10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte IV

(Por Rawi Abdelal, 2005)

O primeiro passo de Delors foi uma diretiva em Novembro de 1986 que altera da diretiva de 1960. Numerosas operações em capital consideradas nesta última como suscetíveis de liberalização condicional passaram a estar na lista das transações a liberalizar sem condições.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte III

(Por Rawi Abdelal, 2005)

O internacionalismo liberal desenvolvido pela esquerda nos anos 1980 não é único na história francesa, nem mesmo excecional em similar caso. Encontra-se um precedente na primeira época de mundialização, que se situa aproximadamente entre 1880 e 1914. Não somente a esquerda francesa afirmava que enquanto os trabalhadores dos outros países melhorariam o seu destino graças ao comércio, a sua posição assentava também sobre considerações políticas mais profundas.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte II

(Por Rawi Abdelal, 2005)

Durante este tempo, os especuladores não deixaram de estar a atacar o franco, que tinha sido desvalorizado três vezes em dezoito meses. Mitterrand e os socialistas inverteram o vapor na primavera de 1983. Esta “viragem ” era uma confissão de derrota: os meios financeiros tinham ganho a batalha das vontades e das ideologias. A experiência socialista tinha falhado. Mitterrand tinha tido apenas êxito em dar o golpe de morte à solução à keynesiana de criação monetária e de redistribuição

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte I

(Por Rawi Abdelal, 2005)

No início dos anos de 1980, o direito nada tinha alterado mas as normas sociais do sistema financeiro internacional já não eram as mesmas. Várias, das grandes potências financeiras, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha e o Japão, tinham liberalizado os movimentos de capitais. Os seus governos, os seus bancos e as suas empresas contavam sobre uma evolução informal nesta direção.

9. A história de um cerco ideológico

(In Blog regain2012, 14/04/2013)

O resultado destas considerações políticas, psicológicas e tecnocráticas, é que durante estes anos, a Europa perdeu, com o mercado único capitais e as taxas de câmbio fixas, toda e qualquer possibilidade de conduzir políticas monetárias autónomas.O resultado desta conversão é “que a alma do socialismo morreu nestes últimos anos”, que o socialismo perdia, para sempre, a capacidade de pilotar a economia do país em plena soberania.

8. O mês em que a esquerda escolheu o rigor, as politicas de austeridade

(Gerard Moitti, in Express Expansion, 19/05/1993)

Um episódio crucial deste primeiro septenato: a decisão, em Março de 1983, de manter o franco no sistema monetário europeu – consagração da viragem do poder socialista para a política de rigor e de desinflação. No início do mês, François Mitterrand, sob a influência dos visitantes do serão (Jean Riboud, Laurent Fabius, Pierre Bérégovoy…), está decidido a deixar o SME e em deixar flutuar o franco. Alguns dias mais tarde, mudou de opinião. As etapas desta viragem histórica, como Jacques Attali as viveu.

7. Anos 80: Os Coveiros do Novo Mundo / Entrevista com François Cusset: PARTE II

(In Blog Article 11, 08/04/2011)

Anteriormente, a direita propunha apenas um sistema de valores, sem dimensão narrativa, quando a esquerda constituía um grande reservatório utópico de histórias possíveis; agora estamos na situação inversa: a esquerda defende certos valores mas não consegue pô-los em histórias tão bem quanto a direita.

7. Anos 80: Os Coveiros do Novo Mundo / Entrevista com François Cusset: PARTE I

(In Blog Article 11, 08/04/2011)

Eles enterraram tudo – a utopia, o pensamento crítico, a contestação, Marx, o comunismo e mesmo a história. O nosso mundo tornou-se um campo de ruínas, quando o deles se mostrava cheio de beleza e se afirmava com altivez, certo da superioridade das suas palavras de ordem: submissão ao mercado, à modernização tecnocrática, ao espírito de empresa e ao dinheiro-rei.