
Nasci junto a uma janela
feita para contemplar;
se a cabeça com força virasse
e tivesse atenção no olhar
lá veria a espuma branca, bela
que fazia com que no mar
o Gilreu se adivinhasse.
Nas férias da juventude,
três meses por ano,
dez horas por dia,
e no resto do tempo,
sempre que podia
lá estava ele, ufano,
de guarda, atento,
aos meus pensamentos,
às minhas ânsias
dando discernimento
a qualquer atitude
em quaisquer circunstâncias
que tive ou que pude.
Disseram-me um dia
que teria nascido
sob o signo do Gilreu
que com extrema ousadia,
nas ondas do mar batido,
moldou a minha Foz e o meu eu.
jfm

Parabéns, à Poesia , parabéns aos Poetas!As memórias borbulham , brotam e fazem-se espuma branca e saudade! O poema é batel que nos embala…PARABÉNS!
Obrigado querida Amiga. *E bom vê-la por aqui.
Abrç
Zé, está óptimo.
Obrigado João. Forte abraço