A Revista da semana por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 22/03 a 28/03/2015

 No panorama nacional pouco de relevante aconteceu. Continuou a polémica da lista de contribuintes VIP (os que estavam ou estão protegidos e defendidos da dita “Autoridade Tributária”, a continuidade da saga “BES”, as intervenções contraditórias no Parlamento sobre o Estado da Nação e de novo, as eleições na Madeira (29/03/2015), a apresentação oficial da primeira candidatura à Presidência da República e o anuncio do PS para que os portugueses participem com o seu contributo para um novo projecto de governo.

A nível internacional, continua em destaque a situação da Grécia e a luta entre os mercados financeiros e a razoabilidade do cumprimento das obrigações dos devedores (Portugal incluído) e as consequências (boas e más) da baixa do preço do barril do petróleo.Foi ainda notícia em destaque durante toda a semana, o incidente com o avião que se despenhou nos Alpes Franceses.

Sobre as listas VIP vamos aguardar o desfecho da situação cuja responsabilidade, pelo que já foi dado a entender pelo governo, deve vir a ser atribuída aos funcionários da “Autoridade Tributária”.

Sobre a polémica do caso “BES” todos os governantes deste país parecem estar envolvidos pois, segundo noticiado, todos conheciam a situação, em particular o Governador do Banco de Portugal, que a comunicação social diz ter conhecimento um ano antes de ser dado conhecimento público da mesma, portanto em meados de 2013.

Em relação ao Estado económico e financeiro da Nação a ministra das Finanças diz que estamos muito bem (temos os cofres cheios) e as entidades Europeias e as agências de notação financeira dizem outra.

Veja-se a notícia publicada pelo Diário Económico em 27/03/2015, num artigo de Luís Reis Pires

DIVIDA TEIMA EM NÃO DESCER MAS BCE PROTEGE PORTUGAL DOS MERCADOS

“Dívida pública chegou aos 130,2% do PIB e há risco de nova revisão em alta. Analistas alertam que endividamento tem de descer antes de a política expansionista do BCE terminar.

Ou a dívida pública começa a descer, ou os mercados vão voltar a ficar nervosos com Portugal, dizem os analistas. Não está fácil: a dívida foi novamente revista em alta, para 130,2% do PIB e, afinal, não começou a descer no ano passado, como se estimava. E até há o risco de ser novamente revista em alta em, pelo menos, quatro mil milhões de euros, por causa dos certificados de aforro. Para já, o país está protegido pela força do ‘quantitative easing’, mas, depois de o programa do Banco Central Europeu (BCE) terminar, a história é outra.

 No final do ano passado, a dívida pública somava 225,3 mil milhões de euros, ou seja, 130,2% do PIB – a estimativa anterior apontava para 128,7%. Os valores foram avançados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na notificação dos Procedimentos por Défices Excessivos enviada a Bruxelas, e mostram um cenário mais grave do que se esperava”

Ler mais em:

http://economico.sapo.pt/noticias/divida-teima-em-nao-descer-mas-bce-protege-portugal-dos-mercados_214903.html

As Agências financeiras (de acordo com os interesses financeiros que defendem) vão dando a sua classificação à situação de cada país e, no caso de Portugal a Agência Fitch, segundo notícia publicada no jornal de negócios (artigo de Carla Pedro)

“mantém Portugal no “lixo”. Ainda não foi desta que a dívida soberana passou à categoria de investimento

 Esperava-se que a agência de notação financeira Fitch fosse, hoje, a primeira das três grandes a recolocar na categoria de investimento a dívida soberana de longo prazo de Portugal. Mas ainda não foi desta.

Portugal e as Agências de Rating desde 2010

A Fitch optou por manter o rating soberano de Portugal em ‘BB+’, que é o primeiro nível de “junk”. Gorou assim as expectativas de quem apontava que seria hoje que Portugal iria sair do lixo.”

