IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (91)

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UM QUALQUER APREÇO

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Já não sou eu,

Repetidor de realidades

Repetidor de experiências,

Esse mundo morreu!

Nada faz sentido algum.

Lá se foi o afecto

Lá se foi a emoção

Lá se foi o teu cheiro diferente

Na paixão.

 

Já não sonho com cartas perfumadas.

Enveredo por caminhos do futuro

Território desconhecido

Cheio de possibilidades firmadas.

Nada sei, por isso

E saberei cada vez menos

Do que procuro,

Outro corpo

Outra alma

Ou nada disso.

 

Vozes mudas, aos milhares

Segredam nomes do passado

Entregam-me o que escuto

E uma imagem diluída

Num vazio gravado

Noutras vezes, apenas luz

Ou sombras

Ou palavras que alguém me quer dizer

Do encontro entre a morte e o amor

Da perda, do sentido e do prazer

De dentro de ti ver o mar

Entre o Céu e a terra,

Um sentido inovador

Ou um simulacro

O fim de um começo

Ou vice-versa

Um pensamento sacro

Ou um qualquer apreço.

 

 

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