O Problema Alemão. Por Heiner Flassbeck

Espuma dos dias cegos à realidade 1

Seleção e tradução de Francisco Tavares

 

O Problema Alemão

Heiner-Flassbeck Por Heiner Flassbeck

Editado por flassbeck_logo em 4 de outubro de 2019 (ver aqui)

Originalmente editado em alemão em Makroskop

Traduzido para inglês e editado por BRAVE NEW EUROPE

41 O Problema Alemão

O mundo tem um problema com a Alemanha. Na Alemanha, porém, as pessoas estão completamente relutantes em admiti-lo. A Alemanha tornou-se um excelente exemplo de dissonância cognitiva coletiva.

Os alemães, em geral, gostariam de ser bons europeus. O problema é que gostariam de ser os melhores europeus. Mas os dois não andam juntos: Não se pode ser um bom europeu e o melhor europeu ao mesmo tempo. É a mesma história a nível mundial. Os alemães gostariam de ser cidadãos iguais do mundo, abertos, tolerantes e eloquentes. Mas, mais ainda, gostariam de ser o modelo global: protetor do clima, captador do vento, adorador do sol, âncora da estabilidade e a nação comercial mais poderosa do mundo – tudo ao mesmo tempo. A união monetária germano-alemã também foi um sucesso completo de acordo com esta medida. Quem veja as coisas de forma diferente na Alemanha Oriental não compreendeu o que os alemães ocidentais fizeram para os libertar.

Embora seja óbvio que a aspiração e a realidade são muitas vezes muito diferentes, as pessoas na Alemanha estão convencidas de que assim deve ser, pois, de outro modo, não há, pura e simplesmente, qualquer caminho a seguir. Os europeus têm de compreender que só temos em mente os seus melhores interesses. O mundo tem de compreender que nós somos os engenheiros superiores. E os Ossis (alemães orientais) têm de compreender que a nossa economia de mercado é o sistema superior. Deve-se usar o dia da reunificação alemã (3 de outubro) para pensar um pouco sobre o modo de pensar alemão (ocidental)

Tanto Fénix como pedagogo

A grande catástrofe começou com a União Monetária Europeia e o novo século. A Alemanha, já obcecada há anos com a ideia de ter de se mostrar no mundo com competitividade superior e condições soberbas para os investidores globais, foi relutante em integrar-se na União Monetária Europeia, mas rapidamente reconheceu o enorme potencial que esta União oferecia. O “melhor setor de baixos salários do mundo” que uma coligação vermelho-verde havia criado – combinado com uma enorme pressão política sobre os sindicatos – finalmente alcançou o sucesso num sistema de moeda única que a Alemanha sob o chanceler Helmut Kohl havia buscado em vão por 16 anos com esforços semelhantes.

E, na verdade, qual Fénix renascida das cinzas, o “doente da Europa” levantou-se e mostrou aos outros como funciona a política económica moderna. O euro era fraco, mas a Alemanha tornou-se mais forte e mais forte. Como se fossem necessárias provas, a crise financeira mundial e a crise do euro vieram, e a Fénix tornou-se a águia alemã que – através da Grécia, Espanha e Portugal – deu ao mundo inteiro uma lição de política económica e financeira adequada.

Finalmente! O ponto da história alemã tinha sido alcançado onde o povo alemão unido podia livrar-se dos fardos do passado e erguer-se para se tornar uma grande potência europeia. A Alemanha voltou a ser uma força a ter em conta. A Alemanha era o doador mais importante, a mais importante âncora de estabilidade, o mais importante parceiro comercial e, de longe, a voz mais importante quando se tratava de estabelecer a lei sobre aqueles que tinham pecado, que tinham enriquecido a crédito e que agora tinham de ser chamados à responsabilidade pelos seus erros.

Mas os tempos estão a mudar.