Ler e ver gráficos em:

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/obrigacoes/detalhe/fitch_mantem_portugal_no_lixo.html

Eleições na Madeira

Merece também destaque as eleições que vão ocorrer hoje (29/03/2015) na Madeira. De acordo com sondagem efectuada pela Universidade Católica o PSD conseguirá a maioria, conforme se noticiou:

“Sondagem Católica: PSD deve repetir maioria absoluta na Madeira

O PSD deverá voltar a vencer por maioria absoluta as eleições regionais da Madeira que se realizam neste domingo. Segundo os resultados da sondagem realizada pela Universidade Católica para a RTP, os sociais-democratas deverão obter uma votação em torno de 49%, equivalente à de 2011, quando o partido ainda era liderado por Alberto João Jardim.

Já a coligação Mudança, na qual se inclui o PS, assim como o PTP, MPT e PAN, surge a grande distância, com 18%. De acordo com esta sondagem, a única outra formação partidária que conseguirá atingir uma votação de dois dígitos será o CDS-PP, que reúne 11% das intenções de voto. Todos os outros partidos concorrentes a estas eleições alcançarão resultados inferiores a 10%: a CDU 5%, o Bloco de Esquerda 3%.”

Ler mais em:

https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=newssearch&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0CCkQqQIoADAC&url=http%3A%2F%2Fwww.jornaldenegocios.pt%2Feconomia%2Fdetalhe%2Fsondagem_catolica_psd_deve_repetir_maioria_absoluta_na_madeira.html&ei=p6cWVYWwNYXSUd_2g9AC&usg=AFQjCNHQfASS1I_-d9DSLT5JWI3zLQkafw

Através do endereço: http://www.regionais2015.mai.gov.pt/.

Acompanhe os resultados do escrutínio provisório, em tempo real, a partir das 19h do dia da eleição em http://www.regionais2015.mai.gov.pt/. Os níveis de afluência às urnas, verificados às 12h00 e às 16h00, serão também disponibilizados no mesmo endereço, às 13h00 e às 17h00, respetivamente.

Primeira candidatura oficial à Presidência da República Portuguesa

“Henrique Neto, homem de esquerda: “Problemas nacionais também têm soluções de direita”

Militante do PS apresentou candidatura à Presidência da República perante algumas dezenas de apoiantes. Diz tratar-se de um concorrente “independente dos partidos políticos”.

O empresário e ex-deputado socialista Henrique Neto apresentou-se esta quarta-feira (25/03/2015) como candidato a Presidente da República, afirmando que as soluções para os problemas do país são de esquerda e de direita.”

Ler mais em:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=182405

Entretanto os meios de comunicação social noticiam – Candidatos a Presidente. Henrique Neto e mais quantos?

“À direita, Pedro Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio, Alberto João Jardim, Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite… À esquerda, António Guterres, Sampaio da Nóvoa, Carvalho da Silva, António Vitorino, Maria de Belém Roseira… Henrique Neto deu, esta quarta-feira, o tiro de partida na corrida presidencial. O empresário e militante do PS é o primeiro a avançar, mas não faltam candidatos a candidatos que se podem juntar a ele na maratona.”

 Ler mais em:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=182412

As Eleições legislativas de 2015

“Socialistas a receber propostas de cidadãos a partir deste sábado

As propostas que forem recebidas serão depois seleccionadas e eventualmente votadas pelos elementos do partido.

O PS já pioneiro em Portugal da consulta aos portugueses sobre a escolha do secretário-geral (candidato a primeiro ministro) prossegue agora com o desafio aos portugueses para apresentação de propostas para a governação do País, conforme noticiou no seu endereço (web site) e que se transcreve parte em seguida:

“O PS arranca este sábado com um site na internet destinado ao envio de propostas por parte de cidadãos para o programa eleitoral participativo, documento que será apresentado a 6 de Junho pelo secretário-geral, António Costa.

Através do site gabinetedeeestudos.ps.pt, os cidadãos são convidados pelo Gabinete de Estudos do PS, entidade liderada pelo ex-secretário de Estado João Tiago Silveira, a apresentar propostas concretas para fazerem parte do futuro programa eleitoral do PS.

