Revista da semana por Luís Rocha

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Revista da semana

De 17/05 a 22/05/2015

Dado o momento politico/económico que se vive na Europa, de que Portugal faz parte, o jornalista Fernando Sobral do Jornal “Negócios” escreveu esta semana um artigo com o título:

“O fim da política como a conhecemos”

que, pelo seu conteúdo e actualidade, entendi destacar e por à reflexão dos leitores. Cito algumas partes do texto:

“A crise financeira trouxe à tona de água muito do que se escondia no fundo dos rios de Portugal: o estilhaçar do Estado social, a corrupção endémica, a partidarização excessiva que contaminou a administração, a pobreza geral do país (económica, moral e cultural).

A crise vai contaminar os partidos políticos que se sucedem na governação desde o 25 de Abril, numa espécie de condomínio privado, como sucede mesmo aqui ao lado, em Espanha. A destruição acelerada das classes médias, que trocavam a sua segurança pelo voto no PS, PSD e CDS, está a destruir o palco fulcral destes partidos: o centro. A insegurança geral veio para ficar, porque faz parte da globalização. Por isso esquerda e direita, liberais e marxistas, estão confundidos. A política submeteu-se à gestão, os políticos aos técnicos, os visionários aos burocratas. É neste ácido sulfúrico que os partidos do sistema se estão a corroer.

[…]

Acorrentados à dívida brutal, os políticos também vão ter menos espaço para promessas. Assim, que política teremos para o futuro?

[…]

Agora cada um realiza-se, de forma eufórica, trabalhando “para si”, até quase morrer, porque o “êxito individual” deve ser conseguido a todo o custo. É por isso que vemos cada vez mais uma sociedade esgotada.

[…]

Há uma sociedade em mutação profunda, das relações de trabalho (e este deixou de ter o valor que tinha há décadas) aos comportamentos sociais. E os partidos não entenderam ainda que isto está a demolir os pilares da democracia como eles a entendiam e a partir da qual organizavam o seu assalto ao poder

[…]

A fuga de portugueses deste país mostra que se ainda há uma válvula de escape, isso não durará para sempre. O neoliberalismo global está a destruir a segurança e as obrigações e vínculos. Nenhum emprego está já seguro. Nenhum sistema de segurança pode ser garantido.

Ler em:

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/fernando_sobral/detalhe/o_fim_da_politica_como_a_conhecemos.html

Em Portugal a preocupação actual dos políticos é a da demagogia eleitoral, com promessas que não vão cumprir. É a política do vale tudo. Veja-se o artigo de Helena Pereira/Observador sobre o programa eleitoral do PS:

“PS propõe Banco Ético para ajudar famílias endividadas”

António Costa acredita que é essencial proteger as famílias, sobretudo as mais endividadas. Os socialistas propõem a criação de um Banco Ético que ajude a travar o sobreendividamento

“A proteção das famílias sobreendividadas é uma das prioridades de António Costa. No programa eleitoral do PS, apresentado esta quarta-feira, os socialistas prevêem a criação de um Banco Ético, que ajude a travar o sobreendividamento das famílias e que permita que as famílias possam renegociar as suas dívidas. Entrega do imóvel em caso de dívida ao banco, de forma a extingui-la, também fará parte das linhas programáticas dos socialistas.

Suspensão das penhoras por parte das Finanças, à semelhança do que sucedeu com a Segurança Social;”

[…]

É ainda criada uma contacorrente entre Estado e contribuinte para que “pessoas com rendimento abaixo de um certo montante e empresas com IRC abaixo de certo valor possam compensar créditos sobre o Estado que tenham ao fisco e Segurança Social, até a um limite de valor, através de um contacorrente entre o Estado e o contribuinte”.

Ler em:

http://observador.pt/2015/05/20/ps-quer-impor-prazos-a-decisoes-do-tribunal-constitucional/

Entretanto os partidos da coligação no governo vão apresentando, à sua maneira, os resultados que consideram positivos da sua governação ao mesmo tempo que fazem promessas sobre o crescimento da economia, da redução do desemprego e de algum alívio nos impostos e taxas ao consumo, anunciando que tem os ”cofres cheios”.

Ainda no poder e com o seu apoio o Parlamento aprovou por unanimidade a continuidade (em 2015) da dedução no IRS das despesas de saúde taxadas com IVA de 23%, desde que acompanhadas de receita médica.

