundário, quem lê Vergílio Ferreira?

Ler o artigo em: http://observador.pt/especiais/vergilio-ferreira-um-escritor-corrente/

16 – É tudo rock: Elvis bateu nos tops há 60 anos – Tiago Pereira/Observador (27/1/2016)

A 27 de janeiro de 1956, Elvis Presley lançou “Heartbreak Hotel”, a sua primeira música a chegar a n.º 1 das listas dos mais vendidos. A canção foi escrita por causa de uma notícia de jornal.

AFP/Getty Images – Em Janeiro de 1956, Elvis Presley já gravava discos há uns dois anos. Costumava fazê-lo nos Sun Studios, em Memphis, onde Sam Philips lhe tinha topado o potencial. Na biografia do dono da Sun Records publicada no ano passado, o autor, Peter Guralnick, recorda a ideia que Philips alimentava ainda antes de Presley lhe aparecer à frente: “Se eu conseguisse encontrar um homem branco com o som e o estilo de um negro, faria milhões de dólares.” Alguns tentaram lá chegar mas nenhum conseguiu fazê-lo como Elvis. E apesar de Phillips ter acertado na escolha, não foi com a Sun que o rei se fez a estrela impossível de negar que é desde há 60 anos. A 27 de Janeiro de 1956, a editora RCA lançava “Heartbreak Hotel”, o primeiro número 1 de Elvis. Sam Philips sabia desde 1954 que nada seria como dantes. E não foi.

[Veja Elvis a tocar “Heartbreak Hotel”]

[Ouça “I was the one”]

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/27/tudo-rock-elvis-bateu-nos-tops-ha-60-anos/

17 – Ao lado do “Anjo da Morte” – ADAM PIECZYNSKI/Expresso (27/01/2016)

Ella Lingens, numa foto de registo da Gestapo de Viena, em outubro de 1942. Embora “ariana de raça pura “foi levada para Auschwitz por esconder judeus; como médica, foi obrigada a trabalhar ao lado de Mengele, o “Anjo da Morte”, e testemunhou algumas das atrocidades por este praticadas. Faleceu em 2002

Ler o artigo em: http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-01-27-Ao-lado-do-Anjo-da-Morte

 

 

Leave a Reply

%d bloggers like this: