REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 20/09 a 26/09/2015

Das notícias desta semana merecem relevo as relacionadas com a situação dos refugiados, o resultado das eleições na Grécia (20/09), as eleições de hoje (27/9) na Catalunha, a polémica dos carros “Volkswagen” a gasóleo, as implicações nas contas públicas da “não venda” em 2015 do “Novo Banco” e a guerra das sondagens para as eleições legislativas em Portugal no dia 4 de Outubro

União Europeia aprova repartição de 120.000 refugiados por larga maioria (22/09/2015/ Dinheiro Vivo)

Os ministros do Interior europeus aprovaram hoje por uma ampla maioria a repartição de 120.000 refugiados, anunciou a presidência luxemburguesa da União Europeia no Twitter.

Votaram contra a Eslováquia, Roménia, República Checa e Hungria, enquanto a Finlândia se absteve.[…]

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, voltou a apelar ao acordo na Europa: “If you want to help refugees, you have to put your money where your mouth is”, disse.

Na sequência desta decisão, a União Europeia está em condições de redistribuir um total de 160 mil refugiados pelos diferentes países.

Os quatro países, liderados pela Hungria, opõem-se veementemente ao plano da Comissão Europeia, insistindo que Bruxelas não tem o direito de os obrigar a receber milhares das pessoas que procuram refúgio na Europa. Fazê-lo constitui uma violação da soberania nacional, argumentam.

Um diplomata da UE disse à agência de notícias francesa, AFP, que a decisão foi tomada por uma maioria qualificada, o que significa que a Comissão não conseguiu obter o apoio unânime dos 28 Estados membros para o seu plano antes da cimeira de emergência de quarta-feira dos líderes europeus sobre a pior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial. […]

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4792437&page=-1

Os apoios financeiros que a solução implica:

Portugal deve receber 70 milhões de euros até 2020 para acolher refugiados (Agência Lusa 24/09/2015)

Segundo uma proposta da Comissão Europeia, o primeiro pagamento destes fundos incluirá, já este ano, 2,3 milhões de euros em relação ao “Fundo de Asilo, Migração e Integração” e outros 2,7 milhões de euros na rubrica do “Fundo de Segurança Interna” […]

O total a alocar aos 28 países da União Europeia é de 4,4 mil milhões de euros, lê-se no documento apresentado no dia em que decorreu, em Bruxelas, a cimeira europeia extraordinária dedicada à crise de refugiados.

O mesmo documento indica que o primeiro pagamento destes fundos a Portugal incluirá, já este ano, 2,3 milhões de euros em relação ao “Fundo de Asilo, Migração e Integração” e 2,7 milhões de euros na rubrica do “Fundo de Segurança Interna”.

Portugal deverá acolher cerca de 4.500 refugiados, no âmbito do mecanismo de recolocação de pessoas pelo espaço comunitário.

A solução é apenas a de uma gota no “Oceano”, tendo em conta os milhares de migrantes que todos os dias chegam à Europa

UE quer dar mil milhões para assistência aos refugiados. Portugal disposto a ir além dos 100 mil euros

Os Chefes de Estado e de Governo querem aumentar o apoio aos refugiados que estão fora das fronteiras da UE. Quanto à distribuição de 160 mil que já entraram no espaço europeu, querem o mecanismo de recolocação a funcionar até final de novembro

SUSANA FREXES, CORRESPONDENTE EM BRUXELAS

Os líderes europeus querem reforçar em pelo menos mil milhões de euros as contribuições para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e para o Programa Alimentar Mundial. Portugal, diz Pedro Passos Coelho, está disposto a reforçar também o seu contributo mas não se compromete com valores definitivos.[…]

No total, os Estados-Membros já se comprometeram com a recolocação de 160 mil refugiados que entraram na UE através da Grécia e de Itália.[…]

EVITAR OS TEMAS POLÉMICOS PARA MOSTRAR UNIDADE

A Cimeira extraordinária desta quarta-feira tentou mostrar uma União Europeia unida numa matéria que tem gerado muitas divisões. Ao contrário do ambiente tenso da reunião dos ministros da Administração Interna do dia anterior, o encontro de chefes de Estado e de Governo foi mais ameno.

Os líderes europeus contornaram a discussão interna – que poderia ser polémica – sobre quotas e distribuição dos refugiados que já entraram na UE e concentraram-se no reforço do controlo das fronteiras externas e em tentar travar o fluxo de migrantes ainda do lado de lá do Mediterrâneo.

Num ponto parecem estar todos de acordo: evitar que mais pessoas tentem chegar ilegalmente à Europa passa por dar mais assistência ao Líbano, à Jordânia e à Turquia, países sobrecarregados com a crise de refugiados, principalmente vindos da Síria.[…]

Ler em: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-09-23-UE-quer-dar-mil-milhoes-para-assistencia-aos-refugiados.-Portugal-disposto-a-ir-alem-dos-100-mil-euros

Sobre este tema recomendo a leitura do artigo da autoria de Telmo Azevedo Fernandes (Licenciado em Relações Internacionais. MBA. Especialista em Internacionalização)/Observador (23/09/2015)

CRISE DOS REFUGIADOS Sem Fronteiras – em defesa da Liberdade

A popular route trough the balkans 2015_1

Infelizmente domina a ideia de que quem, como eu, defende a abertura total de fronteiras é doido varrido. Deixem-me pois desmontar as falácias argumentativas dos que advogam restrições à imigração.

De um lado a esquerda e os progressistas procuram capitalizar a simpatia que a bandeira do apoio aos refugiados agora goza. Ao mesmo tempo, quase que se abre concurso para ver quem fica mais compungido com a situação e esgrime com superior mestria os argumentos “do coração”.

Do outro, a direita e os conservadores cínicos agitam medos infundados sobre o que pode trazer a entrada desta gente na Europa e sentenciam a hipocrisia dos humanistas que se deleitam com qualquer nova causa social ou arregimentação de apoios através da internet.

Porém, a ideia de um mundo sem fronteiras está bem fundada naquilo que são os princípios liberais. Além disso a abertura a imigrantes é algo racional e até de elementar literacia económica.[…]

Ideias e temas desenvolvidos:

– Imigrantes, ilegais, refugiados e migrantes económicos

– Ao abrigo da Convenção de Genebra, não é preciso ser o mais pobre dos pobres nem correr o risco de morrer afogado para se ser considerado refugiado e poder pedir asilo.

– Não há nenhuma razão moral para que os estados limitem ou impeçam a circulação de pessoas. O princípio de não-agressão não pode ser mandado às malvas e não se pode impedir que os indivíduos se salvem a si próprios.

– O estado a definir limites

A União Europeia tem cerca de 508 milhões de habitantes. Os líderes europeus andam preocupados em distribuir 120 mil refugiados, ou seja: 0,02% da população da UE (2 refugiados por cada 10 mil habitantes). Numa distribuição matemática simples, o Porto (240 mil habitantes) acolheria 48 refugiados.

– Imaginemos que o estado define que só pode ajudar 3.000 refugiados. Como o estado não tem o exclusivo da ajuda humanitária, se estiver disposto a ajudar pessoalmente o refugiado 3001, não posso?

– Haverá coisa mais socialista do que ser o estado a definir quotas de entrada de imigrantes, critérios de selecção dos mesmos e implementar pela força a sua omnisciência estatal? A mim parece-me o velho tique do planeamento central, desenhando a regra e esquadro admissões de estrangeiros e distribuindo cidadão por cada país através de cálculo científico.

Economia e emprego

– A imigração (assim como as importações ou as inovações tecnológicas) poderá provocar reajustamentos na alocação do emprego entre as diversas actividades, mas a prazo o resultado líquido dessa absorção de nova mão-de-obra beneficia todos.

– Estado Social

– Contudo, dos estudos que se conhecem sobre o assunto, está por provar (ou até parece haver evidências do contrário) que os imigrantes utilizem relativamente mais o estado social do que os nativos ou de que sejam mais favoráveis que os locais a políticas redistributivas.

– Cultura

– Faço um paralelo: muita gente do norte do país “imigrou” para Lisboa mas, em termos culturais, não vejo impacto significativo na capital. Em média, no Porto, continuamos a dizer muito mais palavrões do que no Sul. Eu continuo a usar sapatilhas e não ténis. Comer francesinha é um hábito pouco frequente no Rossio. Politicamente a percentagem de não-socialistas nas duas cidades parece-me equivalente. Segundo consta, Braga é a segunda cidade do país com percentagem mais elevada de benfiquistas entre o total dos seus habitantes…

– Direitos de propriedade

Segurança e terrorismo

– Conclusão

Os argumentos contra as fronteiras totalmente abertas são falaciosos ou exagerados. A maioria dos problemas aplica-se tanto a cidadãos nativos como a imigrantes. Os riscos futuros são incertos.

Nada justifica que o estado, exercendo o seu monopólio da força, imponha coercivamente restrições e barreiras à entrada de imigrantes pacíficos.

Está por demonstrar a razão moral superior que poderia justificar a oposição a um espaço sem fronteiras. Os defensores das restrições à imigração têm ainda de provar a sua causa.

Ler em: http://observador.pt/opiniao/sem-fronteiras-em-defesa-da-liberdade/

Tsipras ganha a aposta e volta com partido e mandato renovado

Primeiro conselho de ministros do seu segundo mandato (25/09/2015/Dinheiro Vivo)

Grécia:Tsipras compromete-se a aplicar “rapidamente” acordo com credores

Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia

A Grécia deve aplicar “rapidamente” o que foi acordado com os credores para o terceiro resgate ao país, declarou hoje o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, no primeiro conselho de ministros do seu segundo mandato.

“É necessário aplicar rapidamente o que acordámos com os credores (União Europeia e Fundo Monetário Internacional) para completar a primeira avaliação do programa e começar a discutir a redução da dívida”, afirmou Tsipras.

Quatro dias após a sua vitória nas eleições legislativas, a segunda em oito meses, Tsipras insistiu na necessidade “de reestruturar a dívida para que ela se torne sustentável” e para restabelecer “a competitividade da economia”.

A outra prioridade do governo é “a recapitalização dos bancos para assegurar liquidez”, disse.

O esquerdista Syriza foi reeleito no domingo com 35,4% dos votos e, sem uma maioria absoluta, Tsipras voltou a formar um governo de coligação com o partido da direita nacionalista Gregos Independentes.[…]

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4798282&page=-1

ELEIÇÕES CATALUNHA (27/09/2015)

A campanha pela independência sobre as ruínas de 1714

por Susana Salvador/DN, enviada especial a Barcelona (2015/09/25)

Inaugurado em 2013, o centro cultural do Mercado del Born mostra a história do cerco a Barcelona na Guerra da Sucessão, cujo fim resultou na perda das liberdades catalãs, tornando-se um símbolo do independentismo.

O sol da manhã entra pela estrutura de ferro e vidro do antigo mercado grossista do bairro Born, inaugurado em 1876 e fechado em 1971, e ilumina as ruínas da Barcelona do século XVIII, escondidas durante quase três séculos. Henrique e Goya aproveitam a entrada gratuita por ocasião do feriado da Mercé, a santa padroeira da cidade, para ver ao vivo os restos de um episódio que nenhum catalão ignora: a derrota de 11 de setembro de 1714 no final da Guerra da Sucessão, que representou a perda das liberdades de que até então a Catalunha gozava. E que hoje se tornou símbolo do independentismo, eixo central das eleições autonómicas de domingo.[…] Ler em:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4797368&eg_sub=0227b1aeab&eg_cam=c4d861807deca56dbd68b47941bf1878&eg_list=3

