UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (8)

Cidade do Porto

Cidade do Porto

O Porto tem todas as razões para ser bairrista e regionalista.

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O Porto tem todas as razões para ser bairrista e regionalista.

Não de um modo negativo onde o meu é melhor do que o teu, mas de uma forma saudável, insubmissa, orgulhosos da nossa maneira de ser e do que temos, sem comparações ou disputas.

A cidade tem razões para se orgulhar da sua luz, dos rostos enrugados das suas gentes, da sua maneira de falar, dos seus impropérios, dos seus Invernos chuvosos e cheios de mistérios, dos seus poentes de ouro a colorir o granito, do cheiro a rio e a mar, da bruma que paira no ar e no mar que se avista até ao infinito.

A cidade do Porto tem razões para se orgulhar dos seus muitos bairros, limpos e compostos apesar de ainda haver bairros como o do Nicolau, e das muitas zonas já recuperadas e alindadas apesar de haver ainda ruas e ruas com inúmeras casas sujas e entaipadas ou em quase completa  ruína.

Tem razão de se orgulhar do sucesso do arranjo do Mercado do Bom Sucesso, apesar de o do Bolhão não ter ainda arranjo à vista e estar ainda num estado lastimável de  decrepitude.

Tem também razões de orgulho nas suas contas à moda do Porto, traduzidas numa gestão camarária exemplar e nas suas contas em dia.

Tem razões, a cidade, para se orgulhar da sua recente modernidade e enorme sucesso, expressos na sua Universidade, em Serralves, no estádio do Dragão ou no do Boavista, na Casa da Música, na “movida” da sua noite, no Palácio da Bolsa, no aumento enorme do número de turistas que nos visitam, no Metro do Porto, no Parque da Cidade, na livraria Lello ou no Café Majestic, apesar de enormes zonas da cidade como Campanhã ou Bonfim, ou como a escarpa sobre o Douro entre pontes a montante da de Luís I, e muitas outras, estarem ainda num estágio muito primário de desenvolvimento, para não dizer extremamente degradadas.

Tem ainda razões para ter orgulho nas suas gentes, que tudo fizeram ao longo de muitos anos para elevar a cidade ao alto nível em que ela hoje se encontra, falada e elogiada por muitos por esse mundo fora, apesar de alguns, muito poucos, sempre e para sempre os mesmos, extremamente ruidosos e com cobertura jornalística alargada, as denegrirem por tudo e mais alguma coisa, motivados por interesses políticos por demais confessados, como se tais atitudes lhes trouxessem algo mais que olhares condescendentes de alguns e um quase desprezo de quase todos.

Os “mas” que apontei, e outros “mas” que a seu tempo enumerarei, fazem parte das novas expectativas dos Portuenses a partir da passada terça-feira, aquando da tomada de posse do novo Presidente da Câmara, Rui Moreira. A cidade está expectante, esperançada em dias ainda melhores.

Ousemos, os nossos visitantes e nós, inclinar os ouvidos para melhor ouvirmos a voz apaixonada da cidade.

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1952, também um ano memorável para a cidade

O Mercado do Bom Sucesso

NOVO MERCADO DO BOM SUCESSO

NOVO MERCADO DO BOM SUCESSO

Foi no ano de 1952 que se deu a inauguração do segundo Mercado Municipal de referência, do Porto.

Também nesse ano outras coisas muito importantes aconteceram na cidade. A inauguração do estádio das Antas, que haveria de durar 52 anos, a inauguração do hoje chamado Pavilhão Rosa Mota, no local onde antes esteve o saudoso Palácio de Cristal – obra prima da arquitectura, construído em granito, ferro e vidro, para albergar a Exposição Internacional do Porto realizada em 1865 – que tinha sido demolido um ano antes debaixo de polémica, e que mais uma vez está envolvido em acesa controvérsia por causa da sua remodelação, e o nascimento deste vosso escriba.

Cinquenta anos depois da inauguração do Mercado, com a evidente degradação que já ostentava, a Câmara do Porto decidiu implementar obras de restauro e remodelação.

Já corria mundo a discussão polémica sobre as obras no “outro” mercado Municipal da cidade, o do Bolhão, com evidentes prejuízos para a concretização das mesmas, sendo que ainda hoje não há ninguém que se entenda e tudo está parado. Assim, democraticamente, a aparente falta de pulso para fazer valer as ideias, os pontos de vista antagónicos e um braço de ferro entre os que têm o poder e os que falam muito alto, provocam a estagnação.

Feitos os estudos para o Mercado do Bom Sucesso, o projecto foi aprovado com os votos de três partidos, o PSD, o PP e o PS, e com a contestação ruidosa dos do costume, que iniciaram um Movimento, o “Mercado do Bom Sucesso Vivo”.

