UMA CARTA DO PORTO – Por José Fernando Magalhães (607)

 

 

MASSA ARBÓREA NA CIDADE DO PORTO

(OS ATENTADOS SUCEDEM-SE)

 

A AFIRMAÇÃO:

HOJE, A CIDADE TEM MAIS METROS QUADRADOS DE ÁREA VERDE POR HABITANTE

A REALIDADE:

HOJE, O PORTO TEM CADA VEZ MAIS CIMENTO E ALCATRÃO.

 

 

JARDINS HISTÓRICOS DA CIDADE DO PORTO

NO QUE JÁ NÃO PARECE HAVER NADA A FAZER

Na destruição do Jardim do nó das Antas/Contumil/Diogo Cão/Costa Cabral

No Jardim de Sofia, no Jardim do Carregal, no Jardim do Marquês, no abate dos sobreiros para a construção da estação do Hospital de Gaia, no abate das azinheiras para a construção do edifício de ampliação do museu de Serralves, no recente abate de um sobreiro secular, e outros mais novos, junto da Escola do bairro das Condominhas e dentro da Mata da Pasteleira, para construção de um edifício para a Associação Somos Nós.

Se somarmos a isto tudo a contínua devastação arbórea que dia a dia ocorre por toda a cidade, provocada pela onda da mais diversa construção imobiliária, destruindo os majestosos logradouros dos velhos palacetes como na Avenida dos Combatentes e na Quinta do Pinheiro, ou ocupando e destruindo vastas áreas de terrenos, outrora agrícolas e hoje extensas manchas verdes, como os terrenos em construção na zona de Requesende/Viso e os terrenos da Quinta da Prelada (onde se destruiu também o único Parque de campismo da cidade para dar lugar a uma ampla zona desportiva), teremos de concluir que não caminhamos no sentido de cumprir as determinações mundiais de reverter os crimes ambientais em novas soluções que travem e invertam as causas que nos estão a levar para a catástrofe ambiental.

Nas destruições dos jardins históricos do Porto, levados a cabo por diversas entidades, entre as quais a empresa Metro do Porto, e sempre com a autorização, por aceitação expressa ou por omissão, da Câmara do Porto, apoiada, da mesma forma, por organismos como a CCDRNorte e/ou o ICNF.

NO QUE JÁ NÃO PODEMOS ESPERAR PARA FAZER

Sendo as destruições em demasia para podermos continuar a ver ficarem calados todos os que deveriam ser os primeiros a divulgar e denunciar estes verdadeiros crimes ambientais; vistos e considerados os factos à luz da verdadeira catástrofe ambiental que se aproxima, como são as alterações climáticas que se abatem já hoje sobre todos nós, apenas nos resta chorar sobre o leite derramado, uma vez que uma árvore não é uma parede, e quando é derrubada nunca mais se pode levantar.

Porém, sendo que o Concurso Público para a construção das Torres de Lordelo já terminou, seguindo-se agora a fase de adjudicação e depois a construção (e o inevitável abate das árvores, se nada for feito entretanto), urge tomar atitudes, sendo elas, comunicados como as do NDMALO-GE, e acções, de entre as possíveis, as que mostramos nas imagens que postamos.

Estaremos ainda a tempo de evitar este abate? E outros?

 

 

 

Comunicado aos Orgãos de Comunicação Social

NDMALO-GE

 

Dia Nacional dos Jardins, contra o abate das árvores de Lordelo do Ouro.

Aos Diretores dos Órgãos da Comunicação Social da cidade do Porto.

Ex.mos Senhores:

Em primeiro lugar os nossos cumprimentos.

Pelo presente vem o NDMALO-GE solidarizar-se com a manifestação de desagrado pela destruição do Jardim do nó das Antas/Contumil/Diogo Cão/Costa Cabral, que se realizará no próximo dia 25 de Maio, sábado, pelas 16 horas.

O NDMALO-GE, como associação integrante do Movimento MEL, tem participado nas várias denúncias das destruições dos jardins históricos do Porto, levados a cabo por diversas entidades, entre as quais a empresa Metro do Porto, e sempre com a autorização da Câmara do Porto apoiada por organismos como a CCDRNorte e ICNF.

