8. O mês em que a esquerda escolheu o rigor, as politicas de austeridade

(Gerard Moitti, in Express Expansion, 19/05/1993)

Um episódio crucial deste primeiro septenato: a decisão, em Março de 1983, de manter o franco no sistema monetário europeu – consagração da viragem do poder socialista para a política de rigor e de desinflação. No início do mês, François Mitterrand, sob a influência dos visitantes do serão (Jean Riboud, Laurent Fabius, Pierre Bérégovoy…), está decidido a deixar o SME e em deixar flutuar o franco. Alguns dias mais tarde, mudou de opinião. As etapas desta viragem histórica, como Jacques Attali as viveu.

7. Anos 80: Os Coveiros do Novo Mundo / Entrevista com François Cusset: PARTE II

(In Blog Article 11, 08/04/2011)

Anteriormente, a direita propunha apenas um sistema de valores, sem dimensão narrativa, quando a esquerda constituía um grande reservatório utópico de histórias possíveis; agora estamos na situação inversa: a esquerda defende certos valores mas não consegue pô-los em histórias tão bem quanto a direita.

7. Anos 80: Os Coveiros do Novo Mundo / Entrevista com François Cusset: PARTE I

(In Blog Article 11, 08/04/2011)

Eles enterraram tudo – a utopia, o pensamento crítico, a contestação, Marx, o comunismo e mesmo a história. O nosso mundo tornou-se um campo de ruínas, quando o deles se mostrava cheio de beleza e se afirmava com altivez, certo da superioridade das suas palavras de ordem: submissão ao mercado, à modernização tecnocrática, ao espírito de empresa e ao dinheiro-rei.

6. O dia 22 Fevereiro de 1984, “Viva a Crise!” – PARTE III

(In blog NICO, 22/02/2014)

É um espanto, não? No final, poderíamos pensar que a dimensão das medidas liberais tomadas por Hollande tranquilizou Joffrin & associados pelo facto de que a esquerda francesa definitivamente se tem entregue ao realismo de direita. Mas não acredito nisso, as medidas tomadas nunca irão suficientemente longe para eles e encontrarão sempre um país mais avançado e mais moderno, de que a França faria muito bem em se inspirar sob pena de declinar.

6. O dia 22 Fevereiro de 1984, “Viva a Crise!” – PARTE II

(In blog NICO, 22/02/2014)

A mensagem central veiculada por Vive la Crise é a  seguinte: a crise pode ser uma oportunidade de retoma e de modernização da sociedade se as pessoas (as pessoas modestas, certamente) estiverem prontas para fazer esforços e renunciarem nomeadamente a uma grande parte dos seus acervos sociais que passaram agora a serem considerados arcaicos.

6. O dia 22 Fevereiro de 1984, “Viva a Crise!” – PARTE I

(In blog NICO, 22/02/2014)

Nos Estados Unidos, 1984 é o ano de emergência de uma tendência moderna, no partido democrata, na parte mais próxima possível dos meios de negócios e mais afastada dos sindicatos, que vai celebrar sistematicamente o culto dos empresários dinâmicos. No Reino Unido, é o início da greve dos mineiros, que durará um ano e será um terrível fiasco. É evidente que estas reformas liberais que se difundem nos anos 80, exigem como condições prévia a liquidação ou,  em todo caso,  o enfraquecimento do sindicalismo.

5. O jornal “LIBÉRATION“ e os patrões : juntos desde 1984 – PARTE III

(Sébastian Fontenelle, in blog Bakchich, 2014)

E que importa, se a pax americana é feita à custa de grandes chacinas patrocinadas por Washington, nos indigenatos locais, com algumas centena de milhares de mortes – Yves Montand não “suporta” de resto “” que se lhe fale do Chile, ou de Salvador: “Isso, eu conheço, conheço muito bem, para., papá”

5. O jornal “LIBÉRATION“ e os patrões : juntos desde 1984 – PARTE II

(Sébastian Fontenelle, in blog Bakchich, 2014)

Convém por conseguinte, explica Libération, concluir a mutação que a esquerda realista deseja de todo o seu coração e de mandar para o sótão das antiguidades a antiga França, cristalizada no Estado-Providência, de que o excelente François de Closets tão magnificamente demonstrou, num maravilhoso best-seller “publicado em junho de 1982”, que ela está povoada, nos seus espaços de trabalho, de milhões de parasitas que querem – é o título desta “fenomenal” obra: “Sempre mais! ” “