Category Archives: Ciências humanas

Da crise atual à próxima crise, sinais de alarme – Genes, povos e línguas (1ª parte). Por Luigi Luca Cavalli-Sforza

Seleção de Júlio Marques Mota e tradução de Francisco Tavares Genes, povos e línguas (1ª parte)  Por Luigi Luca Cavalli-Sforza janeiro de 1992 As árvores genealógicas que relacionam povos e línguas sobrepõem-se. Ambos, povos e línguas, remetem para correntes migratórias.

Da crise atual à próxima crise, sinais de alarme – Genes, povos e línguas (1ª parte). Por Luigi Luca Cavalli-Sforza

Seleção de Júlio Marques Mota e tradução de Francisco Tavares Genes, povos e línguas (1ª parte)  Por Luigi Luca Cavalli-Sforza janeiro de 1992 As árvores genealógicas que relacionam povos e línguas sobrepõem-se. Ambos, povos e línguas, remetem para correntes migratórias.

A GALIZA COMO TAREFA – ilusão retrospectiva – Ernesto V. Souza

Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura,

A GALIZA COMO TAREFA – ilusão retrospectiva – Ernesto V. Souza

Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura,

DIÁSPORA. MEMORIA Y DIGNIDAD EN EL MUSEU DO ALJUBE, por Moisés Cayetano Rosado

Una vez más voy al Museu do Aljube en Lisboa (http://moisescayetanorosado.blogspot.com/2017/11/actividades-en-el-museu-do-aljube.html). Su director, Luís Farinha, va a efectuar una visita guiada, contando además con el testimonio directo de un exprisionero de este lugar en los tiempos siniestros del salazarismo, cuando

DIÁSPORA. MEMORIA Y DIGNIDAD EN EL MUSEU DO ALJUBE, por Moisés Cayetano Rosado

Una vez más voy al Museu do Aljube en Lisboa (http://moisescayetanorosado.blogspot.com/2017/11/actividades-en-el-museu-do-aljube.html). Su director, Luís Farinha, va a efectuar una visita guiada, contando además con el testimonio directo de un exprisionero de este lugar en los tiempos siniestros del salazarismo, cuando

A GALIZA COMO TAREFA – mecânica – Ernesto V. Souza

O meu pensamento é mecânico. Dou em pensar isto ultimamente. Agora diríamos analógico. Curioso. Na realidade é híbrido, por causas da idade, ecossistemas e as culturas em que por geração fomos vivendo. Funciona, verdadeiramente, com metáforas, procuras, sistemas gráficos, bases de

A GALIZA COMO TAREFA – mecânica – Ernesto V. Souza

O meu pensamento é mecânico. Dou em pensar isto ultimamente. Agora diríamos analógico. Curioso. Na realidade é híbrido, por causas da idade, ecossistemas e as culturas em que por geração fomos vivendo. Funciona, verdadeiramente, com metáforas, procuras, sistemas gráficos, bases de

A GALIZA COMO TAREFA – hierarquias – Ernesto V. Souza

Todas as sociedades alicerçam as suas realidades e ordem social, sobre capas de constructos imaginários que vão justificando as hierarquias sociais e políticas que as governam; e que, por sua vez, definem e justificam como “naturais” e quase “eternos” os

A GALIZA COMO TAREFA – hierarquias – Ernesto V. Souza

Todas as sociedades alicerçam as suas realidades e ordem social, sobre capas de constructos imaginários que vão justificando as hierarquias sociais e políticas que as governam; e que, por sua vez, definem e justificam como “naturais” e quase “eternos” os

A GALIZA COMO TAREFA – oblomovismo – Ernesto V. Souza

Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura

A GALIZA COMO TAREFA – oblomovismo – Ernesto V. Souza

Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura

A GALIZA COMO TAREFA – contextos – Ernesto V. Souza

Para o Marcos Saavedra, registrador de livros esquecidos. Alguma gente lê textos, eu prefiro – sempre que é possível – ler contextos (livros,  panfletos, manifestos, plaquettes, revistas, fanzines, jornais nas fontes originais). Isto tem muito a ver com a minha

A GALIZA COMO TAREFA – contextos – Ernesto V. Souza

Para o Marcos Saavedra, registrador de livros esquecidos. Alguma gente lê textos, eu prefiro – sempre que é possível – ler contextos (livros,  panfletos, manifestos, plaquettes, revistas, fanzines, jornais nas fontes originais). Isto tem muito a ver com a minha

