NUM ELÉCTRICO DE COR AMARELA
A paisagem corre devagar
Vidro embaciado, chuva miudinha
Sorrateira, instalas-te no meu colo
Vieste não sei de onde, és bela
Quase sem querer, começo a amar-te
A correr o teu corpo, sabendo-te minha
Esqueço-me de tudo, tu és meu consolo
És a minha égua, montada sem sela
E, extremo gozo
Ninguém suspeita de ti,
Nua, comigo, aqui
Neste eléctrico de cor amarela
.
.
.



Fantástica poesia e foto! Sempre gostei muito de elétricos! Andei muito neles em Coimbra!