UMA CARTA DE UM VELHO QUE SOU EU A UMA AMIGA MINHA A PROPÓSITO DE DINHEIRO – por JÚLIO MARQUES MOTA – IV

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júlio marques mota

Coimbra, 7 de Março de 2016

Minha amiga

(CONCLUSÃO)

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Vejamos já alguns anúncios sobre essa nova linha de ataque contra a qual a esquerda deve  estar consciente, porque se vai tratar de uma luta bem desigual, entre a fina flor dos neoliberais portugueses e dos seus aspirantes menores, suportados por grandes instituições e pela Comissão igualmente, contra muita gente desprevenida como todos nós somos , porque incapazes, normalmente, de imaginar o inimaginável.

1. O anúncio de Goldman Sachs:

Velho - IX

2. O ponto de vista da direita portuguesa

Velho - X

3. O ponto de vista de JP Morgan:

Velho - XI

Velho - XII

Velho - XIII

4. O ponto de vista de um lóbi português:

O IES-Social Business School é a primeira escola de negócios focada em Inovação e Empreendedorismo Social. Somos o ponto de partida para um caminho dedicado à Inovação Social na criação de soluções de negócio sustentáveis, oferecendo um portefólio de formação, investigação e consultoria. Apostamos na excelência e numa forte rede de parceiros para inspirar, formar, apoiar e ligar organizações e pessoas, de todos os setores de uma economia convergente.

5. Os apoios ao lóbi português

Velho - XIV

6. E de novo a Europa com um dos seus criados, Maduro:

Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional avançou ainda que Portugal vai ter 200 milhões de euros comunitários para gastar em estradas

Poiares Maduro (Lusa)

O Governo quer atrair investidores privados para projetos de empreendedorismo social e vai disponibilizar fundos comunitários para aplicar em títulos de impacto social, afirmou o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional.

Em entrevista à Agência Lusa, Miguel Poiares Maduro salientou que a inovação social é uma das grandes apostas do próximo ciclo de fundos comunitários, a vigorar entre 2014 e 2020 (Portugal 2020) e que vão ser criados vários instrumentos para mobilizar esses fundos.

7. E de novo a financeirização. A posição de Credit Suisse em que o sublinhado é nosso:

Financing the World’s Social Challenges

As the world’s social challenges continue to mount, the need for innovative investments to promote sustainable development has never been greater. At a Credit Suisse event during the World Economic Forum, leaders discussed new mechanisms for raising funds and the corresponding opportunities for private investors[1].

Although global wealth has reached an all-time high and is projected to continue increasing, raising capital remains a constant challenge for anyone committed to driving social and environmental change. The financial crisis and pressures on government budgets further reduced funding for many NGOs, international organizations and charitable initiatives. And since the scale of public funding or philanthropic capital alone is insufficient to address the challenges facing our societies, there is now a pressing need for innovative approaches to mobilize private wealth and generate lasting impact. Credit Suisse used the World Economic Forum as an opportunity to call on experts in this very field to explain new mechanisms for raising funds, the corresponding opportunities for both private donors and investors and the challenges associated with these new funding mechanisms.

Minha amiga, proteja pois o seu dinheiro dos ladrões encartados e legalizados, minha amiga ajude também  a proteger também todos aqueles que não se sabem  defender  ou não o podem fazer, dos Leopardos que de caneta na mão, de discurso na televisão, nos farão convencer dos benefícios de sermos roubados.

Um abraço, portanto.

Júlio Marques Mota

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[1] Repare-se num mundo a abarrotar de liquidez, nem que seja somente pela quantitative easing, o problema para o desenvolvimento, segundo a alta finança,  continua a ser o da captação de fundos! A justificar depois a titularização!

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Para ler a Parte III desta crónica de Júlio Marques Mota, publicada ontem em A Viagem dos Argonautas, vá a:

UMA CARTA DE UM VELHO QUE SOU EU A UMA AMIGA MINHA A PROPÓSITO DE DINHEIRO – por JÚLIO MARQUES MOTA – III

 

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