As propostas no âmbito do programa eleitoral participativo serão votadas a tempo de serem eventualmente incluídas no texto final, que será apresentado aos portugueses a 6 de Junho.”

Ler mais em:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=182687

Como cidadãos votantes porque não aceitar o desafio e apresentar propostas. Há no entanto um senão:

“As propostas no âmbito do programa eleitoral participativo serão votadas a tempo de serem eventualmente incluídas no texto final, que será apresentado aos portugueses a 6 de Junho.”

Para quem enviar propostas seria interessante que lhe fosse dado conhecimento (sem identificação) de outras propostas, sobre o tema que cada um apresentar. Poderia assim enriquecer-se a participação e torná-la um veículo de participação e não apenas uma manobra política eleitoral demagógica, que é o que me parece.

A nível internacional as atenções continuam concentradas sobre a situação na Grécia e as suas repercussões na economia da Zona EURO

Entretanto é de considerar o “medo” dos gregos (classe média?) sobre o evoluir da situação pois, de acordo com artigo de Paulo Zacarias Gomes publicado no Diário Económico de 26/03/2015

“BANCOS GREGOS PERDERAM 20 MIL MILHÕES DE EUROS EM DEPÓSITOS DESDE O INICIO DO ANO DE 2015

Depósitos continuaram a cair em Fevereiro, mas movimento desacelerou em relação ao primeiro mês do ano. Segundo a Bloomberg, nível de depósitos está em mínimos de 2015.

Os depósitos nos bancos gregos recuaram em Fevereiro para 147,5 mil milhões de euros, depois de uma queda de 7,8 mil milhões de euros naquele mês, anunciou hoje o Banco Central Europeu. Segundo a Bloomberg, este é o valor mais baixo em dez anos.

A queda de Fevereiro junta-se à perda de 12,2 mil milhões de euros verificada em Janeiro, o que faz ascender a 20 mil milhões de euros nos primeiros dois meses do ano, os dados disponíveis até ao momento.”

Ler mais em:

http://economico.sapo.pt/noticias/bancos-gregos-perderam-20-mil-milhoes-em-depositos-desde-o-inicio-do-ano_214824.html

O PREÇO DO PETRÓLEO

A alteração repentina no valor do barril de petróleo pode ter várias leituras. Uma delas, de uma forma indirecta, a forma de ajudar os países dependentes do petróleo, contribuindo assim para a melhoria e crescimento da sua situação económica, com reflexos positivos no futuro para os países produtores que determinam entre si o valor em cada momento.

Outra leitura é a de que, em simultâneo, e por razões de interesse politico, colocam em situação de decrescimento económico, com profundos reflexos sociais, países cuja principal riqueza é o petróleo.

Veja-se, a informação noticiada pelo Diário Económico de 27/03/2015 – artigo da autoria da “Ernst & Young” em relação à Europa

Preço do petróleo relança crescimento na zona euro

“As exportações portuguesas deverão subir 5,5% e o investimento deverá crescer 3% em 2015 prevê o EY Eurozone Forecast (EEF). Ainda de acordo com a previsão de Primavera, em Portugal o PIB irá crescer 1,7% em 2015 e 1,4% em 2016. No entanto, a taxa de desemprego deverá manter-se acima dos 13%, e reduzir para perto de 10% apenas em 2019.

Relativamente à zona euro, o EEF indica que o ano começou com dois factores importantes para o regresso ao crescimento: a baixa do preço do petróleo e a política de quantitative easing do BCE. Em resultado, a estimativa para o crescimento do PIB é de 1,5% em 2015 e de 1,8% em 2016, face a 0,9% em 2014.

Ler mais em:

http://economico.sapo.pt/noticias/preco-do-petroleo-relanca-crescimento-na-zona-euro_214862.html

E veja-se também a noticia publicada pela Revista Visão – artigo da autoria de João Dias Miguel, sobre os reflexos da baixa do valor do petróleo na Venezuela, sob o título:

O socialismo cai de Maduro?

