IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (116)

QUE VALHA A PENA

Já me falta o tempo

Escasseia,

Escorre por entre os dedos,

Como se fosse areia.

Já consigo adivinhar o fim da jornada

Perdi-o pelo caminho, procurando medos.

Maldito tempo,

Transformado em nada.

.

Já não tenho tempo

Maldito sejas, que me faltas agora

Corri atrás de ti

Sem me dar conta

De que sempre foste meu

Em todo o segundo, em toda a hora,

Sem dar fé que te perdi,

Que te gastei, a ti

Que eras meu … MEU!

Maldito seja eu

Que me esqueci de te apreciar

De te aproveitar

E de ver para que servias.

E agora, sem te ter,

Já me faltam poucos dias

Que não chegam para o que tenho para fazer!

.

Porque foste fugidio,

Como se fosses uma cobra,

Como se fosses um rio?

Porque não me disseste

Que precisava aproveitar-te,

Trabalhar e criar obra?

Porque não me avisaste?

Maldito sejas tu, tempo,

Que por minha culpa te gastaste,

Sem tino, sem lamento.

.

Olho para trás

Já nada presta,

Já falta pouco,

Já pouco me resta,

Fui nesta vida, um tonto, um louco.

.

Deste tormento,

Sem obra,

Sem criação e sem lema,

Já só tenho tempo,

Para que o tempo que me sobra

Não seja para mim um lamento,

E valha a pena!

.

.

.

About José Fernando Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

One comment

  1. Pingback: IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (116) | joanvergall

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