Exemplos (maus) como a destruição do Jardim de Sofia, do Jardim do Carregal, do Jardim do Marquês, agora deste espaço verde das Antas, o abate dos sobreiros para a construção da estação do Hospital de Gaia, o abate das azinheiras para a construção do edifício de ampliação do museu de Serralves, o recente abate de um sobreiro secular e outros mais novos, junto da Escola do bairro das Condominhas e dentro da Mata da Pasteleira, para construção de um edifício para a Associação Somos Nós, são destruições em demasia para podermos continuar a ver ficarem calados todos os que deveriam ser os primeiros a divulgar e denunciar estes verdadeiros crimes ambientais, vistos e considerados hoje á luz da verdadeira catástrofe ambiental que se aproxima, como são as alterações climáticas que se abatem já hoje sobre todos nós.

Se somarmos a isto tudo a contínua devastação arbórea que dia a dia ocorre por toda a cidade provocada pela onda da mais diversa construção imobiliária, destruindo os majestosos logradouros dos velhos palacetes, como na Avenida dos Combatentes e na Quinta do Pinheiro, ou ocupando e destruindo vastas áreas de terrenos, outrora agrícolas e hoje extensas manchas verdes, como os terrenos em construção na zona de Requesende/Viso e os terrenos da Quinta da Prelada (onde se destruiu também o único Parque de campismo da cidade para dar lugar a uma ampla zona desportiva), teremos de concluir que não caminhamos no sentido de cumprir as determinações mundiais de reverter os crimes ambientais em novas soluções que travem e invertam as causas que nos estão a levar para a catástrofe ambiental.

E não nos deixamos enganar pelos discursos de quem apenas pretende lavar a (má) consciência, dizendo que as destruições destas grandes superfícies arborizadas serão compensadas com novas e maiores plantações e que até provam que hoje a cidade tem mais metros quadrados de área verde por habitante. Pura mentira. O PORTO hoje tem é cada vez mais cimento e alcatrão.

O NDMALO-GE lamenta todas estas destruições da Natureza e sempre tem lutado contra elas, com todos os meios ao seu alcance.

Infelizmente, nos casos atrás citados, apenas resta chorar sobre o leite derramado, pois uma árvore não é uma parede, que quando é derrubada nunca mais se pode levantar!

Porém o NDMALO-GE anda á 4 anos a lutar, e denunciar, a intenção da Câmara do Porto, em destruir mais duas zonas arborizadas na freguesia de Lordelo do Ouro, agora com a justificação, apoiada por todo o Executivo e Assembleia Municipal, de construir habitação acessível que ” está a fazer muita falta á classe média” do Porto! E logo tinha de obrigar a sacrificar as mesmas vítimas silenciosas e inocentes. Não, o NDMALO-GE lutará sempre para as defender enquanto estiverem de pé. Este é o desafio que deixamos a todos. Lutem contra mais este arboricídio.

A diferença de forças é enorme mas não será por isso que nos deixaremos vencer.

Recusamos vir lamentar, com muita pena, depois delas tombarem.

Desafiamos todos a opôrem-se a esta  destruição antes que ela aconteça.

E não somos contra que a Câmara do Porto, ou qualquer outra, construa o que quiser para benefício dos cidadãos.

Seremos sempre é contra quem pretender destruir as condições de vida dos cidadãos deste único planeta, seja onde fôr.

O Concurso Público para a construção das Torres de Lordelo já terminou. Segue-se agora a fase da adjudicação e depois a construção ( e inevitável abate das árvores, se nada fôr parado).

Ainda é tempo de evitar este abate.

Deixamos a todos vós a responsabilidade de escolher de que lado querem ficar.

O NDMALO-GE, como sempre, ficará do lado da defesa do ambiente e da Natureza.

O nosso muito obrigado.

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Até à data, qual foi a receptividade obtida por parte das muitas “consciências” alertadas pelo comunicado supra?

 

 

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