
Este quadro de Dorindo Carvalho inspirou o poema
Não me dês um título – por Adão Cruz
Não me dês um título entre este rígido corpo e o cosmos.
Deixa-me o traço fino deste constrangedor aperto entre o que
sou e o que não sou.
Se fores capaz de me abrir estes braços cruzados entre o ser
e não ser entre a angústia do medo e o medo de ser não me importa que me vejam
o rosto.
Deixa-me o traço fino do ser entre as mãos livres e o
pensamento cósmico da mente liberta.
Não desfaças as sombras por imposição da luz nem me dês um
título entre o corpo rígido e o cosmos.
Deixa-me o traço fino do gesto e a música do silêncio.
(inédito)


“magníficas as palavras surgem como rochas,duras e consistentes”, para o meu amigo Adão por mais um belo poema.Um enorme abraço