Despesas de saúde com IVA a 23% voltam a ser deduzidas no IRS, mas têm de ser validadas no portal e-fatura

Autor: Marlene Carriço/Agência Lusa

Parlamento aprovou, por unanimidade, alteração que permite que as despesas de saúde com IVA a 23% continuem a ser deduzidas em IRS, desde que acompanhadas por receita. Será preciso validar no e-fatura

“Cada contribuinte deve consultar regularmente a sua página do e-fatura para confirmar as faturas que ficam pendentes

Os deputados da Assembleia da República aprovaram, esta sexta-feira, por unanimidade, o projeto de lei da maioria que dita que as despesas de saúde com IVA a 23% continuem a ser deduzidas em IRS desde que acompanhadas por receita médica.

Desta forma, o Governo recua face ao que ficou contemplado na reforma do IRS, que entrou em vigor em janeiro deste ano.”

[…]

Esta alteração, disse ontem ao Observador fonte oficial do Ministério das Finanças, “deverá produzir efeitos desde 1 de janeiro de 2015, devendo, nesse caso, a Autoridade Tributária e Aduaneira proceder ao reenquadramento destas faturas emitidas desde essa data”.

Ler em:

http://observador.pt/2015/05/22/parlamento-aprova-que-despesas-de-saude-com-iva-a-23-sejam-deduzidas-no-irs/

Ao mesmo tempo Cavaco e Silva vai dando também a sua participação na campanha eleitoral, como se pode ler no artigo de Rui Ramos/Observador

“Porque é que só Cavaco Silva e Evans-Pritchard estão preocupados?”

Um dia antes de o Estado português colocar dívida a taxas negativas, o célebre comentador de economia do Daily Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, reparou no que diz o PS – o PS que pretende acabar com a austeridade, como pretendia o Syriza, o PS que promete reverter a privatização da TAP, como o Syriza prometia reverter a privatização do porto do Pireu, ou o PS que garante a reposição das 35 horas na função pública, como o Syriza garantia a readmissão de funcionários. Evans-Pritchard ficou sem dúvidas: no caso de uma vitória socialista em Portugal, a Europa terá uma nova Grécia à beira da saída do Euro.

[…]

Os mais sábios lamentam ver os partidos a fazer promessas ou a pedir maiorias absolutas em vez de esclarecerem a sua disponibilidade para compromissos — mas interpretam uma coisa e outra como legítimas malandrices de recreio eleitoral. A expectativa é que depois das eleições toda a gente se modere e se entenda. Por isso, ninguém parece preocupado, a não ser o Presidente da República, além de Evans-Pritchard. Tem o Presidente motivo para estar inquieto?

[…]

No seu artigo, Evans-Pritchard enumerou com gosto as dificuldades do país mais endividado, mais envelhecido, e menos qualificado da Europa ocidental. A economia portuguesa foi a que menos cresceu na Europa do século XXI, mesmo antes da crise de 2008, quando tudo crescia. É verdade: o cumprimento oficial do programa de ajustamento e depois a enorme quantidade de dinheiro barato posto a circular pelo BCE ajudaram os compradores de dívida a esquecer esses pormenores. Mas quanto tempo durará a bonança? Uma campanha eleitoral demasiado ligeira ou uma situação governativa frágil podem subitamente multiplicar a incerteza e as dúvidas, mesmo sem variações do contexto internacional. Daí, a preferência do Presidente por “um governo com apoio maioritário na Assembleia da República”. Mas quase toda a gente resolveu interpretar esse cuidado como uma simples exorbitância de poder em fim de mandato.

Ler em:

http://observador.pt/opiniao/porque-e-que-so-cavaco-silva-e-evans-pritchard-estao-preocupados/

A comunicação social estrangeira (conservadora) vai também tomando partido, com argumentação sem sentido ao comparar o PS ao Syriza, como se pode ler no artigo de Liliana Valente/Observador:

“Telegraph compara discurso do PS de Costa ao do Syriza”

Na linguagem pré-eleitoral e nas propostas anti-austeridade, António Costa é semelhante ao grego Alexis Tsipras, defende no Telegraph um dos analistas mais influentes no Reino Unido.

FRANCOIS GUILLOT/AFP/Getty Images

As propostas socialistas são incompatíveis com o Tratado Orçamental e o discurso dos socialistas não é assim tão diferente das propostas do Syriza na Grécia, mesmo não sendo os dois partidos a mesma coisa.  É esta a análise feita por Ambrose Evans-Pritchard, jornalista e colunista do Telegraph, um dos mais influentes naquele país e seguido com atenção nos círculos financeiros de toda a Europa.

