Sobre os nossos dirigentes internacionais: da falta de ética à incapacidade de compreender a realidade económica. 5 – O sistema financeiro é uma fraude absoluta(3ª parte-conclusão), por Paul Hellyer.

Imagem série

Fotografia de Leonel Brás. Tirada junto à IP3, 24 horas depois do fogo ser considerado extinto.

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

falta ética 1

5. O sistema financeiro é uma fraude absoluta (3ª parte-conclusão)

 

 

Por Paul Hellyer(*), em fevereiro de 2011 paul helleyer

 

(3ª parte-conclusão)

A profissão de economista

O que é que tudo isto nos revela sobre a ciência económica? Seria pouco apropriado imprimir a resposta. Alguém disse que se colocarmos 20 economistas numa sala, iriamos ter 21 respostas diferentes.

Isso não reflete a minha experiência. Se reunirmos vinte economistas, eles são capazes de nos dar uma resposta toda arranjadinha, no máximo duas. E se há um dissidente, ele ou ela poderá ser abafado pelos outros 19, que vão repetir como um bando de papagaios as palavras memorizadas daquilo que os seus professores lhes ensinaram.

Testemunhei pessoalmente este comportamento mimético. Quando fui eleito para a Câmara dos Comuns em 1949, havia apenas um punhado de economistas keynesianos em Otava. Vinte anos depois, quase todos tinham adotado as teorias keynesianas, até Richard Nixon segundo me disseram.

Naquela época, havia apenas alguns monetaristas. Mas eles propagaram-se como cogumelos e muito rapidamente passaram a dominar a paisagem económica. Keynes acabou por se tornar um anátema, e tornou-se quase impossível obter uma posição de ensino permanente numa faculdade de economia, se não fossemos um adepto da revolução monetarista de Milton Friedman.

Aparentemente, pouca gente ou talvez mesmo ninguém tenha parado para se questionar se Keynes ou Friedman tinham razão. O primeiro estava um pouco mais próximo da realidade do que o outro, mas as duas teorias chocaram contra as rochas de uma verdade incontornável. Ambos assumiram que o sistema económico se ajustaria por si mesmo, enquanto mais de dois séculos de experiência demonstraram claramente que este não é o caso! Alguém deve estar a dirigir o leme para evitar os baixios assim como os rochedos emersos dos desastres económicos, e essa pessoa deve ser responsável perante o povo, não perante os interesses financeiros egoístas.

Esperança mundial

Se alguém acha que o mundo está a ir em linha reta para o inferno numa pequena cesta na mão, é então porque me entendeu muito bem. Mas pode ser de outra forma. Existem soluções, mas envolvem mudanças radicais nas áreas examinadas – e, no momento presente, essas soluções nem sequer aparecem no radar político. Há uma luz no final do túnel – mas, como Sir John Quinton, um antigo presidente do banco Barclay, disse: “os banqueiros consideram, por vezes, os políticos como pessoas que, quando vêem a luz no final do túnel, decidem construir um outro fim do túnel “.

Do que realmente se trata é de restaurar a democracia em países que pretendem apenas respeitá-la e se orgulham de exportá-la, mesmo que não sejam realmente uma democracia conforme é definido pelos bons dicionários. No Webster, democracia é definida como um “governo onde o poder supremo pertence ao povo que o exerce diretamente ou através de representantes eleitos”. Para começar, Wall Street tem sido o poder dominante nos Estados Unidos desde há décadas e ainda o é. Adicione a isso o facto de que o Comandante-Chefe das Forças Armadas, o Presidente dos Estados Unidos, não tem a autorização de segurança necessária para uma série de projetos controlados pelas tropas sob o seu comando, e devemos pois concluir que os Estados Unidos não são verdadeiramente uma democracia.

O mesmo é verdade para o Canadá, o Reino Unido, a Alemanha e a miríade de países que são, de facto, marionetas do sistema financeiro internacional. Invariavelmente, os interesses reais dos eleitores cidadãos estão sujeitos aos imperativos das finanças internacionais.

Texto 5 6

É uma triste ironia quando se lê a história americana pré-revolucionária e a revolucionária. Os historiadores geralmente atribuem a causa da revolução ao imposto sobre o chá. Por outro lado, “[Benjamin] Franklin mencionou as restrições ao papel-moeda como uma das principais causas da alienação das províncias da América em face da mãe pátria”. Os Estados Unidos ganharam a Guerra Revolucionária, mas depois perderam a seguinte, e ainda mais importante, adotaram o sistema bancário britânico em vez de buscarem o melhor modelo que as províncias tinham já experimentado.

Que os Estados Unidos hoje imponham o modelo britânico um pouco por todo o mundo, utilizando o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial para o impor, é comparável ao édito do rei que deu origem aos EUA. As cadeias da opressão financeira devem, portanto, ser quebradas e a liberdade restaurada para os cidadãos do mundo inteiro.

É hora de esquecer o tea party [6] e de abordar as questões-chave com as quais se confrontam os Estados Unidos e o mundo no seu conjunto. Estas questões são não-partidárias, por definição, e merecem a atenção e apoio de todos os verdadeiros patriotas, sem distinção de raça, cor, religião ou filiação política -nos Estados Unidos como em qualquer lugar do mundo. Temos de nos unir para preservar e melhorar este maravilhoso satélite que é nosso por direito.

 

O texto aqui reproduzido, uma versão reduzida preparada pelo autor da sua intervenção no International UFO Congress, Fort McDowell Resort, Scottsdale, Arizona, é traduzido da versão francesa disponível em: Le système financier mondial est une fraude absolue

Sitio da versão integral em inglês: http://www.disclosureproject.org/docs/pdf/Global-Fraud-Paul-Hellyer-UFO-Congress-Feb272011.pdf

 

(*) Paul Hellyer (n. 1923), canadiano, engenheiro, político, escritor e comentarista, foi ministro da Defesa Nacional e dos Transporte nos gabinetes liberais de Lester B. Pearson e de Pierre Trudeau.

Traduzido por Henri Thibodeau com a permissão do autor.

Notas

[6] O Boston Tea Party foi uma revolta política em Boston, a capital da Província da baía de Massachusetts, contra o Parlamento britânico em 1773.

 

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