A GALIZA COMO TAREFA – desfeita – Ernesto V. Souza

Em 1983, Camilo Gonsar, publicou um livro experimental, como todos os dele, que a meio caminho entre a narração e o testemunho informativo, contava a pesquisa que realizava um jornalista para determinar uns feitos, um assassinato acontecido na Sárria de

A GALIZA COMO TAREFA – desfeita – Ernesto V. Souza

Em 1983, Camilo Gonsar, publicou um livro experimental, como todos os dele, que a meio caminho entre a narração e o testemunho informativo, contava a pesquisa que realizava um jornalista para determinar uns feitos, um assassinato acontecido na Sárria de

A GALIZA COMO TAREFA – o fim da transição – Ernesto V. Souza

Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem.

A GALIZA COMO TAREFA – o fim da transição – Ernesto V. Souza

Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem.

A GALIZA COMO TAREFA – depende – Ernesto V. Souza

Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais

A GALIZA COMO TAREFA – depende – Ernesto V. Souza

Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais

A GALIZA COMO TAREFA – lugares comuns – Ernesto V. Souza

Quando às vezes ponho diante dos olhos… Não sei que me evoca mais. Se a lembrança da imagem da página original, resseca e crepitante, moldurada com a força da impressão tintada sobre o papel; mais que lida, e agora na

A GALIZA COMO TAREFA – lugares comuns – Ernesto V. Souza

Quando às vezes ponho diante dos olhos… Não sei que me evoca mais. Se a lembrança da imagem da página original, resseca e crepitante, moldurada com a força da impressão tintada sobre o papel; mais que lida, e agora na

A GALIZA COMO TAREFA – 7 cuncas – Ernesto V. Souza

A Galiza tem um fugaz fulgor republicano, um enérgico pulo romântico e um fundo pouso barroco e românico. Sem saudades, nem mitificações: são épocas históricas nas que por causas económicas favoráveis, circunstâncias sociais determinadas e reivindicativas prendeu, na parte mais

A GALIZA COMO TAREFA – 7 cuncas – Ernesto V. Souza

A Galiza tem um fugaz fulgor republicano, um enérgico pulo romântico e um fundo pouso barroco e românico. Sem saudades, nem mitificações: são épocas históricas nas que por causas económicas favoráveis, circunstâncias sociais determinadas e reivindicativas prendeu, na parte mais

A GALIZA COMO TAREFA – Œuvre au noir – Ernesto V. Souza

Para os que estamos, não apenas fora, senão simplesmente no avesso da história, e nem acreditamos no capitalismo como sucesso e fim nem na imagem que espelha o presente mas que como névoa pixelada, resulta-nos difícil acreditar nas evoluções lineares

A GALIZA COMO TAREFA – Œuvre au noir – Ernesto V. Souza

Para os que estamos, não apenas fora, senão simplesmente no avesso da história, e nem acreditamos no capitalismo como sucesso e fim nem na imagem que espelha o presente mas que como névoa pixelada, resulta-nos difícil acreditar nas evoluções lineares

DIÁSPORA. EL INFIERNO DE AQUELLOS INTERNADOS INFANTILES, por Moisés Cayetano Rosado

Durante algunos años, me dediqué a estudiar con cierta intensidad la vida en ciertos internados infantiles de nuestro país. El discurrir diario de esa infancia recogida en centros asistenciales -bajo iniciativa de diputaciones provinciales o de tutela estatal-, procedentes de

DIÁSPORA. EL INFIERNO DE AQUELLOS INTERNADOS INFANTILES, por Moisés Cayetano Rosado

Durante algunos años, me dediqué a estudiar con cierta intensidad la vida en ciertos internados infantiles de nuestro país. El discurrir diario de esa infancia recogida en centros asistenciales -bajo iniciativa de diputaciones provinciales o de tutela estatal-, procedentes de

A GALIZA COMO TAREFA – e aí, na Espanha? – Ernesto V. Souza

“Portugal, hoje, está muito bem”, diz o rapaz, engenheiro eletrónico, aluno de pós-graduação, a uma outra companheira de turma. Ela, na casa dos 40, contrato precário de professora doutora e especialista em Engenharia florestal, afirma com a cabeça. “Pois é“,

A GALIZA COMO TAREFA – e aí, na Espanha? – Ernesto V. Souza

“Portugal, hoje, está muito bem”, diz o rapaz, engenheiro eletrónico, aluno de pós-graduação, a uma outra companheira de turma. Ela, na casa dos 40, contrato precário de professora doutora e especialista em Engenharia florestal, afirma com a cabeça. “Pois é“,