DO PENSAMENTO OFICIAL A ALGUMAS LINHAS DE FRATURA, SOBRE A GUERRA DA UCRÂNIA – UMA SÉRIE DE TEXTOS – II – PORQUE É QUE A UCRÂNIA É IMPORTANTE PARA A ESQUERDA, por MATTHEW DUSS

 

Why Ukraine Matters for the Left, por Matthew Duss

The New Republic, 1 de Junho de 2022

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

Revisão de João Machado

A oposição ao aventureirismo dos EUA é uma questão de princípio. Mas este é o aventureirismo de Putin, e a esquerda deve manter-se firmemente contra ele.

 

ARTUR WIDAK – NURPHOTO – GETTY IMAGES – manifestação em Cracóvia a favor da Ucrânia em 29 de Maio passado

Semanas após os ataques de 11 de Setembro, Christopher Hitchens escreveu um artigo no The Atlantic criticando fortemente uma esquerda americana que ele via como não estando disposta a reconhecer o inimigo que tinha acabado de atacar os Estados Unidos ou a  apoiar medidas apropriadas para o enfrentar: “A minha principal preocupação quando confrontado com tal antagonista não é que haja uma “reação excessiva” por parte daqueles que irão combater o adversário – o que parece ser a única coisa a propósito dos ataques recentes  e da resposta do mundo civilizado aos mesmos que torna esta esquerda ansiosa”.

Hitchens acabou  por se revelar estar totalmente errado  a este respeito. Como os 20 anos seguintes demonstraram, ele deveria de facto ter estado bastante preocupado com a reação exagerada, que incluiria múltiplas intervenções militares – algumas ainda em curso -, que  levaria à proliferação de adversários, mataria centenas de milhares de pessoas, e deslocaria milhões de pessoas. Isto iria também encorajar forças muito semelhantes, marchando sob bandeiras diferentes mas aderindo a uma ideologia não menos radical, aqui nos EUA. Em suma, uma série de perdas devastadoras e ainda em crescimento para os princípios que Hitchens abraçou.

Uma série de pessoas de esquerda  foram escaldados pelo opróbrio de Hitchens no artigo citado,   que marcava  uma plena adesão  ao intervencionismo armado que caracterizaria os seus anos restantes de jornalista (morreu de cancro em 2011). Um dos seus alvos preferidos foi  Susan Sontag (que morreria de cancro três anos depois), que ousara sugerir que os ataques [de Setembro de 2011] eram em parte uma consequência das políticas dos EUA (uma afirmação que, ironicamente, a administração Bush  confirmaria com a sua própria “Agenda da Liberdade” de curta duração, que procurava inverter décadas de apoio dos EUA aos regimes  autoritários do Médio Oriente) e que os americanos não deveriam permitir que o nosso trauma coletivo fosse explorado para apoiar uma nova Cruzada.

“Choremos por todos os meios e em conjunto. Mas não sejamos estúpidos juntos”, escreveu Sontag em The New Yorker. “Alguns pedaços de consciência histórica podem ajudar-nos a compreender o que acabou de acontecer, e o que pode continuar a acontecer”. Hitchens  escarnecera  desta “análise geopolítica desdenhosa”. O texto  de Sontag foi, em retrospetiva, mais corajoso e premonitório do que qualquer coisa que Hitchens  alguma vez voltaria a escrever, fazendo perguntas difíceis e necessárias precisamente no momento em que  era necessário fazê-las, quando  era muito  custoso estar a colocá-las.

Há, no entanto, uma frase de Hitchens em que tenho pensado muito ultimamente ao considerar a resposta da administração Biden à guerra da Rússia contra a Ucrânia e o debate no seio da esquerda americana sobre o assunto. Todas as objeções da esquerda, escreveu Hitchens, “resumem-se a isto: Nada nos fará lutar contra um mal se essa luta nos obrigar a ir para o mesmo canto que o nosso próprio governo”.

