IMAGEM E POESIA – Por José Fernando Magalhães (92)

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PARANDO O TEMPO NAS HORAS MORTAS

 

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A cadeira de lona

Convida à reflexão

O café fumegante

Desperta os sentidos

O sol, no seu ocaso,

Fala de amor

Antes da chegada dos ventos frios.

O ar salgado do mar

Cheira a relva

Acabada de cortar.

O meu pensamento corre então

Ao encontro da tua voz,

Parando o tempo nas horas mortas.

E vi-te então

Nua e transparente

Vogando ao de leve

Sobre o atol.

Depois,

Só o reflexo salgado

De espumantes ondas,

Nas rochas e na areia,

Onde bandos de gaivotas

Se viram cerimoniosamente

Para os lados do pôr-do-sol.

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