UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (101)

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Ramalho Ortigão

Ramalho Ortigão foi um grande escritor Português, nascido no Porto em 24 de Novembro de 1836.

RAMALHO ORTIGÃO
RAMALHO ORTIGÃO

Envolveu-se na “Questão Coimbrã” com o folheto “Literatura de hoje”, acabando por enfrentar Antero de Quental, a quem chamou de cobarde por este ter insultado o cego e já velho António Feliciano de Castilho, num duelo de espadas, travado em 6 de Fevereiro de 1866, no Jardim de Arca d’Água (já aqui falamos deste episódio na Carta do Porto nº28).
Em parceria com Eça de Queirós, surgem em 1871 os primeiros folhetos de “As Farpas”, de que vem a resultar, mais tarde, a compilação em dois volumes sob o título “Uma Campanha Alegre”. O conjunto de As Farpas, já sem Eça de Queirós após finais de 1872, e mais tarde reunidas em quinze volumes, foi a obra que mais o notabilizou. Sobre Ramalho e esta obra, Eça escreveu; Ramalho Ortigão “estudou e pintou o seu país na alma e no corpo”
DSC05577-1000xFoi uma das principais figuras da chamada “Geração de 70”, e fez parte do grupo “Os Vencidos da Vida”, onde teve a companhia de, entre muitos outros, Antero de Quental, Oliveira Martins e Guerra Junqueiro.
Com a implantação da República, parte para um exílio voluntário em Paris e regressa a Portugal em 1912.
Foi Comendador da Ordem Militar de Cristo e Comendador da Imperial Ordem da Rosa do Brasil. Além de bibliotecário na Real Biblioteca da Ajuda, foi Secretário e Oficial da Academia Nacional de Ciências, Vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais, Membro da Sociedade Portuguesa de Geografia, da Academia das Belas-Artes de Lisboa, do Grémio Literário, do Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e da Sociedade de Concertos Clássicos do Rio de Janeiro. Em Espanha, foi-lhe atribuída a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica e foi membro da Academia de História de Madrid, da Sociedade Geográfica de Madrid, da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, da Unión Iberoamericana e da Real Academia Sevillana de Buenas Letras.DSC05566-b-1000x
Foram impressas duas notas de 50$00 com a sua imagem.
Faleceu em Lisboa em 27 de Setembro de 1915, pelo que se comemora por estes dias. o centenário da sua morte.
Por essa razão, no âmbito da Foz Literária, vai realizar-se no Forte de São João Baptista da Foz do Douro, no próximo dia 23, uma sessão subordinada a este tema.

Nessa sessão, onde intervirão José Valle de Figueiredo, director da “Foz Literária”, e também, Maria João Lello Ortigão de Oliveira (familiar do escritor e grande especialista da sua vida e obra), Helena Osório, e Francisco Mesquita Guimarães, será também apresentado pelo “O Progresso da Foz”, o primeiro número de uma nova colecção, subordinada ao título geral de “Colecção Foz Literária”, que será dedicado a Ramalho Ortigão, e do qual fará parte o seu texto sobre a Foz do Douro, constante do livro “As Praias de Portugal”.

5656_AF_Cartaz-A4-Foz-Literaria_23-set-1000xUm programa a que não pode deixar de assistir, e o primeiro livro desta nova colecção, que não poderá deixar de adquirir.

 

O MOLHE DE CARREIROS E O PENEDO "FLOR GRANÍTICA"
O MOLHE DE CARREIROS E O PENEDO “FLOR GRANÍTICA”

A União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, que apoia e dinamiza estas sessões culturais da Foz Literária, no seguimento destas comemorações, fará, previsivelmente no dia 11 de Outubro, com o apoio do “O Progresso da Foz, grupo cultural”, a reposição da placa, que outrora existiu no Molhe de Carreiros no penedo denominado “A Flor Granítica”, oferecida pelos alunos do Colégio Brotero, por ocasião do centenário do nascimento do escritor, em 24 de Novembro de 1936. Na mesma altura, 11 de Outubro, as mesmas entidades farão descerrar uma nova placa junto à praia do Ourigo / Caneiro, esta da autoria do escultor Hélder de Carvalho, como comemoração do centenário da morte de Ramalho Ortigão, um dos grandes escritores da nossa cidade, frequentador assíduo e admirador da Foz do Douro.

 

“Uma Tília para Agustina” nas Quintas de Leitura

As “Quintas de Leitura” apresentam-se novamente, desta vez, na Feira do Livro do Porto, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, hoje, dia 17, pelas 22 horas, para homenagear Agustina Bessa-Luís.

Durante 90 minutos, num espectáculo intenso e cativante, Isabel Ponce de Leão e Maria do Carmo Mendes conversam sobre a obra e a vida de Agustina, com a radialista Inês Meneses, e Ana Zanatti, Mónica Baldaque e Marlene Ferraz lêem fragmentos da sua obra.

A não perder, se ainda for a tempo!

 

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About José Fernando Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

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