[…]

Para o colunista do Telegraph, lido por milhares de pessoas e conhecido pela suas posições heterodoxas (opõe-se frontalmente ao euro e é um crítico das políticas de austeridade), a aproximação do socialista ao Syriza faz-se em boa parte pela linguagem de António Costa, que, na opinião do colunista, tem adoptado uma retórica mais radical. Para o fundamentar, Pritchard dá como exemplos a discussão em torno da privatização da TAP e o acentuar do discurso contra a austeridade e contra o Fundo Monetário Internacional, evolução “que reflete o ambiente cultural dominante no centro esquerda de Portugal”.

Europe faces second revolt as Portugal’s ascendant Socialists spurn…

Germany is worried that any concession to Greece will set off political contagion and cause fiscal discipline to collapse across southern Europe

De acordo com Ambrose Evans-Pritchard, é este tipo de discurso que está a fazer soar os alarmes em Berlim. Angela Merkel tem-se colocado ao lado do Governo de Passos Coelho, dando-o como exemplo e, para o analista, o facto de o PS estar à frente nas sondagens e de ter um discurso que pode provocar dúvidas é não só motivo de inquietação como de receio de um contágio vindo da Grécia:

Ler em:

http://observador.pt/2015/05/20/telegraph-compara-costa-ao-syriza/

Em simultâneo continua a decorrer o processo de campanha à Presidência da República Portuguesa (2016).

Ramalho Eanes apoia Sampaio da Nóvoa

Autor: Diogo Pombo/Observador

António Ramalho Eanes, antigo Presidente da República, vai estar presente na cerimónia em que Sampaio da Nóvoa apresentará a carta de princípios da sua candidatura, no Teatro Rivoli, no Porto.

JOSE SENA GOULAO/LUSA

António Sampaio da Nóvoa formalizou a sua candidatura às eleições presidenciais a 29 de abril

[…]

Ramalho Eanes é deste modo o terceiro ex-Chefe de Estado, depois de Mário Soares e de Jorge Sampaio, a manifestar publicamente o apoio à candidatura. “A Pátria e os grandes valores nacionais: a sua história, a sua cultura e a sua ética (de inspiração cristã)” foram os motivos apontados pelo general para apoiar Sampaio da Nóvoa.

[…]

Na Invicta, o candidato apresentará a carta de princípios, documento no qual vão constar os compromissos com os portugueses e o que pretende cumprir durante o mandato, caso seja eleito.

Ler em:

http://observador.pt/2015/05/22/ramalho-eanes-apoia-sampaio-da-novoa/

Sobre a caça ao voto merece também destaque a intervenção no Parlamento da deputada do BE Mariana Mortágua, conforme refere o artigo de Rita Dinis/Observador:

Privatização da TAP: Entre a “privataria” e a caça ao voto

Foi mais uma tentativa da esquerda de travar a privatização da TAP. Depois de acusações de “privataria” e “cobardia política”, maioria apontou o dedo ao PS: já abriu a caça ao voto.

MIGUEL A. LOPES/LUSA 

Os partidos à esquerda no Parlamento voltaram a fazer esta sexta-feira mais uma tentativa de convencer a maioria a travar o processo de privatização da TAP. A deputada do BE Mariana Mortágua acusou o Governo de “privataria”, o PCP acusou a maioria de não ler – “ou não ligar nenhuma” – as alternativas que os comunistas propõem, enquanto PSD e CDS lembraram que o PS em tempos foi favorável à privatização e que, quando está em jogo a “caça ao voto”, “perde a coerência”. Estiveram em discussão três projetos de resolução do PS, PCP e Verdes, e um projeto de lei do Bloco de Esquerda, mas foram todos chumbados.

“O que se passa neste país só tem um nome, é  ‘privataria’, é um assalto ao país”, atirou a deputada bloquista Mariana Mortágua, classificando a ação do Governo como um “ato de cobardia política”, por “fazer sempre valer a sua posição através do medo, ao dizer que, se não houver privatização, a TAP vai ao charco” e por fazer das greves “o seu bode expiatório”.

[…]

A moeda de troca do PSD e CDS perante as acusações da esquerda foi disparar contra o PS que, segundo começou por dizer o deputado social-democrata Luís Vales, “sempre quis privatizar a TAP”. “A anterior decisão da privatização da TAP foi tomada num Conselho de Ministros em que António Costa participou”, disse. O argumento foi repescado pelo deputado do CDS Hélder Amaral, que disse mesmo que “o PS sempre quis mas nunca teve foi a competência para fazer a privatização da TAP”.

