6. O dia 22 Fevereiro de 1984, “Viva a Crise!” – PARTE III

(In blog NICO, 22/02/2014)

É um espanto, não? No final, poderíamos pensar que a dimensão das medidas liberais tomadas por Hollande tranquilizou Joffrin & associados pelo facto de que a esquerda francesa definitivamente se tem entregue ao realismo de direita. Mas não acredito nisso, as medidas tomadas nunca irão suficientemente longe para eles e encontrarão sempre um país mais avançado e mais moderno, de que a França faria muito bem em se inspirar sob pena de declinar.

6. O dia 22 Fevereiro de 1984, “Viva a Crise!” – PARTE II

(In blog NICO, 22/02/2014)

A mensagem central veiculada por Vive la Crise é a  seguinte: a crise pode ser uma oportunidade de retoma e de modernização da sociedade se as pessoas (as pessoas modestas, certamente) estiverem prontas para fazer esforços e renunciarem nomeadamente a uma grande parte dos seus acervos sociais que passaram agora a serem considerados arcaicos.

6. O dia 22 Fevereiro de 1984, “Viva a Crise!” – PARTE I

(In blog NICO, 22/02/2014)

Nos Estados Unidos, 1984 é o ano de emergência de uma tendência moderna, no partido democrata, na parte mais próxima possível dos meios de negócios e mais afastada dos sindicatos, que vai celebrar sistematicamente o culto dos empresários dinâmicos. No Reino Unido, é o início da greve dos mineiros, que durará um ano e será um terrível fiasco. É evidente que estas reformas liberais que se difundem nos anos 80, exigem como condições prévia a liquidação ou,  em todo caso,  o enfraquecimento do sindicalismo.

5. O jornal “LIBÉRATION“ e os patrões : juntos desde 1984 – PARTE III

(Sébastian Fontenelle, in blog Bakchich, 2014)

E que importa, se a pax americana é feita à custa de grandes chacinas patrocinadas por Washington, nos indigenatos locais, com algumas centena de milhares de mortes – Yves Montand não “suporta” de resto “” que se lhe fale do Chile, ou de Salvador: “Isso, eu conheço, conheço muito bem, para., papá”

5. O jornal “LIBÉRATION“ e os patrões : juntos desde 1984 – PARTE II

(Sébastian Fontenelle, in blog Bakchich, 2014)

Convém por conseguinte, explica Libération, concluir a mutação que a esquerda realista deseja de todo o seu coração e de mandar para o sótão das antiguidades a antiga França, cristalizada no Estado-Providência, de que o excelente François de Closets tão magnificamente demonstrou, num maravilhoso best-seller “publicado em junho de 1982”, que ela está povoada, nos seus espaços de trabalho, de milhões de parasitas que querem – é o título desta “fenomenal” obra: “Sempre mais! ” “

5. O jornal “LIBÉRATION“ e os patrões : juntos desde 1984 – PARTE I

(Sébastian Fontenelle, in blog Bakchich, 2014)

E não é de forma alguma da sua culpa, se estes renegaram tão rapidamente a sua boa – a sua excelente – vontade que se “quebrou não sobre o muro do dinheiro mas sobre o muro da realidade”, que é não haver no mundo livre, como tão pertinentemente o ilustrou a deliciosa senhora Thatcher (mesmo que tenha posto à fome o proletariado inglês e deixasse morrer nas suas prisões alguns contestatários Irlandeses), nenhuma alternativa a uma completa submissão dos povos às justas leis do capitalismo.

4. A eterna pedagogia da submissão

(Pierre Rimbert, in Le Monde Diplomaqique, Fevereiro de 1999)

Às categorias direita-esquerda ou dominantes-dominados, eles substituíam-nas por modernidade-arcaísmo, o que era feito para desqualificar qualquer exposição de uma problemática em termos políticos. Serge July, diretor de Libération , contava-se no número destes inovadores.

3. “Viva a crise!”, Uma fábula de trinta anos – Parte II

(In Regards.fr, 21/02/2014)

A política preconizada em Viva a crise!, na verdade, infligiu-nos o que ela nos pretendia poupar – ainda que os seus defensores digam, hoje, que é assim porque não se foi então suficientemente longe nas politicas seguidas.