A crítica demolidora de Michael Pettis à teoria e à política económica neoliberal – 8. Estará Peter Navarro errado sobre o comércio internacional? (4ª parte). Por Michael Pettis

egoista

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

8. Estará Peter Navarro errado sobre o comércio internacional? (4ª parte)

michael pettis Por Michael Pettis

Publicado por Carnegie Michael Pettis em 2 de fevereiro de 2017

 

9. Implicações do comércio internacional (continuação)

(…)

Como eu tenho investigado através dos extensos relatos de imprensa e de documentos de universitários e sobre política económica e comercial apresento aqui uma lista de posições a favor e contra as políticas protecionistas sugeridos por Peter Navarro, e pela administração Trump mais em geral. Estas incluem:

  • O intervencionismo aumentará o custo de bens estrangeiros para os americanos e reduzirá o custo de bens americanos para os estrangeiros, e assim pela via do mecanismo dos preços desviará compras dos bens estrangeiros para a compra de bens nacionais equivalentes produzidos internamente, gerando emprego nos Estados Unidos.
  • Os Estados Unidos não produzem muitas das coisas que importam da China -ou de outros parceiros comerciais – e nunca as produzirão, pelo que assim a intervenção não terá nenhum efeito sobre o emprego na indústria transformadora dos Estados Unidos.
  • A taxa de poupança dos EUA é demasiado baixa, tornando os Estados Unidos dependentes de fluxos estrangeiros para financiar o défice orçamental americano e o investimento interno.
  • Se os Estados Unidos intervierem, os parceiros comerciais afetados irão retaliar e neutralizar a intervenção dos EUA.
  • A intervenção é inflacionária.
  • A experiência de cada período de intervenção comercial americana, incluindo o Smoot-Hawley Act de 1930, prova que a intervenção americana acaba, em última instância, por prejudicar os Estados Unidos mais do que qualquer outro país.

Tomando cada uma destas posições, uma a uma, o argumento é cumulativo. Por favor, lembremo-nos que eu defino aqui intervenção comercial apenas para significar medidas que têm como objetivo criar diferença nos custos, nomeadamente: tarifas, impostos fronteiriços e manipulação de taxa de câmbio.

1. A intervenção aumentará o custo de bens estrangeiros para os americanos e reduzirá o custo de bens americanos para os estrangeiros, e assim pelo mecanismo dos preços desviar-se-ão as compras bens estrangeiros para compras feitas em bens equivalentes produzidos a nível nacional, gerando-se empregos nos Estados Unidos.

Esta afirmação pode parecer mais que evidente como explicação de como funciona a intervenção comercial, mas na verdade ela tende a obscurecer mais do que a esclarecer, porque enfatiza a parte errada do sistema. De facto, a intervenção comercial não afeta a procura por itens individuais da maneira como o podemos estar a supor. O seu efeito sobre o saldo comercial global é indireto e funciona principalmente através de vários efeitos de rendimento e não através do mecanismo de diferença de preços.

Para colocar isto de forma diferente, grande parte da nossa discussão sobre o comércio assume implicitamente que cada produto que um país importa ou exporta é comercializado no seu próprio mercado constituído pelos dois países, e que a posição da balança comercial não é nada mais do que a soma de todos esses mercados individuais. Esta forma totalmente errada de pensar sobre o comércio internacional leva-nos incorretamente a uma análise do impacto da intervenção sobre o saldo comercial global, como se fosse a soma do impacto esperado da intervenção em cada item comercial.

De facto, a intervenção comercial modifica a distribuição de rendimento. Para simplificar o que às vezes pode ser muito mais complexo, quando os Estados Unidos intervêm, esta intervenção faz com que o preço dos bens estrangeiros suba. Em todas as economias, todas as famílias, exceto as famílias de agricultores e no que diz respeito aos bens de subsistência, devem consumir direta ou indiretamente produtos importados, de modo que os preços mais elevados sobre estes bens importados reduzem o valor real dos seus rendimentos. O que importa em seguida é saber como é que a intervenção afeta a produção. Porque os Estados Unidos produzem bens concorrentes, e assumindo (com bastante segurança) que há trabalho não utilizado e outras capacidades produtivas disponíveis na economia americana, os fabricantes locais vão contratar trabalhadores desempregados e expandir a produção para substituir as importações, fazendo com que o PIB venha a subir. A diferença entre a descida em termos reais do rendimento disponível das famílias e o aumento em termos reais do PIB representa um aumento em termos reais da poupança nominal dos EUA, bem como um aumento da taxa de poupança nacional.