O êxito da operação europeia sob liderança alemã foi escasso. O único que lucrou ininterruptamente foi o próprio cirurgião. A Grécia afundou-se na miséria e, durante mais de dez anos, o resto da Europa não conseguiu libertar-se das algemas que lhe foram impostas pelo espírito alemão e pela letra dos Tratados ditados pela Alemanha. Cada vez mais vozes se erguiam perguntando como é possível que, numa união de iguais, um país tenha beneficiado permanentemente enquanto os outros continuaram a definhar. Como é que, perguntou-se, a superioridade alemã não se revelou um fenómeno temporário? Como é possível que outros tenham de fazer o mesmo que a Alemanha, quando é óbvio que nem todos os países podem fazer o mesmo?

 

Trump muda o jogo

Depois apareceu Trump. Ele disse abertamente o que muitos pensavam, mas não se atreviam a dizer: “A Alemanha é má, muito má”. Paul Krugman, em raro acordo com o presidente americano, falou recentemente sobre o mundo ter um problema alemão. Na Itália, em 2018, foi eleito um governo que foi imediatamente acusado pelos meios de comunicação alemães de ser abertamente hostil em relação à Alemanha – embora só tenha posto em palavras o que muitos em toda a Europa tinham entretanto compreendido. Até mesmo o Fundo Monetário Internacional, que tinha saudado explicitamente a presença da Alemanha como parceiro da Troika, devido à sua estrita “ditadura” de austeridade sobre a Europa, começou a compreender que a operação grega tinha sido um fracasso total.

Cada vez mais pessoas no mundo e na Europa se distanciaram deste tipo de política, especialmente porque ficou cada vez mais claro nas discussões internacionais que a insistência da Alemanha na austeridade e na libertação da dívida não era a expressão de um modelo superior, mas apenas o resultado de um mercantilismo e de uma mentalidade que faz dos países vizinhos um mendigo [1], que não pode ser imitada por nenhum país ou grupo de países da mesma dimensão e que teve consequências fatais para o comércio internacional e o euro. Mas quanto mais forte é a crítica internacional, mais incompreensível é a atitude em solo alemão. Na Alemanha, a maioria do “complexo político-mediático” ainda insiste na posição de que tudo sempre foi feito corretamente e que qualquer fracasso pode ser explicado pela teimosia ou intransigência do outro lado.

O BCE enquanto objeto de ódio coletivo

Mas o espinho cravado do lado da Alemanha é o BCE. Localizado no coração da Alemanha, construído com base no modelo do Deutsche Bundesbank, esta instituição e o seu presidente italiano tiveram a audácia de fazer praticamente tudo, desde 2012, o vai contra o conceito alemão de uma política monetária restritiva. O quê? Mão livre para Draghi?

Provavelmente nunca houve uma instituição internacional antes do BCE que tenha passado por tantos alemães de alto nível em tão curto período de tempo. Um a seguir ao outro, os nomeados alemães atiraram a toalha, mais recentemente Sabine Lautenschläger, a única alemã na atual Comissão Executiva. Quaisquer que tenham sido as motivações de cada indivíduo para abandonar o BCE, o simples facto de, após a crise, ninguém do país, que é infalível na sua própria perspetiva em matéria de moeda e política monetária, ter sobrevivido até agora a todo o seu mandato, faz do Banco Central Europeu o alvo de ataques furiosos e sempre novas queixas perante o Tribunal Constitucional Federal.

Só se pode explicar esta atitude em relação ao BCE em termos de isolamento intelectual na Alemanha e, talvez, de falta de competências linguísticas. Também na Alemanha se poderia ter constatado que uma Europa sem sucesso na redução do desemprego, sem sucesso na redução da dívida pública, com uma tendência deflacionista crescente e com uma fraqueza flagrante no crescimento, levanta questões cada vez mais críticas. Era evidente que um tal diagnóstico implicaria análises na própria Europa e no resto do mundo que não ignorariam o papel da Alemanha na atual situação. Além disso, é de esperar que haja poucas pessoas e políticos no resto do mundo que, no campo da economia, sejam tão influenciados por questões de fé como na Alemanha e em todo o mundo de língua alemã (incluindo, neste caso particular, os holandeses).

