IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (137)

NUM ELÉCTRICO DE COR AMARELA

 

 

A paisagem corre devagar

Vidro embaciado, chuva miudinha

Sorrateira, instalas-te no meu colo

Vieste não sei de onde, és bela

Quase sem querer, começo a amar-te

A correr o teu corpo, sabendo-te minha

Esqueço-me de tudo, tu és meu consolo

És a minha égua, montada sem sela

E, extremo gozo

Ninguém suspeita de ti,

Nua, comigo, aqui

Neste eléctrico de cor amarela

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