Sim, ele foi hiperbólico e injusto. Gostaria de ter a certeza de que continua a ser assim. Hitchens viu o 11 de Setembro como um momento para se separar  decisivamente da esquerda e, se não foi para se juntar à direita, pelo menos  foi para se juntar  ao rebanho pró-guerra. Eu estou interessado em trabalhar para construir a esquerda. Hoje, a esquerda dos EUA é mais forte e influente, e cresce mais rapidamente do que em qualquer outro momento da minha vida. Nas questões mais importantes de segurança nacional, da política económica e comercial, e da  justiça social do nosso tempo, a esquerda acertou em cheio. Mas é importante pensar em como é que os nossos valores de justiça social, segurança humana e de igualdade, e de democracia são valores mais bem servidos numa resposta à guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Devemos reconhecer absolutamente que o ceticismo em relação ao tipo de alguns slogans de direita  que temos visto em torno da guerra da Rússia é inteiramente razoável. A nossa classe política advoga a violência militar com uma regularidade e facilidade psicopáticas. Os nossos políticos exigem que outros mostrem mais coragem perante a violência de Vladimir Putin do que alguma vez foram capazes de reunir perante os tweets de Donald Trump. Não devemos, contudo, deixar que todo este absurdo nos cegue para os casos em que a prestação de ajuda militar pode fazer avançar uma ordem global mais justa e humanitária. A assistência à defesa da Ucrânia contra a invasão russa é uma tal instância.

As intermináveis intervenções militares dos últimos 20 anos geraram um ceticismo duramente conquistado não só entre a esquerda mas entre o povo americano em relação ao uso da força. Os nossos grupos de reflexão financiados pelos traficantes de armas não gostam, mas esta é a posição por defeito apropriada para uma democracia responsável. É difícil escapar à impressão de que muitos em Washington veem a guerra na Ucrânia como uma bênção, algo para ajudar tanto a transcender as nossas batalhas internas como a tirar a política externa dos EUA do marasmo e restaurar o seu significado e poder. Isto é incrivelmente perigoso.

Mas devemos também reconhecer que a administração Biden não é a administração Bush. A equipa Biden claramente não procurou esta guerra, na verdade, fez um esforço diplomático extenuante, e muito à vista de todos, para a evitar. Tendo sido incapazes de o fazer, agiram com moderação e cuidado para não serem arrastados para uma guerra mais vasta com a Rússia, ao mesmo tempo que deixaram claro o que está em jogo no conflito para os EUA, para a Europa e para o sistema internacional. Não tenho sido tímido em criticar esta administração onde esta não tem conseguido defender princípios progressistas. É uma lista longa, deprimente, e crescente. Mas a Ucrânia é uma área em que penso que a administração está, na sua maioria, a acertar.

Ainda assim, para muitos dos meus amigos da esquerda, isto é tudo demasiado familiar. É demasiado conveniente que, tendo finalmente levado a guerra mais longa da nossa história a um fim ignominioso no Afeganistão, devêssemos agora entrar numa nova guerra para nos dar sentido. Tenho esse sentimento. Mas penso que o deveríamos interrogar.

No interesse das objeções de esquerda “steel manning”, fortemente consistentes,  quanto ao papel dos EUA na Ucrânia – ou seja, abordar os argumentos na sua forma mais forte – olharei para os argumentos de dois dos gigantes da esquerda internacional, duas pessoas pelas quais tenho um enorme respeito, o Professor Noam Chomsky do MIT e o líder da oposição brasileira Luiz Inácio Lula da Silva.

