10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte VII (conclusão deste texto)

(Por Rawi Abdelal, 2005)

A abordagem americana de uma mundialização ad hoc, que convém a uma superpotência de ambições económicas estreitas, contrasta fortemente com a abordagem francesa “da mundialização controlada”, estratégia que convém a uma potência média dotada de ambições mundiais. La Fontaine já o tinha referido “É senhor dos lugares quem os organiza ”.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte VI

(Por Rawi Abdelal, 2005)

Se a grande maioria dos fluxos mundiais de capitais dependem das regras da UE e da OCDE, os esforços de Camdessus e dos seus colegas europeus para inscrever a mundialização nos códigos de uma organização realmente mundial falharam. Os capitais que vão dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento permanecem governados pela visão americana de uma mundialização ad hoc. Quanto aos outros movimentos, são os Franceses que os organizaram.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte V

(Por Rawi Abdelal, 2005)

A obrigação mais importante entre as que se ligam ao facto de pertencer à OCDE está inscrita no seu Código de liberalização dos movimentos de capitais. É um ponto não negociável e que não  deve ser encarado de forma ligeira. Até à diretiva europeia de 1988, este texto era o único instrumento multilateral que promovia a liberdade de movimento dos capitais.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte IV

(Por Rawi Abdelal, 2005)

O primeiro passo de Delors foi uma diretiva em Novembro de 1986 que altera da diretiva de 1960. Numerosas operações em capital consideradas nesta última como suscetíveis de liberalização condicional passaram a estar na lista das transações a liberalizar sem condições.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte III

(Por Rawi Abdelal, 2005)

O internacionalismo liberal desenvolvido pela esquerda nos anos 1980 não é único na história francesa, nem mesmo excecional em similar caso. Encontra-se um precedente na primeira época de mundialização, que se situa aproximadamente entre 1880 e 1914. Não somente a esquerda francesa afirmava que enquanto os trabalhadores dos outros países melhorariam o seu destino graças ao comércio, a sua posição assentava também sobre considerações políticas mais profundas.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte II

(Por Rawi Abdelal, 2005)

Durante este tempo, os especuladores não deixaram de estar a atacar o franco, que tinha sido desvalorizado três vezes em dezoito meses. Mitterrand e os socialistas inverteram o vapor na primavera de 1983. Esta “viragem ” era uma confissão de derrota: os meios financeiros tinham ganho a batalha das vontades e das ideologias. A experiência socialista tinha falhado. Mitterrand tinha tido apenas êxito em dar o golpe de morte à solução à keynesiana de criação monetária e de redistribuição

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte I

(Por Rawi Abdelal, 2005)

No início dos anos de 1980, o direito nada tinha alterado mas as normas sociais do sistema financeiro internacional já não eram as mesmas. Várias, das grandes potências financeiras, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha e o Japão, tinham liberalizado os movimentos de capitais. Os seus governos, os seus bancos e as suas empresas contavam sobre uma evolução informal nesta direção.

9. A história de um cerco ideológico

(In Blog regain2012, 14/04/2013)

O resultado destas considerações políticas, psicológicas e tecnocráticas, é que durante estes anos, a Europa perdeu, com o mercado único capitais e as taxas de câmbio fixas, toda e qualquer possibilidade de conduzir políticas monetárias autónomas.O resultado desta conversão é “que a alma do socialismo morreu nestes últimos anos”, que o socialismo perdia, para sempre, a capacidade de pilotar a economia do país em plena soberania.