Sobre os nossos dirigentes internacionais: da falta de ética à incapacidade de compreender a realidade económica. 5 – O sistema financeiro é uma fraude absoluta(1ª parte), por Paul Hellyer.

Imagem série

Fotografia de Leonel Brás. Tirada junto à IP3, 24 horas depois do fogo ser considerado extinto.

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

falta ética 1

5. O sistema financeiro é uma fraude absoluta (1ª parte)

 

 

Por Paul Hellyer(*), em fevereiro de 2011 paul helleyer

 

 Uma opinião sobre os economistas emitida em 2011

 “O que é que tudo isto nos revela sobre a ciência económica? Seria pouco apropriado imprimir a resposta. Alguém disse que se colocarmos 20 economistas numa sala, teríamos 21 respostas diferentes.

Isso não reflete a minha experiência. Se reunirmos vinte economistas, eles são suscetíveis de nos dar uma resposta toda arranjadinha, no máximo duas. E se há um dissidente, ele ou ela é suscetível de ser abafado pelos outros 19, que vão repetir como um bando de papagaios as palavras memorizadas daquilo que os seus professores lhes ensinaram.”

 Paul Hellyer.

  

Um texto de 2011 que nos faz questionar o que é se andou a fazer desde então até agora, porque objetivamente nada terá mudado!!!

 

O texto que se segue é uma tradução parcial de uma participação de Paul Hellyer, ex-Ministro canadiano da Defesa Nacional, no Congresso Internacional de ufologia em Scottsdale, Arizona, em fevereiro de 2011.

Sob o tema «Fraude global – esperança global», este documento denuncia as iniquidades do sistema financeiro internacional.

Hellyer teve a gentileza de me permitir publicar esta tradução parcial. Pode ver o documento original aqui com o título: Former Canadian Minister Denounces Financial System & UFO Coverup.

Observação: aditámos algumas notas, bem como subtítulos para facilitar a leitura.

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(1ª parte)

 

Fraude global-esperança global

O sistema financeiro global é uma fraude absoluta. É uma enorme vigarice, é um verdadeiro esquema de Ponzi, ligeiramente diferente apenas da montagem utilizada por Bernie Madoff para defraudar os seus amigos e vizinhos, e milhares de vezes pior se somarmos o número de vítimas que sofreram com isso ao longo de várias gerações.

A principal diferença entre esses dois sistemas é que Madoff estava a agir fora das leis, enquanto o cartel bancário internacional persuadiu geração após geração de monarcas, de presidentes e de primeiros-ministros a fornecerem-lhes proteção legislativa para os saques.

O esquema Ponzi operado pelos bancos é surpreendentemente simples. Eles emprestam simultaneamente o mesmo dinheiro a várias pessoas ou instituições, enquanto recebem os juros de cada uma delas. O que os bancos realmente emprestam, no entanto, é o seu crédito, e o que eles colhem em compensação deste privilégio é uma dívida que deve ser reembolsada com juros.

O número de vezes em que eles emprestam o mesmo dinheiro é chamado de “efeito de alavanca”. A prática é tão antiga quanto o mundo, mas para os nossos propósitos podemos começar com os ourives da Lombard Street, em Londres, Inglaterra, que aceitavam depósitos para os quais emitiam certificados reembolsáveis a pedido. Pagavam aos seus depositantes uma taxa de juro nominal, sendo entendido que poderiam emprestar esse dinheiro a outros clientes a taxas de juro mais elevadas. Eles rapidamente descobriram que poderiam emprestar mais dinheiro do que o que tinham nos seus cofres, uma vez que apenas alguns depositantes vinham reclamar o seu ouro ou o seu dinheiro ao mesmo tempo. Era uma escroqueria. Era ilegal. No entanto, eles tiraram proveito disso durante muito tempo, e o golpe foi legalizado quando o banco de Inglaterra foi criado para ajudar o rei William a financiar a sua guerra. As pessoas ricas, em seguida, subscreveram 1,2 milhões de libras ouro e prata, como capital, para se fundar o banco, dinheiro esse que foi então emprestado ao governo a oito por cento. Como agradecimento, o rei permitiu que o banco imprimisse 1,2 milhões £ [1] em notas e os emprestasse a altas taxas de juros. Na verdade, o banco foi autorizado a emprestar o mesmo dinheiro duas vezes – uma vez para o governo, e uma vez para o público.