“Nos próximos 12 meses, se a queda do preço do petróleo se mantiver, Nicolás Maduro enfrenta uma opção difícil: alimentar o povo ou pagar a dívida. Para já, esfumou-se uma das conquistas revolucionárias bolivarianas: a redução da pobreza”

“Dois anos após a morte de Hugo Chávez (05/03/2013), o seu sucessor, Nicolás Maduro, não conseguiu endireitar o rumo da Venezuela. A “pátria do socialismo do século XXI” dirige-se a passos largos para o caos económico e social, senão para a confrontação política violenta.

A inflação projetada para 2015 é de 200% e o país parece encaminhar-se para um “default”. O Orçamento de Estado contava com um barril de petróleo a 60 dólares, quando este está na casa dos 50. Se a tendência continuar – e a Agência Internacional de Energia prevê que continue -, em pouco tempo (um ano), Caracas terá de fazer uma escolha difícil: alimentar o seu povo ou pagar o serviço da sua dívida, de 4,84 mil milhões nos próximos 12 meses. Pior: segundo o FMI, a economia deverá contrair uns brutais sete por cento este ano e o défice orçamental já está na casa dos dois dígitos.

Nicolás Maduro, um antigo sindicalista e o mais fiel dos seguidores de Chávez, de quem se diz “filho”, falhou em manter a grande conquista do falecido líder. A redução substancial da pobreza conseguida pelo “comandante eterno” esfumou-se.

De novo pobres”

Ler mais:

http://visao.sapo.pt/o-socialismo-cai-de-maduro=f814815#ixzz3VgAiL4Pm

LIVROS E MUSÍCA

Como acontecimento mais relevante da semana a morte de Herberto Hélder (23/03/2015), a voz mais fulgurante da poesia portuguesa

Artigo de Luís Miguel Queirós – Jornal Público de 25/03/2015

“Morreu na segunda-feira o grande mago da poesia portuguesa actual. Herberto Hélder tinha 84 anos e publicara há pouco A Morte Sem Mestre, livro onde se mostrava a morrer, mas ainda tocado por esse poder criador que o tornou único.

“Quando morre um poeta com a dimensão de Herberto Hélder, o que sentimos é que não apenas morreu um poeta mas a poesia”, declarou ao PÚBLICO o poeta madeirense José Tolentino Mendonça. “Nestes casos o luto torna-se insuportável e, ao mesmo tempo, este luto faz-nos perceber que Herberto Hélder é imortal com a sua obra. Daqui a mil anos, se subsistir um falante de língua portuguesa, a poesia de Herberto Hélder subsistirá”.

 Num testemunho recolhido pela agência Lusa, o crítico e poeta Pedro Mexia considera que “o lugar de Herberto Hélder na literatura portuguesa equivalerá ao de Fernando Pessoa na primeira metade do século XX”, algo que, acrescenta, “se começou a dizer há algum tempo e que se tornará, com o tempo, uma coisa pacífica, sem prejuízo dos grandes poetas da geração dele”.

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1690151

Também esta semana morreu Tomas Transtromer, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2011. Morreu aos 83 anos, anunciou esta sexta-feira o editor. O poeta sueco escreveu sobre Lisboa e o Funchal.

“É o maior ou um dos maiores poetas do mundo”, afirmou o poeta Casimiro de Brito quando Transtromer foi galardoado com o Nobel.

Em Portugal, o poeta tem publicada a antologia “50 Poemas”, numa tradução de Alexandre Pastor, da editora Relógio d`Água, e “As minhas lembranças observam-me”, seguido de “Primeiros Poemas”, com um posfácio de Pedro Mexia, numa edição Sextante. Esta obra é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura.”

Lisboa e Funchal inspiraram Transtromer. Foto: EPA

Em 1966 publicou um poema sobre a capital portuguesa, que foi traduzido por Vasco Graça Moura:

Lisboa

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.

Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.