Numa entrevista de Abril com Nathan Robinson, da Current Affairs, Chomsky disse: “Há duas opções no que diz respeito à Ucrânia”:

No nosso mundo atual, existem duas opções no que diz respeito à Ucrânia. Como sabemos, uma opção é um acordo negociado, que oferecerá a Putin uma saída, um acordo bastante repugnante.  Será ele possível? Não sabemos; só podemos saber ao tentarmos mas recusamo-nos a tentar. Mas essa é uma opção. A outra opção é deixar explícita e claramente claro a Putin e ao pequeno círculo de homens à sua volta que não há saída, que eles vão ser julgados num julgamento por crimes de guerra, façam eles o que fizerem. É o que Boris Johnson acaba de dizer novamente: as sanções continuarão, independentemente do que façam. O que é que isso significa? Significa: ir em frente e destruir a Ucrânia e preparar o terreno para uma guerra terminal.

Estas são as duas opções: e estamos a escolher a segunda e a elogiarmo-nos pelo heroísmo e por estar a fazê-la: lutar contra a Rússia até ao último ucraniano.

Numa entrevista à revista Time no início de Maio, Lula disse: “Putin não deveria ter invadido a Ucrânia. Mas não é só Putin que é culpado”:

Os EUA e a União Europeia também são culpados. Qual foi a razão para a invasão da Ucrânia? A NATO? Então os Estados Unidos e a Europa deveriam ter dito: “A Ucrânia não vai aderir à NATO”. Isso teria resolvido o problema…. Esse é o argumento que eles apresentaram. Se eles têm um segredo, nós não sabemos. A outra questão era a adesão da Ucrânia à U.E.. Os europeus poderiam ter dito: “Não, agora não é o momento para a Ucrânia aderir à U.E., vamos esperar”. Eles não tinham de estar a  encorajar o confronto.

Em primeiro lugar, é claro que devíamos estar a insistir num acordo. Quanto mais tempo esta guerra durar, pior será, sobretudo para os ucranianos, mas também para um mundo que já sofre de uma crise alimentar pandémica e induzida pelas alterações climáticas. Até ao  momento em que escrevo estas linhas, não vi  e não vejo qualquer sinal  de um acordo que esteja na forja na região – como no caso, um acordo que Putin vá realmente analisar, sem falar em  aceitar – em relação ao qual nos estejamos a “recusar  apoiar”. A Ucrânia apresentou à Rússia um vasto conjunto de propostas há mais de um mês, incluindo um compromisso de “neutralidade permanente“.  Volodomyr Zelenskiy continua a oferecer-se para negociar diretamente com Putin para pôr fim à guerra. Quanto à alegação de que os EUA e aliados estão “a combater a Rússia até ao  último  ucraniano”, isto sugere de uma maneira desonesta que os ucranianos são meros instrumentos da política dos EUA. Mas já deveria estar claro que o povo ucraniano vai combater a invasão russa, quer os ajudemos ou não. Os EUA deveriam certamente estar ativamente empenhados em encontrar um caminho diplomático para acabar com a guerra, e evitar comprometer-se com objetivos maximalistas que possam excluir uma saída, mas de momento esse caminho não é claro.

No que diz respeito à afirmação de Lula sobre a NATO, vale a pena lembrar que nas semanas que antecederam a guerra, os aliados americanos, especificamente o Chanceler alemão Olaf Scholz e o Presidente francês Emmanuel Macron, sinalizaram claramente que estas questões estavam sobre a mesa. Scholz e Macron saíram ambos das suas reuniões em horas separadas com Putin e citaram especificamente a questão da potencial adesão da Ucrânia à NATO como pontos em discussão. Ou, mais exatamente, estes pontos não estavam a ser debatidos, nem isso ia acontecer. Não era suficiente. Para ser claro, era inteiramente apropriado discutir estas preocupações se houvesse sequer a menor possibilidade de evitar esta catástrofe. Mas devemos reconhecer que Putin fez com que essa discussão se tornasse muito difícil.