[…]

Na quinta-feira, o Governo decidiu em Conselho de Ministros passar à fase de negociação com dois dos três candidatos à compra de 66% do grupo TAP, Gérman Efromovich e David Neeleman, afastando o consórcio de Miguel Pais do Amaral, por incumprimento dos “requisitos mínimos legalmente exigidos pelo caderno de encargos”.

Ler em:

http://observador.pt/2015/05/22/privatizacao-da-tap-privataria-caca-ao-voto/

A nível internacional continuam os conflitos por todo o mundo, com maior intensidade na Ucrânia e nos estados Islâmicos, conforme refere a BBC News nos artigos publicados esta semana

Russian and Ukrainian media comment

Russian state media are sceptical about the Eastern Partnership summit.

The government daily Rossiiskaya Gazeta says the gathering is “so lacking in hope and prospects that it can only be compared to fishing without a bait”.

“It promises nothing, not entry to the EU nor cancellation of visas, but it demands plenty,” says the state-controlled Channel One TV.

Rossiya1 TV adds that the Eastern Partnership scheme has “outlived its usefulness”.

In Ukraine too there is little positive media comment on the summit.

“Ukraine itself brought about the Riga summit’s failure,” says Yevropeyska Pravda website.

It adds that “Kiev only has itself to blame” for not implementing a visa liberalisation action plan with the EU.

Source: BBC Monitoring

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Ukraine’s economy continued its contraction in the first quarter of 2015, and Kiev faces huge debt repayments to its international creditors.

More than 6,000 people have been killed in fighting in eastern Ukraine that began in April 2014 when rebels seized large parts of the Donetsk and Luhansk regions. This followed Russia’s annexation of the Crimea peninsula.

The Ukrainian government, Western leaders and Nato say there is clear evidence that Russia is helping the rebels with heavy weapons and soldiers. Independent experts echo

Ler em:

http://www.bbc.com/news/world-europe-32843610

Islamic State: How it is run

By Aidan Lewis

Islamic State has seized large swathes of territory in Syria and Iraq

In a ground mission in eastern Syria last weekend, US special forces killed Abu Sayyaf, a man they described as playing a key role in Islamic State’s oil and gas operations.

The American commandos were quickly engaged in a firefight, during which Abu Sayyaf was killed. But their original goal was to capture and interrogate him, apparently in an effort to improve their understanding of how IS works.

It raised the question of how much is known about the structure of an organisation that rapidly overran large parts of Syria and Iraq last year, and has been able to hold onto much of that territory despite months of air strikes by a US-led coalition.

On a broad level the shape of Islamic State may seem fairly clear.

[…]

IS is believed to operate a “one-plus-four” command structure in Syria and Iraq. From Abu Bakr al-Baghdadi at the top, down to provincial and district levels, IS is headed by a leader and four councils.

The plans for Islamic State’s rapid rise were detailed in the papers of Haji Bakr, the man described in a recent report by Germany’s Der Spiegel as the group’s architect.

He laid out a detailed strategy for the takeover and administration of towns that focused heavily on surveillance and espionage, drawing on the experience of a group of Iraqi former intelligence officials.

Haji Bakr was killed in northern Syria in January 2014, several months before his group’s sudden expansion.

Yet material on the current structure of IS, and some of the names of the people with positions of responsibility, have also surfaced through administrative documents that have been leaked or seized.

[…]

Ler em:

http://www.bbc.com/news/world-middle-east-32829096

Islamic State: Is the US-led campaign flawed?

By Frank Gardner/BBC security correspondent

Islamic State fighters have forced Syrian troops to retreat from key positions

As the jihadist fighters of Islamic State push ever further across Syria and Iraq, taking cities, airbases, prisons and border posts, US President Barack Obama has dismissed their gains as “a tactical setback”.

The US-led coalition against IS, he insisted, is not losing to the jihadists. But the awkward truth is, the coalition is certainly not winning.

Every day that IS continues to even exist on the ground, every day that it carries out its harsh rule on a cowed population, and every day that it grows closer to becoming an entrenched, functioning, if albeit pariah state, is a mark of failure by some of the world’s richest and most powerful armed forces ranged against it.

“I think the coalition strategy against IS was kind of non-existent,” says Charlie Winter, a research analyst with the London-based counter extremism think-tank Quilliam.

“From the beginning it was dropping bombs against Islamic State positions, hoping to try and kill a few leaders, take out some artillery positions, that sort of thing.