Acenavam através das grades.

Gritavam que lhes tirassem o retrato.

“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,

“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada, a fachada

e lá no cimo um homem à janela,

tinha um óculo e olhava para o mar.

Roupa branca no azul. Os muros quentes.

As moscas liam cartas microscópicas.

Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:

“será verdade ou só um sonho meu?”

Ler mais em:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=182634

CRÍTICA

A memória do mito José riço direitinho 26/03/2015

O Livro de Jón, do que islandês Ófeigur Sigurdsson é uma cartografia afectiva, em registo epistolar, que atravessa o desespero silencioso da condição humana

O Livro de Jón

Autoria: Ófeigur Sigurdsson (trad. João Reis)

Cavalo de Ferro

“O reverendo Jón Steingrímsson é uma personagem real cuja vida aparece descrita em crónicas islandesas do século XVIII, e que ficou conhecido na memória colectiva do país pelo “reverendo do fogo” devido a, reza a lenda, durante a violenta erupção de um vulcão, em 1783, e estando a população local sem hipóteses de escapar à corrente de lava refugiada na igreja, o sacerdote saiu para a rua e, a poucos metros do templo, como por milagre, a lava parou e toda a população foi poupada à morte.”

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http://www.publico.pt/n1690305

Há 150 anos, a Veneza de John Ruskin era assim

“350 daguerreótipos ligados ao célebre crítico de arte foram agora publicados em livro. São imagens com 150 anos, dos princípios da fotografia, muitas delas inéditas e descobertas num leilão de província.”

“John Ruskin pode não ser o autor de todas as imagens agora publicadas no volume Carrying Off the Palaces, mas é certamente o homem que as torna possíveis. É ele quem escolhe os locais e os elementos a fotografar, é ele quem forma os assistentes que o substituem sempre que não está atrás da câmara.

É esta a conclusão a que chegam os autores deste novo livro que reúne, segundo a crítica especializada, um “impressionante” conjunto de daguerreótipos ligados a John Ruskin (1819-1900), o crítico da época vitoriano que é um dos mais importantes teóricos de arte e arquitectura britânico de todos os tempos. Um livro que põe termo a um processo de investigação que começa há nove anos, com um leilão de província em que dois negociantes e estudiosos da fotografia do século XIX, Ken e Jenny Jacobson, compraram um lote de 188 imagens feitas em Itália, França e Suíça – Veneza e Alpes, sobretudo – na década de 1850, quando a fotografia não tinha sequer 20 anos.”

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1690439

MÚSICA – crítica

Cinderela (en)cantada: com libré e modernice – Artigo de: Manuel Pedro Ferreira

“Os personagens principais tiveram dois excelentes cantores a servi-los na ópera La Cenerentola.

Rossini, já se sabe, é uma festa. E a história de Cinderela, uma fantasiosa inevitabilidade. É portanto inevitável festejar a sua versão rossiniana: a ópera La Cenerentola (1817), que ressurge no palco de São Carlos (onde foi representada logo em 1819) por via de uma produção do seu teatro homónimo napolitano.

A encenação de Paul Curran contextualiza os eventos nos anos anteriores à 1ª Guerra Mundial, altura em que a estrutura social aristocrática, com os seus criados de libré, ainda pode ser imaginada. A opção é defensável, mas tem uma consequência desastrosa na cenografia: o palácio em estilo barroco, decadente, que representa o Castelo do Barão, surge com mais dignidade do que a supostamente deliciosa casa do Príncipe, em estilo art nouveau, que parece feita de pechisbeque. Isto porque o efeito de luxo conseguido pela “arte nova” se deve menos ao desenho e aos seus motivos florais do que à escolha e combinação dos materiais. A cenografia tradicional, bem adaptada a teatros oitocentistas, recorre à tela pintada, ao cartão, a madeira e a tecido barato; na ausência de uma manufactura convenientemente ilusionista, a cenografia de Pasquale Grossi para os interiores principescos tresanda a painel de supermercado”

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1690467

 

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