A atual política de taxas de juro do BCE, como Friederike Spiecker demonstra de forma muito viva e clara numa série de artigos, é o resultado do fracasso da política económica e financeira (a nível europeu e na Alemanha) desde o início da UEM. Foi porque a Alemanha acreditou que poderia ter êxito a curto e longo prazo, exercendo pressão política sobre os seus próprios salários, que o enviesamento deflacionista surgiu logo no início da UEM. Porque a Alemanha nunca admitiu, nem a si nem a ninguém, que tinha feito algo de errado, insistindo que os seus parceiros europeus deviam imitar a solução alemã – o enviesamento deflacionista reforçou-se na segunda década. Como a Alemanha já era completamente inflexível em relação à política orçamental na década de 1990 e mais tarde insistiu numa política de austeridade, a última área política que poderia ter oferecido uma saída também foi bloqueada na UEM.

Dogmas antigos e novas ideias

Mas tudo isto está a ser sistematicamente suprimido. Em vez de lidarem com os seus próprios erros, os cidadãos alemães estão a acumular abusos agressivos e verdadeiramente estúpidos contra o BCE e o seu Presidente, enquanto os políticos responsáveis se mantêm a uma distância segura. Na Alemanha e na Áustria, e isto é particularmente verdadeiro para os economistas que trabalham academicamente em ambos os países, nunca se reconheceu como a discussão científica internacional sobre o papel da política monetária mudou radicalmente desde o fim do monetarismo (o livro de Michael Woodford “Interest and Prices” e a discussão subsequente desempenharam certamente um papel importante).

No entanto, o BCE não pôde ignorar este facto porque a abordagem monetarista alemã (que Otmar Issing também tentou ancorar no BCE com a chamada teoria dos dois pilares) nunca forneceu uma base viável para a política monetária (nem mesmo em tempos em que o Deutsche Bundesbank era diretamente responsável pela política monetária na Alemanha e em partes da Europa após o fim de Bretton Woods). O BCE está, naturalmente, muito mais envolvido no debate internacional sobre a política monetária do que é possível imaginar na Alemanha e na sua “capital financeira” Frankfurt.

Ao contrário do Deutsche Bundesbank, o BCE – e isto é ainda mais importante – foi desde o início responsável por uma área económica vasta e relativamente fechada, na qual não fazia sentido, desde o início, confiar no mercantilismo à la Schröder e Merkel. Este é precisamente um dos pontos que, embora óbvio, nunca foi compreendido na Alemanha. No cânone económico alemão dominante, que se baseia estreitamente na teoria neoclássica do equilíbrio, não há maneira de desenvolver uma economia sozinha com sucesso. Uma pessoa “precisa” de países estrangeiros ou outros impulsos exógenos para estimular a atividade de investimento. A Europa estava e está perdida com tal abordagem.

 

A dívida e as gerações

Os alemães estão firmemente convencidos de que são um povo inteligente. Não há inventores, cientistas e filósofos alemães suficientes para o provar? No entanto, a questão é porque razão um povo tão inteligente não consegue, há décadas, compreender algumas das relações económicas mais simples.

Outro político alemão, que muitos cidadãos consideram inteligente, acaba de demonstrar que não consegue compreender uma simples relação económica. Peter Altmaier, o Ministro Federal da Economia alemão, disse as duas frases seguintes num talk show na semana passada (as suas observações em alemão aqui):

“O freio da dívida está certo… o zero negro [orçamento equilibrado] é uma conquista… Não quero incorrer em dívidas à custa das gerações futuras”.

Uma e outra vez, de Gerhard Schröder a Angela Merkel e Wolfgang Schäuble, este mantra é proferido, embora seja claramente errado. Se o Estado emitir obrigações, isto é, se assumir uma dívida adicional, estas obrigações são compradas por um banco ou por um aforrador alemão e, consequentemente, aumentam os créditos do comprador. Para a sociedade – jovem e velha – novas dívidas são contraídas pelo Estado (através da emissão de obrigações do Estado) e os compradores de obrigações têm novos créditos sobre o Estado sob a forma de títulos que duram dez, trinta ou mesmo mais anos. Tanto os créditos como as responsabilidades são herdados e, consequentemente, a posição patrimonial global da geração mais jovem permanece completamente inalterada.

