
DE MÃOS DADAS
Pés na areia,
Com a água quase quase à nossa beira
Formando figuras de espuma, bordadas
Sentia, na tua mão
Um tremer leve, de quem anseia
E um breve calor na palma inteira.
Lá íamos, de mãos dadas
Um ligeiro sentimento de paixão
Olhos postos na desejada estreia.
Era a nossa primeira vez
E a tua também, talvez
Naquele fim de tarde outonal
Tu e eu, minha adorada sereia
Apreciamos um maravilhoso pôr do sol
Admirável, extraordinário, sobrenatural
Norteando com ele a vida,
Como quem a romanceia.
OBS – poema publicado no livro
“A SECRETA VIDA DAS PALAVRAS À CHUVA”
Dezembro de 2023
porto