Esta parte é um quebra-cabeças para muitos economistas, porque pareceria que, com as importações a ficarem mais caras, necessariamente a provocarem um aumento nas despesas de consumo, a taxa de poupança do agregado familiar é suscetível de descer, ou pelo menos de não subir. Os economistas, no entanto, muitas vezes confundem poupança das famílias e poupança nacional, e assim têm dificuldade em entender porque é que há aumento da poupança americana com a intervenção, em vez de declinar ou de permanecer inalterada.

A razão pela qual há aumento da poupança a nível nacional é porque a intervenção faz com que o rendimento das famílias relativamente ao PIB diminui e com ela diminui relativamente ao PIB também o consumo, mesmo que o rendimento familiar global aumente quando os trabalhadores desempregados regressam ao trabalho. Esta é a chave para entender como é que a intervenção afeta o défice comercial. Recorde-se que a poupança total é igual por definição ao PIB menos o consumo total, e que o défice comercial é igual, por definição, ao excesso do investimento sobre a poupança. Como a intervenção faz com que o PIB venha a subir mais rapidamente do que o consumo, a poupança nos Estados Unidos aumenta, e assim a diferença entre poupança e investimento contrai-se, assim como se reduz o défice comercial.

Isto é geralmente verdadeiro mesmo se o investimento aumenta para responder a uma maior procura para bens manufaturados americanos, porque o investimento crescerá quase sempre mais lentamente do que a poupança. Dito isto, se o défice comercial realmente se expande porque a intervenção comercial faz com que o investimento aumente ainda mais rápido do que a poupança (o que pode, em princípio, acontecer), será apenas por causa do aumento do investimento desejado, caso em que os défices comerciais são mais uma vez positivos para o crescimento. Há muitas partes a moverem-se neste processo, e é fácil postular vários cenários alternativos, mas a estrutura analítica de base é a mesma: deve-se começar por reconhecer que, salvo em circunstâncias muito específicas e muito pouco plausíveis, o efeito da intervenção comercial é transferir rendimento do consumo para a poupança.

2. Os Estados Unidos não produzem muitas das coisas que importam da China — ou de outros parceiros comerciais — e nunca o irão fazer, de modo que a intervenção não terá nenhum efeito sobre os empregos na indústria transformadora americana

Eu pensei explicar porque não é o caso de os Estados Unidos não poderem ou não quererem produzir a maioria do que importa, seja da China ou de qualquer outra parte do mundo, mas considerei que essa ideia é tão evidentemente absurda que é completamente desnecessário fazê-lo. Mais importante, é uma falsa questão, irrelevante. O importante é que a intervenção afeta o saldo comercial global não por deslocar a procura por cada item importado, mas sim pela deslocação de rendimento do consumo para a poupança.

No apêndice 3, analiso um mundo de dois países que são, por hipótese, os Estados Unidos e o Japão. Para esclarecer a explicação de porque é que não é relevante se os Estados Unidos podem ou não produzir todos os bens que importam, vamos supor que estamos novamente nesse mundo a dois países apenas. Vamos também supor que os Estados Unidos são incapazes de produzir uma fração substancial dos bens que o Japão exporta, e que a quantidade que os Estados Unidos compram desses bens é inelástica (ou seja, os Estados Unidos têm que comprar a mesma quantidade não importa a que preço). Se os Estados Unidos fizessem uma intervenção protecionista, por outras palavras, na nossa hipótese de elasticidade preço da sua procura de bens japoneses nula, então os Estados Unidos importariam a mesma quantidade após a intervenção que importavam antes da intervenção.