Veja-se o que o próprio Putin disse no discurso que proferiu na véspera da invasão, no qual expôs uma visão de recuperação não só da esfera soviética, mas uma visão pré-soviética de um novo império russo. Embora não devamos descartar a importância política da expansão da NATO  no seio do sistema político russo – funcionários americanos múltiplos reconheceram essas preocupações ao longo das últimas décadas – também não devemos fingir que isso é toda a história.  Como Putin deixou claro, a expansão da NATO  é apenas uma parte de um conjunto muito maior de queixas. Talvez se possa sempre insistir que “devíamos ter feito mais”, mas com base no que sabemos agora dos objetivos e visão mais grandiosa de Putin, parece absurdo sugerir que mesmo uma promessa pública do Presidente Biden de que a Ucrânia nunca seria aceite na NATO teria convencido Putin a retirar as 180.000 tropas que tinha colocado nas fronteiras da Ucrânia.

Seria insensato, contudo, não reconhecer que Lula está a dar voz a muitos no Sul global que são céticos em relação aos apelos de uns EUA que atuam com total impunidade, e em relação aos apelos a uma “ordem internacional baseada em regras” por parte de países que quebram essas regras quando julgam oportuno. Reconhecer  a hipocrisia, e reconhecer  o papel que os EUA e os seus aliados têm desempenhado ao minar a ordem que eles próprios construíram, é essencial para construir uma ordem melhor, mais estável, humana e progressista. Mas impedir os países poderosos de invadir e obliterar os mais fracos deve ser um princípio fundamental de qualquer ordem deste tipo. E a hipocrisia do passado não deve servir de desculpa para não o dizermos  claramente  e agir em conformidade.

Sim, é louco ver apelos à responsabilização pelas atrocidades de Putin por parte das mesmas pessoas que apoiaram, defenderam, e continuam a opor-se a qualquer responsabilização significativa pela própria América. É enfurecedor ver a nossa classe política a rir-se da recente gafe Kinsley[1] de George W. Bush sobre “a decisão de um homem de lançar uma invasão totalmente injustificada e brutal no Iraque”, como se não se tratasse da confissão de um criminoso de guerra. Mas sugerir que a impunidade de Bush é uma razão para não responsabilizar Putin é pedir aos ucranianos que se juntem aos iraquianos para pagar a conta da nossa corrupção.

Como contraponto à posição de Lula, considere a posição de Gabriel Boric, o novo presidente do Chile. Poucos países no mundo têm mais direito a apontar o dedo aos EUA do que o Chile, cujo Presidente socialista Salvador Allende foi derrubado por um golpe militar apoiado pelos EUA em 1973, seguido de décadas de repressão sob o brutal governo militar de Augusto Pinochet. No entanto, Boric – de cujo gabinete faz parte a neta de Allende – fez uma declaração de solidariedade com os ucranianos. “A Rússia optou pela guerra para resolver conflitos. Do Chile condenamos veementemente a invasão da Ucrânia, a violação da sua soberania e o uso ilegítimo da força”, disse ele numa declaração de 1 de Março. “A nossa solidariedade é para com as vítimas  e para com os esforços de paz”.

A questão da solidariedade é uma questão que nós, à esquerda, temos de levar a sério. E aqui devemos reconhecer o que os nossos colegas ucranianos e outros da região estão a dizer. “O argumento da esquerda deveria ser que em 2003, outros governos não exerceram pressão suficiente sobre os Estados Unidos quanto ao Iraque”, escreveu o historiador e ativista ucraniano Taras Bilous. “Não que agora seja necessário exercer  menos pressão sobre a Rússia quanto à Ucrânia”.

Esta solidariedade tem sido difícil de encontrar em algumas das declarações dos Socialistas Democratas da América. Para ser claro: a seleção das suas declarações pelo diretor de resposta rápida da Casa Branca e os golpes  da esquerda moderada em dificuldade  é transparentemente cínica e oportunista. A oposição centrada no imperialismo e militarismo dos EUA é um ponto de partida inteiramente apropriado para qualquer organização de esquerda dos EUA, mesmo que não seja toda a questão. É necessário fazer perguntas difíceis, especialmente agora, sobre os objetivos e interesses que a NATO realmente serve. Mas também precisamos de fazer perguntas difíceis sobre como funciona a nossa luta contra o militarismo juntamente com o nosso compromisso para com os colegas de todo o mundo que exigem mais do que um simples apelo para parar a guerra.