Sobre o tema  “Catalunha 1714” recomendo a leitura de um artigo da autoria de Bruno Garcia/ Revista de História.com.br (11/9/2014)

O 11 de setembro catalão

Ao celebrar o terceiro centenário sob domínio espanhol, a Catalunha se prepara para um polémico referendo sobre a independência da região

Gravura do cerco de barcelona, de 1714

La paciència és la mare de la ciência, diz um ditado catalão. E, ao que parece, depois de séculos sob o julgo de Madri, a paciência dos catalães pode ser retribuída. A região está prestes a votar (no próximo dia 9 de novembro) um polêmico referendo de independência, no qual a provável vitória dos separatistas promete apenas esquentar os ânimos na Europa. O Reino Unido, por exemplo, aguarda e promete respeitar a decisão dos escoceses que também votam em breve sua independência. O destino dos catalães parece mais incerto. A estrutura do Estado espanhol, desde a constituição de 1978, garante às comunidades autônomas –  entre elas o País Basco, engajado também em um sua própria luta de afirmação nacional – uma autonomia legislativa, além de eleições locais para autoridades com reais competências executivas. Porém, ao que tudo indica, a Espanha não está disposta a aceitar a cisão definitiva de qualquer uma de suas regiões, e afirma que o referendo não tem qualquer validade legal.

O ano não poderia ser mais emblemático. Foi justamente há trezentos anos, em 11 de setembro de 1714, que a unificação do castelhano no território espanhol sacramentou a subordinação da Catalunha à Madri. O aniversário não é pouco significativo. Quem gosta de futebol, por exemplo, talvez já saiba, mas o Barcelona, sempre que manda seus jogos em casa, assiste sua torcida gritar independência exatamente aos 17 minutos e 14 segundos. A lembrança da heroica resistência ao Cerco de Barcelona, e a subsequente derrota, são parte central do discurso nacionalista catalão.[…]

Surgimento do Catalanismo

Tela ‘Catalunya’, do pintor Antoni Tápies

Em meados do século XIX, paralelo à prosperidade proporcionada pela industrialização local, surge um importante movimento cultural chamado de Renaixença, fomentando a recuperação da língua e da cultura catalã. Em 1859, graças à iniciativa de Antoni Bofarull e Victor Balaguer, foram criados os Jogos Florais de Barcelona, um concurso de poesia destinado à divulgação da língua e da produção cultural em catalão.  Aos poucos, a discussão pública sobre os usos e padrões da língua se expandiu em direção à unificação entre os diferentes dialetos. Do ponto de vista político, o fenômeno da Renaixença representou um grande impulso de recuperação de consciência nacional coletiva na Catalunha.

Ler em:  http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/o-11-de-setembro-catalao

Em 23/11/2012 foi publicado em “dinheiro vivo” um artigo com o seguinte título

Catalunha independente seria “o sétimo Estado da UE” com maior riqueza por habitante

A garantia foi dada hoje por Artur Mas, presidente da região, dois dias antes das eleições antecipadas na província

Artur Mas, CiU D.R.

Se a Catalunha se tornar independente, será “o sétimo Estado da União Europeia” em termos de riqueza por habitante, afirmou hoje o presidente da região, Artur Mas, dois dias antes das eleições antecipadas na província.

“Em termos populacionais, estaríamos na média, quase metade dos países da UE são mais pequenos, em termos populacionais, que a Catalunha”, declarou o presidente nacionalistas conservador desta região de 7,5 milhões de habitantes, no nordeste de Espanha.

“Se a Catalunha fosse um estado, seria atualmente, pelo índice de criação de riqueza por habitantes, o sétimo país da UE: há 27 países, seríamos o sétimo”, disse à televisão espanhola TVE.

“Em termos territoriais, estaríamos entre os pequenos, em 22.º ou 23.º”, acrescentou.