“But besides that, it has resoundingly failed. Ramadi has just been taken, Palmyra has just been taken, Deir al-Zour airport is about to fall,” Mr Winter says.

Iraqi-Iranian deal

So, why is the strategy not working?

[…]

US air strikes were only called in at the last moment as Iraqi government forces took over from the militias.

‘Unco-ordinated’ campaign

On paper, the US-led coalition against IS boasts an impressive list of countries all lined up to help push this nightmare genie back into its bottle.

The US-led coalition have been carrying out air strikes against IS targets in both Iraq and Syria

But their interests are not necessarily the same.

“The problem is the diverging interests and strategies of the IS opponents,” says the Saudi analyst and expert on IS, Aimen Deen.

“The US, the EU, the GCC, Turkey and the Iranian axis (Iran, Assad, Baghdad and Hezbollah) as well as the rest of the Syrian opposition are fighting an unco-ordinated campaign against IS.”

From a coalition operations room in the Gulf, targets are identified, missions are drawn up, and aircraft from a range of European and Arab countries take part in precision-guided air strikes.

But there is only so much that can be achieved from the air.

IS fighters have learned to avoid exposing their forces and equipment in easily targeted columns that can be struck in open country, preferring instead to embed themselves wherever they can in populated areas amongst civilians.

The problem is that ultimately this is a campaign that can only be decided on the ground, and there is no universally acceptable force that can take that job on.

In Syria, IS has now overshadowed all other rebel groups and their only real enemy is the regime of Syrian President Bashar al-Assad, with its well-documented list of atrocities that include dropping barrel bombs filled with chlorine.

In both Syria and Iraq the poorly-armed Kurds have fought back tenaciously to defend their homeland from the advance of IS, helped by US air power.

But they don’t do expeditionary warfare and have no appetite for going off to fight outside their area.

Dire prognosis

The US military, having lost 4,491 servicemen and women in its eight-year occupation of Iraq, is very reluctant to get drawn back into combat operations there.

[…]

It does have around 2,000 trainers, advisers, planners and others in the country, but its efforts to rebuild the Iraqi army into a capable fighting force have so far failed.

The Sunni tribal militias, who were recruited so successfully in 2007 to expel al-Qaeda from their land have since grown disillusioned with the Shia-led government in Baghdad.

Many are unsure which is their greatest threat: the Sunni fanatics of IS or the Shia fanatics amongst the various militias deployed to fight IS.

As of May 2015 the only units capable of taking on IS on the battlefield are trained Shia fighters backed by Iran. That includes Hizbollah units sent from Lebanon and Iraqi Shia directed by Iranian Revolutionary Guards Corps advisers.

Neither will be popular in Sunni areas.

Against this backdrop, official US optimism about the direction of the campaign is unlikely to be matched by reality on the ground.

In the short term at least, the prognosis for that part of the Middle East is dire.

“The capture of Palmyra will not be the last setback for the antiIS coalition in Syria and Iraq,” says Mr Deen.

“Come Ramadan (mid-June), IS’ campaign will be relentless and almost unstoppable.”

Ler em:

http://www.bbc.com/news/world-middle-east-32846852

 

Sobre a situação da Grécia tudo continua sem acordos à vista e o ministro alemão Wolfgang Schäuble, reafirma o que já várias vezes enunciou como uma possível solução

Alemanha não defendeu, mas falou de moeda paralela para a Grécia

Autor: Edgar Caetano/observador

Wolfgang Schäuble admitiu que a Grécia poderá necessitar de uma moeda paralela se não houver progressos nas negociações com os credores. Quem o diz são fontes próximas do ministro alemão.

Schäuble referiu-se, por comparação, ao caso do Montenegro, um país onde circulam euros mas onde existe outra moeda.

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, tem vindo a discutir a possibilidade de a Grécia necessitar de uma moeda paralela caso não haja progressos nas negociações com os credores nas próximas semanas. Fontes próximas do responsável dizem que esta é uma possibilidade que está a ser admitida, ainda que não esteja a ser defendida pelo governo alemão.

[…]

A Alemanha e, em especial, Wolfgang Schäuble já sugeriu que o governo grego deve promover um referendo (que equivaleria a um referendo à permanência no euro) e surge, agora, a mostrar abertura a algo que vê como uma possibilidade: o recurso a uma moeda paralela na Grécia.

