UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (214)

 

O MENINO JESUS TROUXE-ME UMA PRENDA

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Comecei, há cerca de dois meses, o meu trabalho em prol da reabilitação da memória de FRANCISCO DA SILVA GOUVEIA.

 

Estatueta ANTÓNIO TEIXEIRA LOPES – 1905 (?) Paris
Colecção Casa Museu Teixeira Lopes –CAD / 1058

 

Na semana passada foi o tema da minha crónica, dando o primeiro passo para que as pessoas começassem a saber quem ele foi, e a enorme importância que teve na sua época.

O texto, simples, dava unicamente a conhecer o que, numa primeira análise, seria importante e essencial saber.

Até à data deste meu último escrito, dei muitos passos.

Descobri que o jazigo onde se encontra enterrado, conjuntamente com a sua mulher (sexta secção, nº 931 da Ordem do Carmo), estava em estado de quase abandono, pelo que tratei de o limpar e de lá colocar placas novas.

Entrei em contacto com o Sr. Provedor da Ordem dos Terceiros do Carmo, para recolher elementos sobre a vida do escultor no Lar daquela instituição.

Directamente e através de amigos, e de amigos de amigos, entrei em contacto com o Sr. Presidente da União das Freguesias do Centro Histórico do Porto, de Cedofeita e Santo Ildefonso, no sentido de, em conjunto comigo, me auxiliarem na elaboração de uma placa de homenagem a este distinto Portuense, a colocar no Jazigo onde se encontra,

Ainda dei outros passos que a seu tempo virão a público.

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Hoje, estou a começar a escrever esta crónica no dia 25 de Dezembro de 2017, fui ao cemitério de Agramonte. Como de costume dirigi-me aos locais dos meus familiares, e em seguida passei pelo local onde Francisco da Silva Gouveia está enterrado.

E aí, recebi a melhor prenda de Natal que me poderiam ter dado nesta altura. No local, está colocada uma placa dando conta de que, naquele espaço, está sepultada uma pessoa que foi muito importante para a cidade do Porto.

 

JAZIGO COM A RESPECTIVA PLACA

 

Não sei bem a quem se deve a colocação desta placa, se ao Sr. Provedor da Ordem do Carmo, se à Câmara Municipal do Porto, se a alguma outra entidade. Sei, e isso é que importa, que a Divisão de Parques Urbanos da C.M.P. recebeu ordens para que lá fosse colocada. E ainda bem, já que o fizeram a tempo de comemorar, a 28 de Dezembro (no dia em que esta crónica se publica), embora sem pompa e sem circunstância, o 66º aniversário do falecimento do escultor.

Entretanto, a ideia de colocação de uma placa de homenagem, da cidade, a Francisco da Silva Gouveia, deixa, por ora, de fazer sentido. Outras acções o farão.

A primeira parte do meu trabalho sobre este distinto e importante Portuense, está concluída.

Obrigado.

 

 

 

 

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About José Fernando Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

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