5. O jornal “LIBÉRATION“ e os patrões : juntos desde 1984 – PARTE I

(Sébastian Fontenelle, in blog Bakchich, 2014)

E não é de forma alguma da sua culpa, se estes renegaram tão rapidamente a sua boa – a sua excelente – vontade que se “quebrou não sobre o muro do dinheiro mas sobre o muro da realidade”, que é não haver no mundo livre, como tão pertinentemente o ilustrou a deliciosa senhora Thatcher (mesmo que tenha posto à fome o proletariado inglês e deixasse morrer nas suas prisões alguns contestatários Irlandeses), nenhuma alternativa a uma completa submissão dos povos às justas leis do capitalismo.

4. A eterna pedagogia da submissão

(Pierre Rimbert, in Le Monde Diplomaqique, Fevereiro de 1999)

Às categorias direita-esquerda ou dominantes-dominados, eles substituíam-nas por modernidade-arcaísmo, o que era feito para desqualificar qualquer exposição de uma problemática em termos políticos. Serge July, diretor de Libération , contava-se no número destes inovadores.

3. “Viva a crise!”, Uma fábula de trinta anos – Parte II

(In Regards.fr, 21/02/2014)

A política preconizada em Viva a crise!, na verdade, infligiu-nos o que ela nos pretendia poupar – ainda que os seus defensores digam, hoje, que é assim porque não se foi então suficientemente longe nas politicas seguidas.

3. “Viva a crise!”, Uma fábula de trinta anos – Parte I

(In Regards.fr, 21/02/2014)

De direita ou esquerda, as políticas antigas já não funcionam mesmo. “As receitas políticas já não funcionam ”, diz-nos Montand, que repetirá com ar mais grave : “As pessoas de condição modesta (…) sentem muito bem que não são as ideologias, quaisquer que elas sejam, que podem resolver os seus problemas, sabem muito bem que as ideologias são uma brincadeira, Deus seja louvado, as pessoas começam a compreendê-lo muito bem. ”

2. No dia 22 Fevereiro de 1984, Yves Montand grita: “Viva a Crise!” – 2ª Parte

(David Doucet et Vincent Glad, 27/02/2014)

“Depois de ter militado muito à esquerda, Montand tinha virado as costas aos seus primeiros amores, explica Pascale Breugnot. Estava um pouco desencantado. Considerava que a forma como as coisas tinham evoluído na URSS tinha mostrado o malogro do socialismo e o interesse, depois, de se virar para novas trajetórias como o liberalismo.”

2. No dia 22 Fevereiro de 1984, Yves Montand grita: “Viva a Crise!” – 1ª Parte

(David Doucet et Vincent Glad, 27/02/2014)

Crise, desemprego, encerramento de fábricas, subida da Frente Nacional. A França de 1984 assemelha-se furiosamente à de 2014. Três anos antes, na vaga criada por dois choques petrolíferos que puseram violentamente fim “aos Trinta Gloriosos”, François Mitterrand tinha sido eleito na base da sua promessa de “mudar a vida”.

1. No dia 22 Fevereiro de 1984 : Antenne 2 criou o acontecimento “Viva a crise!”

(Sophie Bourdais, YTelerama, 2 février 1984)

Acham tudo isto deprimente? Estão errados, se assim pensam. A melhor parte da emissão, é a última, intitulado “A crise? Viva a crise! ” E Michel Albert compara a situação da França a um parto, onde “o que está sujo e que mete medo” (re-re-re-sic) não nos poderá fazer esquecer o milagre que é o nascimento.

AS SETE PROPOSTAS DE DONALD TRUMP QUE OS GRANDES MEDIA NOS ESCONDEM, por IGNACIO RAMONET

Selecção e tradução de Júlio Marques Mota Ignacio Ramonet, Les 7 propositions de Donald Trump que les grands médias nous cachent … More