Dito isto, é importante distinguir entre o genuíno antiguerra e anti-imperialismo dos socialistas americanos (DAS)  e outros da esquerda americana e a perniciosa e autoritária agitação e propaganda de The Grayzone e afins. O objetivo da direita é dividir a esquerda  e nós não devemos ajudá-la, mas o objetivo de construir uma esquerda mais forte é servido pela identificação, envolvimento e organização com aqueles que agem genuinamente sobre princípios de solidariedade, democracia e direitos humanos e não andam a  perder a  tempo com vigaristas atrozes e provocadores.

É correto ser-se cauteloso e não se deixar ser arrastado  para algo maior do que  aquilo que queremos. É correto preocupar-se que a retórica da administração, parafraseando um dos filmes de recrutamento militar da era Reagan, seja cada vez mais passar cheques que a sua política não pode descontar. Aqui, como depois do 11 de Setembro o medo de reação exagerada é inteiramente apropriado – o nosso aparelho de política externa foi concebido para fomentar a reação exagerada, e depois aproveitar-se disso,. E o nosso trabalho não consiste simplesmente em permitir que os ucranianos escrevam a política dos EUA. Os americanos – todos nós – estamos agora implicados nesta guerra. Se o povo americano está a fornecer armas, como nós estamos a fornecer dezenas de milhares de milhões  de dólares, então temos um interesse razoável e uma expectativa razoável de influência sobre o seu resultado. A administração Biden deixou claro o tipo de resultado a que os EUA estão a tentar chegar, mas também deixou bem claro os limites do envolvimento dos EUA e a preocupação primordial em evitar a escalada nuclear.

Uma coisa que a esquerda definitivamente não se deve deixar cair, nem ninguém, é acreditar na narrativa de que a guerra da Rússia contra a Ucrânia restaurou a missão e o propósito da América. Que o nosso país parece poder atribuir dinheiro de forma eficiente apenas para armas e pouco mais deveria ser uma fonte de vergonha, e não de orgulho. Observando a facilidade com que dezenas de  milhares de milhões de dólares em ajuda à Ucrânia se movimentavam através do nosso Congresso e enquanto para tudo o mais permanece obstinado e improdutivo, Adam Tooze resumiu esta situação: “Que eles possam  concordar com isso e não com a política de cuidados de saúde ou de alterações climáticas é um sinal da própria disfunção da América”.

Apesar do encantamento da nossa classe política [com a guerra], a guerra da Rússia contra a Ucrânia não é um conflito  de um sonho maníaco  que tirará o nosso país da sua crise de legitimação. Se permitirmos que este momento seja utilizado simplesmente para reunir um consenso quebrado em matéria de política externa de Washington, não iremos inverter essa crise, iremos aprofundá-la. Uma esquerda política influente, bem organizada e em crescimento é essencial para reparar este país – e isso inclui a sua política externa. A resposta à guerra da Rússia contra a Ucrânia é uma parte essencial disso. É possível, na verdade é essencial, aplicar a consciência histórica que  Sontag exortou, e não sermos estúpidos juntos, reconhecendo ao mesmo tempo que apoiar a defesa da Ucrânia é a coisa certa a fazer pela esquerda global. Mesmo que seja o nosso próprio governo a fazê-lo.


[1] Nota de Tradutor. A gaffe Kinsley (gaffes no plural) significa a situação em que um politico americano  inadvertidamente  diz qualquer coisa de verdadeiro que ele não tinha a intenção de dizer e que pode até funcionar contra ele. Foi o jornalista americano  Michael Kinsley (b. 1951), que chamou  a atenção para a situação que caracteriza dado tipo de gaffe.  O caso mais recente deste tipo de gaffe  foi a intervenção de  Bush ao  reconhecer como criminosa a guerra que ele próprio desencadeou no Iraque.


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