As relações sociais têm feito surgir novos comportamentos, ou melhor, a tornar mais vivas e intensas as consequências da já conhecida, mas oculta, segregação e exclusão.
Os meios de comunicação têm explorado estes temas com mais visibilidade desde que se intensificou a imigração de pessoas com poucas qualificações laborais, para Portugal.
Aliás a questão não deveria ter surpreendido nem suscitado tanta polémica uma vez que os portugueses também originaram as mesmas críticas quando emigraram para França.
Vivemos, no entanto, novas formas de organização social, económica e política que estão a criar novos tipos de comportamentos, de atitudes individuais e coletivas que, conforme as suas conexões, têm feito surgir novas crises de identidade.
Um maior acesso ao conhecimento e à informação foi-se alargando a mais pessoas devido à escolaridade obrigatória e à escolaridade ao longo da vida.
Acreditava-se que se poderia modificar os regimes políticos com pessoas mais qualificadas e democratas. O conhecimento requer uma sociedade mais livre e justa, e assim estavam lançadas as condições para que surgisse o “elevador social” retirando aos mais ricos e poderosos a exclusividade do Poder.
O que se tem verificado é que tem havido uma maior tendência para a exploração de alguns grupos socais e que essa exploração conduz à exclusão e não à compreensão das complexidades sociais e económicas que tornariam a coesão e identidade social uma realidade.
A exploração existe para manter o sistema. A exploração rompe com todas as conexões entre exploradores e explorados porque a exploração leva ao conflito e a exclusão é um corte.
Muitas mais relações sociais e económicas poderiam ser aqui, brevemente, descritas como os grupos sociais que vivem na marginalidade da sociedade, pessoas que estão em risco de exclusão social. Pessoas que sobrevivem sem qualidade a nível da habitação, do desemprego e da relação familiar desestruturada.
Os sem-abrigo, os que vivem em bairros sociais longe dos centros habitacionais e que são sempre apontados a dedo pela insegurança, pelos crimes, pela violência que ocorrem nos grandes centros populacionais.
Fazem-se muitas investigações e estudos, procuram-se causas e consequências para os comportamentos e escolhas de conexões sociais e culturais, económicas e científicas, de educação e de ensino.
Pretende-se encontrar a melhor forma de estruturar as sociedades de acordo com os Direitos Humanos, ou seja, de reconhecimento positivo de todos para que a Paz seja possível.
Não é fácil, mas ninguém está à espera de facilidades mas de mudanças de mentalidades através das famílias, sejam elas formadas como as temos vindo a conhecer, ou de formas desconhecidas, mas possíveis.
Através de um ensino intercultural, de comunidades conectadas com as famílias, com as escolas e com as formas de poder.
Gostaria de repetir aqui, as frases que algumas crianças disseram sobre o modo de vida que espelham um desejo de igualdade, reconhecimento cultural, de relações não “com”, mas “junto”.
… A escola é muito importante para a minha vida…gosto de aprender e os amigos também ajudam.
Não é fácil fazer amigos…..estar ao pé deles…sinto-me bem…mas não sei explicar.