Acontece, talvez de forma contraintuitiva, que o défice comercial dos EUA poderia ainda contrair-se num montante em valor igual ao valor dos bens importados que os Estados Unidos teriam sido capazes de produzir internamente, porque o montante da contração deve ser exatamente igual ao montante pelo qual a diferença entre investimento e poupança é reduzida. O ajustamento no comércio total teria simplesmente ocorrido entre os restantes produtos comercializados. Um outro ponto mais, talvez também altamente contraintuitivo, é que se nós relaxássemos uma das nossas restrições ou limitações do modelo e adicionássemos um país terceiro (a que chamaremos México), o ajustamento poderia mesmo não ter exigido uma redução no défice comercial bilateral com o Japão. Em vez disso, os Estados Unidos iriam passar a ter um excedente correspondente com o México, e o México poderia estar a ter um excedente equivalente com o Japão. Nesse caso, o défice comercial dos EUA terá diminuído, mas o défice comercial bilateral com o Japão terá permanecido inalterado. A diminuição do défice comercial global parece ter sido impulsionada pela súbita emergência de um excedente com o México.

Isto é assim porque os saldos comerciais são afetados por mudanças na distribuição de rendimento e pelo modo como essas mudanças afetam o consumo e as taxas de investimento, e não como se fossem a soma do impacto esperado da intervenção em cada item comercial, o que torna impossível dizer como é que este ou qualquer ajustamento poderia exatamente acontecer. Talvez seja por isso que o comércio internacional pode ser tão confuso, mas a razão pela qual é impossível especificar o ajustamento é devido à complexidade do comércio internacional e não porque o ajustamento pode ser prevenido. Se a intervenção faz com que a poupança suba mais rapidamente do que o PIB, ou decline menos acentuadamente do que o PIB, o défice comercial deve contrair-se. Se a intervenção faz com que se verifique o primeiro caso, os Estados Unidos, ficam em melhor situação (a menos que fosse um país com excedente comercial). Se a intervenção faz com que se verifique o segundo caso, os Estados Unidos ficam em situação pior. O que importa é o impacto no PIB, e isso dependerá quase inteiramente da forma como a intervenção afeta o emprego ou o investimento.

3. A taxa de poupança dos EUA é muito baixa, tornando os Estados Unidos dependentes de fluxos estrangeiros para financiar o défice orçamental americano e o seu investimento interno.

Já expliquei como é que a intervenção força a subida da taxa de poupança. Também reduz a dívida total, incluindo a dívida do governo. Há muitas maneiras para que isso possa acontecer, mas a mais óbvia é através do seu impacto sobre o emprego e sobre os lucros empresariais. No caso que descrevi acima, a intervenção faz com que os lucros das empresas subam, e com eles os pagamentos de impostos pela parte das empresas. O emprego também aumenta, juntamente com um aumento de rendimento e com uma redução das prestações sociais de desemprego. A combinação reduz o défice orçamental do governo e as suas necessidades de empréstimo. No apêndice 3, explico com maior detalhe porque é que o fosso entre a poupança e o investimento não é determinado por um nível endógeno nem requer financiamento estrangeiro. A baixa taxa de poupança é amplamente devida ao facto de haver entradas líquidas de capital estrangeiro.

Por mais contraintuitivo que isso possa parecer, na verdade, é uma consequência necessária de mercados de capitais completamente abertos. Porque o investimento e as poupanças dentro do sistema fechado da economia global têm de equilibrar-se, regressando novamente para o nosso mundo de dois países, se novas políticas distorcerem a distribuição de rendimento do Japão e forçarem a taxa de poupança japonesa ex ante para valores acima da taxa de investimento desejado, o Japão deve reequilibrar-se, seja ajustando-se internamente – talvez, forçando simultaneamente o investimento interno a aumentar ou permitindo que as existências se acumulem ou ainda pelo despedimento de trabalhadores, o que impede a poupança de aumentar- seja ajustando-se externamente. Se não existir nenhuma limitação do ponto de vista da balança comercial ou da balança de capital nos Estados Unidos, a consequência mais provável é que o Japão se reequilibre pela via externa. Isto significa que o Japão exporta o seu excesso de poupança, juntamente com a sua produção em excesso, para os Estados Unidos, o que significa mais uma vez, por definição, que o investimento americano deve exceder a sua poupança. Ou seja, a nova disponibilidade de capital japonês terá levado o investimento americano a aumentar ou terá forçado a taxa de poupança americana a declinar.