As obras começaram, fizeram-se, e em 2013, em Junho, deu-se a inauguração. Hoje, quatro meses passados o Novo Mercado do Bom Sucesso mostrou já, ser um sucesso total, dando razão a quem concebeu e a quem implementou a transformação. Os resultados económicos ultrapassaram em muito as esperanças mais optimistas. É verdade que hoje o Mercado já não é um mercado de frescos, deixando esse papel, agora isolado, para o do Bolhão. Hoje o Bom Sucesso tem lojas gourmet, lojas de vinhos, presuntaria, chocolataria, restaurantes, um hotel, esplanadas, bares e num cantinho, um mercadito de productos frescos onde só falta a peixaria para fazer companhia às flores e às leguminosas, ao talho e à frutaria.

O Novo Mercado é já um “must” da cidade do Porto.

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O Desastre do Veronese

100ANOSVoltei ao salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Leça da Palmeira para ouvir mais algumas palestras sobre o desastre do navio Veronese. Infelizmente só me pude deslocar no Sábado de manhã, perdendo por completo os temas, interessantíssimos que haveria da parte da tarde. Os temas mais empolgantes da manhã, versaram os faróis e farolins da costa Portuguesa.

As comemorações do 100º Aniversário têm tido muitos e bons oradores, a par da exposição que se pode e deve apreciar no mesmo Salão Nobre, mas há coisas que não posso deixar de dizer, dada a tristeza que me provocam.

Estavam cerca de 60 ou 70 pessoas a assistir a estas últimas palestras a que assisti, e, talvez quatro ou cinco tivessem menos de 60 anos de idade, mas mais de 50.

Os mais novos não aparecem, não sei se por falta de interesse, se por falta de suficiente publicidade se por qualquer outra razão, como por exemplo o estarem a dormir depois de uma noitada. O certo é que estas palestras e outras do género, são ouvidas sempre e só pelos mesmos, na sua maioria os mais idosos e interessados em saberem das estórias e da história das nossas terras.

Ainda falta algum tempo, cerca de três semanas para que a exposição acabe. É altura de se tirar de molezas e se deslocar até lá para aprender mais alguma coisa sobre a história de Leça da Palmeira.

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A PONTE MÓVEL DE LEIXÕES

A ponte está, oficialmente avariada. A precisar de obras pequenas e não urgentes, os responsáveis terão aproveitado uma avaria que parece muito complicada de resolver, para as implementarem. A sua resolução poderá levar ainda alguns dias.

A Administração dos Portos do Douro e Leixões assegura, por isso mesmo, transporte gratuito dos passageiros, feito por autocarros fretados para o efeito, que vão utilizar a ponte da A28 sobre o porto das 22h. até às 7h. Das 7 às 22h., o transporte será efectuado pelo interior do porto, minimizando assim os efeitos das obras de repavimentação da A28.

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Cidade Limpa

último grafittiA última obra de Rui Rio, no Porto — visível a olho nu — não é uma “Mancha Cinzenta sobre Fundo Cinzento“. Na sexta-feira, a Câmara do Porto apresentou no seu site “as primeiras pinturas, reproduzindo fotos antigas de determinados lugares do Porto” numa parede (com 124 metros quadrados) da Rua de Agramonte, Frederico Campos, autor do efémero “Anti-grafitos“, é um dos autores deste mural (onde figuram a antiga Capela do Bom Sucesso e respectiva fonte, a Praça de Touros que em tempos existiu na Rotunda da Boavista, o antigo Mercado do Bom Sucesso e um plano da Avenida da Boavista). Esta é apenas a primeira etapa de uma série de pinturas, que irão preencher o muro da antiga Estação da Boavista, na Avenida de França. “Com este projecto, que acaba de dar os primeiros passos no terreno, a autarquia pretende separar o trigo do joio, limpando o que é lixo e procurando fomentar o gosto e o orgulho pelo património e pela história da cidade do Porto”, lê-se em comunicado. L.O.C.

(Ana Maia – Público P3 – 22/10/2013)

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EVENTOS NA CIDADE

Ciclo Cinema da Cidade – CURTAS METRAGENS

ciclo cinema A não perder.


25 OUTUBRO
SEXTA FEIRA 22:00

Pedro e Filipe Pinto
“Mulher. Mar”

Jerónimo Rocha
“Breu” e ” Les Paysages”
Claudio Sá
“ As Lágrimas de um palhaço”
Norberto Fernandes
“Porto Mercado Aberto”
José Pedro Lopes
“O Risco”

26 Outubro
SÁBADO18:30

Luís Campos
“Quando eu morrer”
Luís Ismael
“Consequências”
A pequena Tulipa
” A Praia”
Joge Quintela
“O Amor é a solução para falta de argumento”

SÁBADO 22:00

Pedro Lino
” O CÁGADO”
Barbára Veiga
“Viagem até casa”
Nuno Rocha
“3X3”
Victor Santos
“Perdido e achado”
André Guiomar
“Pitón”
Pedro Rocha Nogueira
“Auto do cordeiro”

Flea Market Porto

flea.

Urban Market

Urban Market

Urban Market

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About José Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

2 comments

  1. Tenho gostado de o ler: os meus cumprimentos.
    Obrigada por partilhar comigo.
    Maria Mamede

    Gostar

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