Com um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante de 27.430 euros em 2011, de acordo com o instituto de estatística espanhol, a Catalunha surge no quarto lugar entre as 17 regiões espanholas, acima da média espanhola (23.271 euros) e da UE (25.134 euros).[…]

Ler: http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=3868157&page=-1

Entretanto começaram as chantagens/ameaças, como se pode ver nos artigos que se seguem (22/09/2015/Dinheiro Vivo)

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reiterou hoje que o território de um Estado membro da União Europeia não pode alterar-se por uma decisão de um parlamento autonómico que contraria a Constituição desse país, numa referência à Catalunha.

A plataforma da qual faz parte o presidente da Catalunha, Artur Mas, a “Junts pel Sí” (Juntos pelo Sim) afirma que, caso venha a obter maioria absoluta nas eleições de domingo (juntando os seus deputados aos da Candidatura de Unidade Popular, extrema-esquerda catalã) então iniciará um processo de independência no prazo de 18 meses.

Vários constitucionalistas e especialistas em Direito Europeu, bem como líderes europeus como David Cameron (Reino Unido), Angela Merkel (Alemanha) e a própria Comissão Europeia, têm alertado que essa decisão – a separação da Catalunha face a Espanha – retiraria a região da União Europeia, do Espaço Schengen e dos mecanismos do euro. A “Junts pel Sí” apenas diz que a UE tem interesse em manter a Catalunha no espaço comunitário e salienta que vai encetar uma solução negociada.

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4792016&page=-1

Governador do Banco de Espanha lança aviso aos movimentos independentistas que concorrem nas urnas no próximo domingo (21/09/2015/Dinheiro Vivo)

Banco de Espanha: Independência da Catalunha seria desastrosa

Catalunha independente não faz parte das instituições da UE

A saída da Zona Euro é automática se uma região de um estado-membro se autonomizar, o que significa que as aspirações da Catalunha à independência teriam um impacto desastroso, avisou hoje o governador do Banco de Espanha, Luís Maria Linde.

Num encontro com a imprensa, esta manhã, o responsável apontou que “a questão fundamental” tem a ver com a incapacidade de a Catalunha aceder a fundos do Banco Central Europeu em tal cenário. Com a falta de crédito, a “grave tensão” poderia resultar no encerramento dos bancos e em limites apertados nos levantamentos, como sucedeu na Grécia. Além disso, os bancos enfrentaria “graves problemas de segurança jurídica” uma vez que tal processo iria criar “inseguranças, incertezas e tensões”.[…]

Ler:http://www.dinheirovivo.pt/economia/internacional/interior.aspx?content_id=4789648&page=-1

Escândalo na Volkswagen. O grande desastre alemão  – Artigo de João Palma-Ferreira e Vítor Andrade  (26.09.2015/Expresso.sapo)

JULIAN STRATENSCHULTE

A gestão do maior conglomerado industrial alemão foi esta semana ‘varrida’ para a Volkswagen poder renascer do “Dieselgate”

Onze milhões de veículos do Grupo Volkswagen (VW) foram dotados de um software que alterou dados sobre o teor das suas emissões poluentes, provocando o escândalo “Dieselgate”. Além da demissão do presidente do Grupo VW — Martin Winterkorn, que já anteriormente se tinha envolvido em ‘guerras’ com o líder histórico da VW, Ferdinand Piëch —, do efeito negativo na imagem do grupo e das perdas bolsistas imediatas, este “Dieselgate” promete ‘varrer’ a gestão do maior conglomerado industrial alemão.

Ler em: http://expresso.sapo.pt/economia/2015-09-26-Escandalo-na-Volkswagen.-O-grande-desastre-alemao

Markets | Wed Sep 23, 2015 7:16pm EDT Related: GERMANY, REGULATORY NEWS, BREAKINGVIEWS

Volkswagen could pose bigger threat to German economy than Greek crisis (BERLIN | BY MICHAEL NIENABER)

German Chancellor Angela Merkel sits in a Volkswagen eco-up! auto during a visit to the Volkswagen exhibition at the International Motor Show (IAA) in Frankfurt September 15, 2011.