Naturalmente, a mera existência do desequilíbrio não nos diz nada sobre a direção da causalidade. No meu exemplo, a distorção original ocorreu no Japão, e os Estados Unidos foram forçados a ajustar-se, mas por si só a identidade do saldo da balança pagamentos não indica a direção da causalidade. Mas isso não significa que não há causalidade, como muitos parecem pensar. Quer a distorção original tenha ocorrido Estados Unidos quer tenha ocorrido no Japão, um desequilíbrio da procura num país automaticamente teve que forçar a taxa de poupança no outro país a ajustar-se a um qualquer nível que seja necessário para manter a identidade contabilística (estou a assumir, como é mais provável que seja o caso, que o investimento em nenhum dos países é restringido por insuficiência de poupança). A única maneira de as taxas de poupança em cada país serem determinadas de forma endógena é considerar que estamos dispostos a aceitar que é puramente uma coincidência que a soma da poupança em todos os países com excedentes comerciais e a soma do excesso de investimento em todos os países com défice comercial sejam exatamente iguais em cada ponto do tempo ao longo da história.

Por outras palavras, é extremamente improvável que a taxa de poupança de uma economia aberta seja determinada de forma endógena e é, de facto, muito mais provável que seja determinada por distorções nas economias com importantes rigidezes institucionais e com significativa intervenção governamental. Posto de forma diferente, não há nenhuma razão para supor, como é prática quase universal, que a taxa de poupança americana é baixa por razões que refletem circunstâncias específicas dos Estados Unidos (e supor que as preferências dos agregados familiares americanos determinam a taxa de poupança dos Estados Unidos é um especial absurdo). Não é uma variável independente, e a afirmação comum de que porque os americanos não estão disponíveis para poupar então eles têm de depender dos estrangeiros para colmatar a lacuna de financiamento, é igualmente inaceitável. Os americanos poupam pouco precisamente por causa dos fluxos de entrada de capital estrangeiro, e este deve necessariamente ser o caso considerando que a balança de capital é aberta e o sistema financeiro dos Estados Unidos é flexível.

Porque esta necessária consequência da lógica da balança de pagamentos parece tão contraintuitiva para tanta gente que é quase impossível para eles entenderem-na, vou acrescentar mais um ponto. A lógica confusa pela qual os défices da balança comercial só podem ser a consequência da moralidade nacional depravada (refletida em declarações como “ninguém colocou uma arma na sua cabeça e o forçou a comprar uma televisão de ecrã plano”) também atribui a culpa aos países com as famílias altamente endividadas ou com as famílias com um baixo nível de poupanças, (que é a mesma coisa) ou seja, sobre o seu fracasso moral. Mas embora isso satisfaça a nossa capacidade de expressar indignação, a depravação moral não desempenha aqui nenhum papel. Se as autoridades monetárias de um país estão dispostas a reduzir as taxas de juro reais para contrariar o aumento do desemprego, é fácil provar matematicamente que haverá um aumento da dívida ou um declínio na taxa de poupança de qualquer país com uma população suficientemente grande (1 milhão de famílias é mais do que suficiente) em que a quantidade de otimismo e vontade de assumir o risco varia em toda a população, de acordo com alguma distribuição normal. Se esse país é o destinatário de grandes fluxos de capitais estrangeiros, como já discutimos noutros lugares [10], a sua taxa de poupança nacional vai automaticamente afundar-se.

4. Se os Estados Unidos intervierem, os parceiros comerciais afetados irão retaliar e neutralizar a intervenção dos EUA. Eles podem retaliar, mas no limite de comércio zero, este não é um jogo em que toda a gente tem espaço suficiente para intervir como todos os outros.