Nem sequer é necessário entrar na ligação entre poupança e investimento – que não é difícil, mas um pouco mais complexa – para mostrar que esta frase sobre os encargos para as gerações está errada. E, no entanto, no século XXI, o Ministro Federal da Economia pode escapar dizendo essas coisas sem ter que se demitir no dia seguinte, por mostrar ao grande público que não tem a menor ideia sobre o assunto pelo qual é responsável.

Isolamento mental é o caminho para o conservadorismo económico

Também na Áustria, um jovem acaba de ganhar as eleições, que pouco mais tem a dizer do que não haverá novas dívidas contraídas sob o seu governo. “Estamos a pôr fim à política de endividamento”, pode também dizer-se abertamente na Áustria (aqui um link para uma declaração correspondente do partido de Sebastian Kurz), sem que a imprensa ou a comunidade científica façam a simples pergunta: quem deve então contrair a dívida necessária em todas as economias em que grandes grupos, como as famílias e as empresas, tentam poupar dinheiro?

Como é possível que as questões económicas sejam discutidas intelectualmente a um nível que, em qualquer outra área, seria visto como um sinal de desenvolvimento atrasado? É realmente apenas o simples facto de que os governos conservadores não são criticados pela imprensa conservadora e economistas conservadores por razões ideológicas? É porque a doutrinação com a ideologia da dona de casa suábia começa com a infância, continua na escola e na universidade, e para a maioria das pessoas nunca chega ao fim?

Há várias décadas que acompanho o debate económico. Também eu não tenho uma resposta verdadeiramente satisfatória para estas questões. Só me parece claro que os países de língua alemã, em particular, ainda sofrem com o facto de que as grandes controvérsias em torno da explicação da Grande Depressão dos anos 30 simplesmente não são debatidas por causa do Terceiro Reich e da Segunda Guerra Mundial. Nos países anglo-saxónicos, esta questão – como nenhuma outra questão antes e depois – moldou o debate económico durante duas décadas. Ali, o paradigma do funcionamento do sistema de mercado foi sempre tão abalado que ninguém poderia operar uma economia sem lidar com a potencial instabilidade do sistema de mercado. Na Alemanha e na Áustria, estas duas décadas de pesquisa económica crítica simplesmente nunca aconteceram.

Na Alemanha, nos anos 50, as pessoas estavam satisfeitas com o facto de, após o grande colapso, as coisas estarem a subir e a “economia de mercado” poder ser responsabilizada. Mesmo no início da década de 1950, quando nem Bretton Woods nem o keynesianismo na Alemanha tinham sido realmente retomados ou mesmo compreendidos (também porque objetivamente ainda não estavam totalmente compreendidos), os círculos económicos dominantes concordaram que a teoria de Keynes era apenas uma teoria de crise que simplesmente não era adequada para a vida quotidiana sem crise.

Quanto mais prevalecia o conto de fadas do “milagre económico alemão”, menos Keynes parecia ser relevante. A única história de pré-guerra interessante foi a inflação do início da década de 1920, porque se podia transformar o seu fim numa história heróica alemã. No final da Grande Depressão em meados da década de 1930, por razões compreensíveis, ninguém queria criar uma história heróica no sentido de um “New Deal”. O foco na inflação também foi bom porque depois da Segunda Guerra Mundial houve um breve surto de inflação, que Ludwig Erhard (como uma nova história heróica) rapidamente pôs fim por meio da economia de mercado e corajosos banqueiros centrais.

Para os economistas alemães foi bom, portanto, que depois dos choques da década de 1970, tenha começado a contra-revolução neoliberal e que o que a Alemanha sempre soube tenha sido finalmente “compreendido” pelo resto do mundo: tudo o que o Estado faz é mau, na realidade, o mercado governa e é apoiado por um governo eleito apenas onde é realmente necessário. A “economia”, como disse Otto Graf Lambsdorff (ex-ministro federal da Economia), “tem lugar na economia”.