The Volkswagen (VOWG_p.DE) emissions scandal has rocked Germany’s business and political establishment and analysts warn the crisis at the car maker could develop into the biggest threat to Europe’s largest economy.

Volkswagen is the biggest of Germany’s car makers and one of the country’s largest employers, with more than 270,000 jobs in its home country and even more working for suppliers.[…]

Ler em: http://www.reuters.com/article/2015/09/23/us-usa-volkswagen-germany-economy-idUSKCN0RN27S20150923

Pausa na venda do Novo Banco aborta pagamento antecipado ao FMI – Artigo de José Sena Goulão/Lusa/Dinheiro vivo (26/09/2015)

Efeito já em 2015. FMI não recebe 2,2 mil milhões, Estado fica mais tempo com dívida cara e endivida-se em mais 1,7 mil milhões

Paulo Portas, Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque

O Governo contava (desde abril, aliás) receber até final deste ano a totalidade do dinheiro que emprestou ao Novo Banco, via Fundo de Resolução (dono do NB). O fracasso na venda do NB acabou por gerar um buraco no financiamento neste ano de, precisamente, 3,9 mil milhões de euros.

A solução encontrada? A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) explica numa nota enviada aos investidores como vai ser.

Não pagar antecipadamente os 2,2 mil milhões de euros que faltavam, este ano, ao Fundo Monetário Internacional (FMI), transferindo o encargo para o próximo Governo (2016); emitir mais 500 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) em 2015; lançar um novo produto de poupança para as famílias baseado em OT que deve gerar um encaixe de 800 milhões já este ano no conjunto da dívida de retalho (compra pelos particulares); e ainda usar 400 milhões de euros dos depósitos.[…]

Dívida mais cara fica em carteira mais tempo

Uma coisa é certa: não trocar esta dívida ao FMI (mais cara) por dívida mais barata é pior para o défice pois implica não poupar tanto em juros. A taxa de juro global média do FMI ronda os 4,8% quando o Estado já se consegue financiar a menos de metade (2,2% no último leilão).[…]

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4799514&eg_sub=0227b1aeab&eg_cam=d07ec85aba6c7a693bd3c768a97cfdaa&eg_list=3&page=-1

Entretanto, tal como na Catalunha, vão surgindo as recomendações/ameaças,  para as eleitores em Portugal na próxima semana

Fitch mantém Portugal no lixo e deixa avisos para o pós-eleições (25/09/2015 – Dinheiro Vivo)

A agência sublinha a incerteza do resultado das eleições e da coesão do governo que delas resultar

Ângelo Lucas – Global Imagens

A Fitch considera que o país está no bom caminho mas deixa alertas acerca do cenário pós-eleições

A agência de notação financeira reconhece melhorias na economia portuguesa, mas sublinha que as incertezas em torno do resultado das eleições legislativas, e da coesão do executivo que delas sair, são fatores de risco.[…]

A Fitch sublinha que a falha na venda do Novo Banco aumentou a incerteza acerca do valor da instituição, e que existe um risco elevado de o banco ser vendido por um valor inferior aos 4,9 mil milhões de euros injetados pelo fundo de resolução (dos quais 3,9 mil milhões foram emprestados pelo Estado, e os restantes mil milhões pelo sistema financeiro). Se isso se concretizar, avisa a agência, os bancos terão novos custos e a redução do stock da dívida pública será dificultado.