[…]

A emissão de moeda própria é uma ideia que tem sido sugerida por alguns economistas que admitem que a Grécia poderá fazer pagamentos internos utilizando notas de crédito (dos seus detentores em relação ao Estado grego) que, no fundo, iriam funcionar como uma moeda paralela já que poderiam, depois, oscilar de valor ao serem transacionadas entre as pessoas e, eventualmente, utilizadas na compra de bens ou serviços.

Esse poderia, contudo, ser o início do fim da permanência da Grécia na zona euro, já que a teoria económica sugere que em situações destas a moeda mais forte – o euro – acaba por sair de circulação.

Ler em:

http://observador.pt/2015/05/22/alemanha-nao-defendeu-mas-falou-de-moeda-paralela-para-a-grecia/

Finalmente uma referência para a inauguração do novo Museu dos Coches em Lisboa.

Em vários países que visitei coches e outras antiguidades estão em palácios ou edifícios similares. Em Portugal país que dispõe de tantos espaços onde os coches caberiam e ficariam bem enquadrados, o poder governante decidiu fazer um edifício megalómano e dispendioso, à conta do erário público de um país dito em “austeridade”.

Sobre o tema o jornalista Miguel Baltazar do Jornal de negócios escreveu

Museu dos Coches tem nova casa

É uma obra pensada pelo Governo de José Sócrates. Mas foi o Executivo de Passos Coelho que a inaugurou. E com o próprio primeiro-ministro e o Presidente da República.

A nova casa do Museu dos Coches foi inaugurada esta sexta-feira, 22 de Maio, com abertura ao público a 23 de Maio de 2015.

 

É uma obra de 40 milhões de euros, pensada no Governo de José Sócrates. Mas foi o seu sucessor, Pedro Passos Coelho, que deixou de ter ministério da Cultura para pôr sob sua alçada a secretaria de Estado da Cultiura, que inaugurou o novo espaço em Belém, Lisboa.

[…]

Na intervenção, o Presidente da República recordou a rainha Dona Amélia que, numa decisão “a todos os títulos singular”, mandou recolher nas instalações do Picadeiro Real as viaturas da corte.

Assim, continuou, “surgiu um museu original, único na Europa e no mundo, inteiramente dedicado aos coches e aos diversos acessórios da arte equestre”.

Ler e ver vídeo em:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/museu_dos_coches_tem_nova_casa.html

O Jornal Observador publicou um exaustivo artigo da autoria de Sara Otto Coelho e Hugo Amaral

A longa viagem dos coches até ao novo Museu

Controverso desde o início, o novo Museu dos Coches abre as portas a 23 de maio. Há simbiose entre passado e presente, há novos coches para ver e há também atrasos. Mesmo em dia de inauguração.

 

O novo Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, abre ao público no dia 23 de maio, exatamente 110 anos depois da rainha D. Amélia ter criado a instituição. Ao todo, no novo espaço vão estar 70 meios de transporte, entre coches, berlindas, liteiras e cadeirinhas. O Observador fez a visita guiada com a diretora do Museu, Silvana Bessone, e reuniu sete pontos chave que não deve perder.

Veja abaixo do mapa a história e as características de cada um deles.

O nome oficial deve-se à mesa que está no centro do coche, mas na verdade quase toda a gente o conhece como “o coche da troca das princesas”. Isto porque foi utilizado na cerimónia que ocorreu em 1729 na fronteira entre Portugal e Espanha, sobre o rio Caia, e que consistiu na saída de Portugal da princesa D. Maria Bárbara, filha de D. João V, para casar com o futuro rei de Espanha, Fernando VI. No mesmo momento, o país recebeu a infanta espanhola D. Mariana Vitória, filha de Filipe V, para casar com o futuro rei de Portugal, D. José I. A caixa fechada, de forma octogonal, só tem vidros nas portinholas. O interior é revestido a veludo carmesim, com o teto agaloado e franjado a ouro.

Um percurso feito à velocidade de coche

No sábado, momento em que o novo Museu dos Coches vai receber o visitante número um, ter-se-ão passado mais de 20 anos desde que foi dado o primeiro passo para a sua criação. Esse foi dado por Pedro Santana Lopes, que entre 1990 e 1994 foi secretário de Estado da Cultura do Governo de Cavaco Silva, e que deu a ordem de compra dos terrenos das ex-Oficinas Gerais do Material do Exército.

O artigo tem muita informação, imagens e vídeos que vale a pena ler e ver:

http://observador.pt/especiais/longa-viagem-dos-coches-ate-ao-novo-museu/

 

 

 

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