Ao longo dos anos, devido à ganância dos bancos e da cumplicidade dos políticos, esta proporção aumentou dramaticamente. No início do século XX, os bancos americanos federais tinham que manter 25 por cento das reservas de ouro. Isso significa que estavam autorizados a emprestar o mesmo dinheiro quatro vezes. Lembro-me de uma época em que os bancos canadianos tinham que manter uma reserva de tesouraria obrigatória de 8 por cento. Isto significa que estavam autorizados a emprestar o mesmo dinheiro 12,5 vezes.

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Milton Friedman (1912-2006), considerado um dos economistas mais influentes do século XX

Hoje, graças à incompreensível reviravolta de Milton Friedman, que começou por promover uma taxa de reserva de 100% antes de passar para o extremo oposto e defender taxas de reserva de zero por cento, e após a adoção das suas ideias pela maioria dos bancos centrais do mundo, em 1974, os múltiplos aumentaram dramaticamente — em alguns casos, tanto quanto de 20 para 1 ou mesmo mais. Os bancos retêm apenas a liquidez necessária para atender às necessidades diárias dos poucos clientes que o exigem e, portanto, a fraude é quase total.

 

Como funciona o sistema

O sistema funciona da seguinte forma: suponha que quer pedir emprestado $35 000 para comprar um carro novo. Vai ao banco ver o seu simpático banqueiro para lhe pedir um empréstimo. O banco pedir-lhe-á garantias – ações, títulos, uma segunda hipoteca sobre a sua casa, ou, se não dispuser dessas garantias, a co-assinatura de um amigo ou de um familiar mais afortunado. Quando estas garantias são obtidas, o seu banqueiro convida-o a assinar uma nota pelo montante emprestado, também dito o principal, com uma taxa de juro acordada.

Texto 5 1

Quando a papelada fica pronta, com tudo assinado, o banqueiro entra no computador do banco e, hop, abre um crédito de $35 000 que aparece na sua conta, o dinheiro que pode usar para comprar o seu carro. O importante é que alguns segundos antes, esse dinheiro não existia. Foi criado do nada-por assim dizer.

A equação bancária é um tipo de contabilidade de entrada dupla, onde a nota de crédito assinada se torna um ativo nos livros bancários e o dinheiro novo que foi depositado na sua conta é uma responsabilidade do banco, um passivo. O lucro do banco vem da diferença entre a baixa taxa de juro, se a houver, que iremos receber pelo dinheiro que nos foi emprestado e que está em depósito se não tivermos gasto imediatamente o dinheiro emprestado, e a taxa muito maior que iremos pagar pela nota de crédito emitida- o termo técnico desta diferença de taxas é o chamado «spread».

Todavia, a determinada altura, temos de pagar a nossa conta e os juros acumulados. E não só nós, mas todos os que contraíram empréstimos junto dos bancos – incluindo os governos que, por sinal, têm o direito de imprimir dinheiro, mas que agiram de forma irresponsável ao transferirem esse direito para uma elite de banqueiros privados. Qualquer um que falte aos seus compromissos está em grande dificuldade. Os indivíduos que faltam aos seus compromissos verão os ativos dados em garantia ou dito também como colateral, apreendidos pelo banco. Um governo incapaz de cumprir os seus compromissos será obrigado a contrair empréstimos junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ditará seguidamente ao governo como gerir a sua economia, nomeadamente reduzindo os serviços prestados à população ou vendendo bens públicos aos abutres capitalistas internacionais.

Na realidade, portanto, os bancos transformaram o mundo numa operação de penhora impressionante. Colocámos aí as nossas ações, as nossas obrigações do Tesouro ou outras, imóveis, empresas, ou mesmo o país inteiro como garantia e o banco dar-nos-á um empréstimo com base no valor dessa garantia.

(continua)

O texto aqui reproduzido, uma versão reduzida preparada pelo autor da sua intervenção no International UFO Congress, Fort McDowell Resort, Scottsdale, Arizona, é traduzido da versão francesa disponível em: Le système financier mondial est une fraude absolue

Sitio da versão integral em inglês: http://www.disclosureproject.org/docs/pdf/Global-Fraud-Paul-Hellyer-UFO-Congress-Feb272011.pdf

Traduzido por Henri Thibodeau com a permissão do autor.

 

(*) Paul Hellyer (n. 1923), canadiano, engenheiro, político, escritor e comentarista, foi ministro da Defesa Nacional e dos Transporte nos gabinetes liberais de Lester B. Pearson e de Pierre Trudeau.

 

Notas

[1] Símbolo da libra britânica.

 

 

 

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