A agência prevê que a dívida pública atinja 127,9% do PIB no final do ano (acima dos 124,2% previstos pelo governo),[…]

Ler em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4799696&page=-1

AS SONDAGENS PARA AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS PORTUGAL 04/10/2015

Na Grécia as sondagens falharam redondamente. Registo as que estão a ser publicadas em Portugal, para depois das eleições poder fazer comparações com a realidade

Sondagem TVI: percentagem de indecisos bate novo recorde (2015/09/26)

Esta sexta-feira, sondagem regista também uma subida nas intenções de voto nos partidos à esquerda do PS

Os eleitores indecisos não param de aumentar. Estamos a meio da campanha e temos, esta sexta-feira, na sondagem diária da Intercampus para a TVI, Público e TSF, um recorde de pessoas que não sabem em quem votar: 22,2%. E os partidos à esquerda do PS também subiram nas intenções de voto.

Quanto aos principais partidos, o PS encurtou ligeiramente a margem para a Coligação. Mas tanto o PSD/CDS como o PS baixaram de novo na projeção de resultados. A diferença entre os dois é hoje de 4,7%.

Em termos de intenções diretas de voto, aqui temos a queda das duas principais forças: 28,8% dos entrevistados declararam votar na Coligação Portugal à Frente. No PS, as intenções diretas de voto são de 25,1%.[…]

Ver e ouvir: http://www.tvi24.iol.pt/politica/legislativas2015/sondagem-tvi-percentagem-de-indecisos-bate-novo-recorde

Inquérito diário: Grandes partidos descem, CDU e Bloco sobem (Nuno Ribeiro (25/09/2015)

A coligação de Passos e Portas obtém o pior resultado da série, mas lidera entre todas as faixas etárias e soma 4,7 pontos de vantagem sobre o PS.

GRÁFICO SONDAGENS ELEIÇÕES 2015_09_25

 

Na quinta entrega do inquérito diário da Intercampus para o PÚBLICO, TVI e TSF, cujo trabalho de campo decorreu entre 21 e 24 de Setembro, os grandes partidos (que são as duas principais forças candidatas à vitória nas eleições legislativas de 4 de Outubro) desceram nas preferências dos 1024 inquiridos telefonicamente. Em contrapartida, a Coligação Democrática Unitária (CDU), do PCP com Os Verdes, e o Bloco de Esquerda subiram.[…]

Veja a evolução desta tracking poll

sondagens PORTUGAL 2015_09_25

SONDAGENS ELEIÇÕES 2015_09_25

Ficha técnica

Sondagem realizada pela Intercampus para TVI, PÚBLICO e TSF com o objectivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional incluindo a intenção de voto para as próximas eleições legislativas de 2015. O universo é constituído pela população portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal continental. A amostra é constituída por 1024 entrevistas, recolhidas através de entrevista telefónica, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing). Os lares foram seleccionados aleatoriamente a partir de uma matriz de estratificação que compreende a Região (NUTS II). Os respondentes foram seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo e Idade (3 grupos). Os trabalhos de campo decorreram entre 21 e 24 de Setembro de 2015. O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 3,1%. A taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 59,5%.

Ler em: http://www.publico.pt/n1709058

Por último publico a noticia de 25/09/2015/Dinheiro Vivo

A ciência elegeu a música mais feliz que alguma vez foi feita. Imagina qual é?

Pare e ouça. Esta foi eleita a canção mais feliz da história

A ciência elegeu a música mais feliz que alguma vez foi feita. Imagina qual é?

Se pensou no Don”t Stop Me Now dos Queen, acertou. Segundo o estudo efetuado pelos ingleses da Alba, esta canção é um exemplo perfeito da fórmula da felicidade, no que respeita a música. Ritmo elevado (cerca de 150 pulsações por minuto), uma letra alegre e uma tonalidade maior.[…]

“Praticamente todas as canções felizes são compostas em tonalidade maior (salvo raras exceções), e todas elas têm um ritmo superior em 10 pulsações por minuto ao de uma canção pop standard”, acrescentou o especialista.

Agora, pare uns minutos e seja feliz!

Ler e ouvir em:

http://www.dinheirovivo.pt/buzz/interior.aspx?content_id=4798435&page=-1

 

 

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