UMA CARTA DO PORTO – Por José Fernando Magalhães (120) – Reposição

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O DUQUE DE WELLINGTON

O Ducado de Wellington, em Somerset, é um título hereditário e o ducado mais antigo do Reino Unido. O primeiro detentor do título foi Arthur Colley Wellesley, 1° Duque de Wellington, (Dublin, 29 de Abril de 1769 – Castelo de Walmer, 14 de Setembro de 1852), o famoso general e político britânico (Primeiro Ministro do Reino Unido por duas vezes), que derrotou Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo.

 

ARMAS DO DUQUE DE WELLINGTON
ARMAS DO DUQUE DE WELLINGTON

Arthur Wellesley, tem mais títulos para além deste em especial, Duque da Vitória, Marquês de Torres Vedras, Conde de Vimeiro e Marquês Douro, todos títulos Portugueses e conferidos pelos seus serviços nas Invasões Francesas.
Perto do Museu Soares dos Reis, o museu público mais antigo do país, e que, enquanto Palácio dos Carrancas foi residência oficial do general Soult, em 1809, em plenas Invasões Francesas, e mais tarde serviu de quartel-general ao Duque de Wellington, após a fuga das tropas napoleónicas, está, na esquina da Rua de D. Manuel II com a Rua do Rosário, mesmo em frente ao antigo Hotel do Louvre, de que já aqui falei) um busto em homenagem ao Duque de Wellington.

 

RUA DO ROSÁRIO ESQUINA COM RUA D. MANUEL II
RUA DO ROSÁRIO
ESQUINA COM RUA D. MANUEL II

Quem por lá passar, se olhar para o monumento a Arthur Colley Wellesley e for ler as inscrições lá colocadas, nada ficará a saber sobre o quão importante ele foi para a nossa cidade. Seria de bom tom que a Câmara Municipal do Porto, tratasse de emendar essa lacuna.

 

BUSTO E INSCRIÇÕES DUQUE DE WELLINGTON
BUSTO E INSCRIÇÕES
DUQUE DE WELLINGTON

Em 1809, durante as invasões francesas, a cidade do Porto esteve ocupada pelas tropas do general Soult, que pilharam e tomaram a cidade do Porto. Um exército maioritariamente inglês, e comandado por Wellesley (o futuro duque de Wellington), avançou sobre o Porto e provocou a fuga precipitada dos franceses, libertando assim a cidade do invasor.
As forças francesas sob o comando do marechal Nicolas Jean de Dieu Soult tinham ocupado o Porto no dia 29 de Março de 1809 (desastre da Ponte das Barcas).
O governo britânico tinha decidido aumentar o seu esforço de intervenção na Península Ibérica e, para o comando das forças britânicas, foi nomeado o tenente-general Sir Arthur Wellesley que já tinha comandado forças luso-britânicas e tinha obtido as vitórias do Combate da Roliça e da Batalha do Vimeiro.
Wellesley dispunha de um exército britânico com um efectivo de cerca de 23000 homens, não havendo dados seguros sobre o número de efectivos Portugueses.
Soult encontrava-se isolado no Porto. Tinha dificuldade em estabelecer contactos com as forças francesas em Espanha (onde José Bonaparte, irmão do imperador, mandava) e tinha conhecimento de que um exército luso-inglês se preparava para o atacar.
Na Serra do Pilar, Wellesley observava as posições e a actividade francesa. Estudou a situação e aproveitou a primeira oportunidade que surgiu para lançar o ataque.
Um português da região (diz-se que era barbeiro e negociante), João Ribeiro Viana, mostrou às tropas luso-britânicas uma embarcação que estava escondida entre os arbustos, a nascente do Porto, e apontou A localização de quatro barcos rabelos que se encontravam, sem qualquer guarda, amarrados na margem direita do rio Douro, a cerca de dois quilómetros do Porto. Com estes barcos, que podiam transportar cerca de trinta homens cada um, seria possível atravessar o rio (as forças francesas, após retirarem de Vila Nova de Gaia através da Ponte das Barcas, entretanto reconstruída, tinham-na incendiado).

 

PLACA QUE ASSINALA O LOCAL DA TRAVESSIA DAS TROPAS LUSO-INGLESAS
PLACA QUE ASSINALA O LOCAL DA TRAVESSIA DAS TROPAS LUSO-INGLESAS

No dia 12 de Maio, de manhã, as forças de Wellesley iniciaram a travessia do rio Douro, forçando as tropas napoleónicas a fugir em debandada, abandonando a cidade quase sem oferecer luta (Batalha do Douro).

 

A gravura documenta a passagem do rio Douro pelas tropas do exército anglo-luso sob o comando de Wellesley (Duque de Wellington) no dia 12 de Maio de 1809. Vê-se o Seminário Velho e o Prado do Bispo. Foto Internet - Blogue DO PORTO E NÃO SÓ
A gravura documenta a passagem do rio Douro pelas tropas do exército anglo-luso sob o comando de Wellesley (Duque de Wellington) no dia 12 de Maio de 1809.
Vê-se o Seminário Velho e o Prado do Bispo.
Foto Internet – Blogue DO PORTO E NÃO SÓ

Seis dias depois, Soult abandonava Portugal, acabando assim a 2ª invasão francesa.

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EM JULHO, VAMOS TER:

 

 

Esta sessão também será transmitida através da plataforma ZOOM, com ingresso livre, e os links de acesso são:

 

Dia 2 – Manhã https://zoom.us/j/91795828954?pwd=cktQbi91K2xNSm1XWC8vVENsNHJaQT09

 

Dia 2 – Tarde https://zoom.us/j/96761034082?pwd=V3k2Vy90dmhTcmRNdUY5UjUvcTBLZz09

 

Dia 3 – Manhã https://zoom.us/j/99021758791?pwd=bHdUOG9pR3ZJRnpoL0NVd1E5N3dsUT09

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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