Os economistas alemães encontravam-se novamente a nível mundial, de um dia para o outro, mesmo que nunca tivessem processado intelectualmente nada do que tinha acontecido entretanto. Bastava aprender um pouco de matemática simples e adquirir novos métodos econométricos com os quais testar os modelos de mercado de equilíbrio para se ter uma opinião internacional. Se esse conhecimento era relevante para a superação de problemas económicos já não interessava a ninguém.

O problema da transferência, para citar apenas um dos exemplos importantes, que estava relacionado com as indemnizações alemãs depois da Primeira Guerra Mundial e que tinha sido meticulosamente tratado por Keynes, era praticamente inaudito na Alemanha. Foi precisamente este problema que se tornou de extrema importância, tanto durante a unificação alemã como durante a crise da União Monetária Europeia. No entanto, os economistas alemães ainda não têm nada a ver com isso.

Um dos grandes paradoxos da história mundial recente é que os danos colaterais causados pela ignorância de décadas da Alemanha em relação às questões económicas tem sido sentida, até agora, sobretudo na Alemanha Oriental e na parte sul do espaço monetário europeu. Mas, como escreveu Charles Dickens: “Mais cedo ou mais tarde, haverá um dia em que as contas serão ajustadas” …

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Nota

[1] N.T. Beggar Thy Neighbour: conjunto de políticas que um país adota para enfrentar os seus males económicos que, por sua vez, agravam os problemas económicos de outros países. O termo vem do impacto da política, pois faz dos países vizinhos um mendigo. Vd. https://www.investopedia.com/terms/b/beggarthyneighbor.asp

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O autor: Heiner Flassbeck [1950 – ], economista alemão (1976 pela Universidade de Saarland), foi assistente do Professor Wolfgang Stützel em questões monetárias. Doutorado em Economia pela Universidade Livre de Berlim em julho de 1987, tendo por tese Prices, Interest and Currency Rate. On Theory of Open Economy at flexible Exchange Rates (Preise, Zins und Wechselkurs. Zur Theorie der offenen Volkswirtschaft bei flexiblen Wechselkursen). Em 2005 foi nomeado professor honorário na Universidade de Hamburgo.

A sua carreira profissional teve início no Conselho Alemão de Peritos Económicos, em Wiesbaden, entre 1976 e 1980; esteve no Ministério Federal de Economia em Bona até janeiro de 1986; entre 1988 e 1998 esteve no Instituto Alemão de Investigação Económica (DIW) em Berlim, onde trabalhou sobre mercado de trabalho e análise de ciclo de negócio e conceitos de política económica, tendo sido chefe de departamento.

Foi secretário de estado (vice-ministro) do Ministério Federal de Finanças de outubro de 1998 a abril de 1999 sendo Ministro das Finanças Oskar Lafontaine (primeiro governo Schröeder), e era responsável pelos assuntos internacionais, a UE e o FMI.

Trabalhou na UNCTAD- Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento desde 2000, onde foi Diretor da Divisão de Globalização e Estratégias de Desenvolvimento de 2003 a dezembro de 2012. Coordenador principal da equipa que preparou o relatório da UNCTAD sobre Comércio e Desenvolvimento. Desde janeiro de 2013 é Diretor de Flassbeck-Economics, uma consultora de assuntos de macroeconomia mundial (www.flassbeck-economics.com). Editor de Makroskop, https://makroskop.eu/.

Autor de numerosas obras e publicações, é co-autor do manifesto mundial sobre política económica ACT NOW! publicado em 2013 na Alemanha, e são conhecidas as suas posições sobre a crise da eurozona e as suas avaliações críticas sobre as políticas prosseguidas pela UE/Troika, nomeadamente defendendo que o fraco crescimento e o desemprego massivo não são resultado do progresso tecnológico, da globalização ou de elevados salários, mas sim da falta de uma política dirigida à procura (vd. The End of Mass Unemployment, 2007, em co-autoria com Frederike Spiecker).

 

 

 

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