A retaliação contra a intervenção comercial é sempre possível, e num primeiro momento provavelmente é assim, mas é absurdo supor que os países têm capacidade de retaliação igual. O conflito comercial reduz sempre o crescimento económico global, mas os seus custos não são distribuídos uniformemente entre os beligerantes, especialmente num ambiente de procura global fraca.

Os países que têm grandes e persistentes excedentes comerciais fazem-no quase sempre porque sofrem de distorções de rendimento que criam deficiências estruturais na procura interna (as poucas exceções tendem quase sempre a ser países, como o Haiti no final do século XVIII ou o Kuwait no final do século XX, em que as pequenas populações são incapazes de absorver as grandes receitas provenientes da exportação de matérias primas). Devem exportar o excesso de produção de bens transaccionáveis ou escolher entre o aumento da dívida ou o aumento do desemprego, de modo que qualquer contração forçada nos seus excedentes comerciais deve exacerbar os custos “normais” que para eles advêm do conflito comercial. Este não é o caso com os países em situação de défice se o investimento desejado está aproximadamente alinhado com o investimento real. Nesse caso, qualquer contração nos seus défices irá automaticamente fazer baixar a dívida ou o desemprego e isso vai, pelo menos em parte, mitigar os custos “normais” de conflito comercial.

Por outras palavras, o conflito comercial é muito mais dispendioso para os países em situação de excedente comercial do que para os países em situação de défice, e as evidências históricas sugerem que um conflito comercial globalmente prejudicial pode, de facto, deixar relativamente ilesas as grandes e diversificadas economias que têm défices substanciais. O caso que mais se assemelha ao dos Estados Unidos de hoje é provavelmente a Grã-Bretanha na década de 1920, quando a sua balança comercial foi afetada adversamente por grandes compras estrangeiras de libras esterlinas para fins de reserva e de investimento. A economia britânica teve um desempenho significativamente inferior ao dos Estados Unidos e ao dos seus rivais continentais, com quase uma década de desemprego com um registo de mais de 1 milhão de trabalhadores sem trabalho.

Isso mudou drasticamente depois de Londres ter cedido a fortes pressões protecionistas, ter feito a libra sair do padrão-ouro em setembro de 1931 e ter imposto a Tarifa geral em 1932 (com tarifas adicionais antes e depois em 1931, 1934 e 1935). Como Barry Eichengreen escreve sobre a economia britânica, “os seus resultados são-lhe comparativamente menos favoráveis com a Europa nos anos vinte, quando de forma persistente a Inglaterra prejudicou os seus rivais continentais, do que nos anos trinta, quando reduziu em grande parte a diferença de resultados que tinha criado na década dos anos 20. ” Os Estados Unidos também implementaram medidas protecionistas ao mesmo tempo, embora longe de ser um campeão do comércio livre, tinham por detrás mais de um século de proteção substancial e algumas das tarifas de importação mais elevadas no mundo. Durante a década subsequente, a economia britânica teve um desempenho relativamente bom em esteve nos seus resultados relativamente bem em flagrante contraste com a miséria da grande depressão americana.

Isto não quer dizer que os Estados Unidos beneficiarão com um conflito comercial global e que o país se deveria ardentemente envolver em comportamentos beligerantes. Há, sem dúvida, custos com os conflitos comerciais e incerteza suficiente para exigir cautela, mas a ideia de que as grandes nações excedentárias têm capacidade de retaliação substancial é difícil de levar a sério.

(continua)

 

Texto disponível em http://carnegieendowment.org/chinafinancialmarkets/67867

Nota

[10] N.E. Vd. texto editado em A Viagem dos Argonautas entre 11 e 18 de agosto de 2017, https://aviagemdosargonautas.net/2017/08/11/entre-a-forca-assassina-de-um-golias-a-alemanha-e-a-rectidao-moral-de-um-david-a-grecia-de-syriza-a-proposito-de-um-texto-de-michael-pettis-sobre-syriza-sobre-a-alemanha-parte-1-por/ e seguintes.

 

 

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