Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. 1º Texto – A cor dos Coletes Amarelos

(Aurélien Delpirou, 23 de Novembro de 2018)

Finalmente, ao disseminar sociologismos simplistas ou infundados em detrimento de análises e controvérsias argumentadas, os autoproclamados especialistas em Coletes Amarelos correm o risco de passar ao lado das verdadeiras questões , a não ser  soprar sobre as  brasas do movimento. Oporem , como fazem implicitamente estes comentadores, “automobilistas  periurbanos ” e “favorecidos do centro”, “bons pobres” e “maus pobres”, e territórios “ganhadores” e  espaços “abandonados”, talvez forneça algumas chaves tranquilizadoras para a leitura – e também reduza o número daqueles que merecem ajuda. Mas isto nunca resolveu os seus problemas.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. Reino Unido: 5º Texto. Economia Inglesa- atualização: mais empregos, crescimento – e medo

(Victor Hill, 17/05/2019)

Na zona euro, a França, que desde o outono passado tem sido abalada pelos protestos dos Coletes Amarelos, está a crescer muito mais rápido do que a Itália ou a Alemanha. Mas, em geral, as maiores economias do mundo estão a desacelerar e, de acordo com a OCDE, 2019 pode vir a ser o pior ano para o crescimento global desde 2009. O índice de crescimento da OCDE caiu para 99,0 em março – o mais baixo desde setembro de 2009. Há seis meses, o Morgan Stanley reduziu a sua previsão de crescimento global para 2019 de 3,6% para 3,4%.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. Reino Unido: 4º Texto. A reivindicação do Living Wage: renovação ativista, negociação coletiva ou responsabilidade social das empresas?

(Jacques FREYSSINET, 01/07/2019)

A reivindicação de um Living Wage, um “salário digno”, um salário para viver decentemente reapareceu no Reino Unido no início dos anos 2000. Inicialmente defendido na base pelos movimentos sociais, a campanha assumiu formas militantes. Uma segunda abordagem será justaposta, a de um trabalho convincente levado a cabo pelas principais instituições para obter dos empregadores a implementação voluntária do Living Wage. A combinação das duas abordagens é uma fonte de tensão entre as organizações da sociedade civil e o movimento sindical.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. Reino Unido: 3º Texto. A política de redistribuição na Inglaterra sob o domínio dos Conservadores

(Jacques FREYSSINET, 01/03/2019)

Quando o novo governo conservador coloca em prática um programa brutal de poupanças orçamentais a partir de 2010, este apoia-se, para cortar nos rendimentos mínimos, em denunciar a preguiça, o oportunismo e a fraude. Este discurso agrada ao seu eleitorado porque as medidas implementadas poupam os rendimentos dos reformados, que estão entre os seus apoiantes mais seguros. Segundo Peter Taylor-Goody (2016), este é, portanto, uma utilização deliberada do sistema de proteção social numa estratégia de divisão, (The Divise Welfare State), enquanto este sistema tem sido historicamente desenvolvido como uma ferramenta para a coesão ou mitigação de conflitos em economias de mercado.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. Reino Unido: 2º Texto. A economia britânica: boas notícias, más notícias

(Victor Hill, 15/02/2019)

Dizem-nos constantemente que a UE-27 fala a uma só voz sobre o Brexit e, na medida em que existe apenas uma equipa de negociação e que o Presidente da Comissão Juncker e o Presidente do Conselho Tusk são igualmente beligerantes e anti-Britânicos, isso é verdade. Mas olhemos mais atentamente e constatamos que a União Europeia está, como nunca antes, dilacerada por divisões e desacordos entre os seus Estados-Membros. Isto não são gretas, são enormes rachas !

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. Reino Unido: 1º Texto. Brexit: Porque é que isto me faz rir, Parte I e II

(Victor Hill, 15/02/2019)

Dizem-nos constantemente que a UE-27 fala a uma só voz sobre o Brexit e, na medida em que existe apenas uma equipa de negociação e que o Presidente da Comissão Juncker e o Presidente do Conselho Tusk são igualmente beligerantes e anti-Britânicos, isso é verdade. Mas olhemos mais atentamente e constatamos que a União Europeia está, como nunca antes, dilacerada por divisões e desacordos entre os seus Estados-Membros. Isto não são gretas, são enormes rachas !

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. Reino Unido: Introdução

(Júlio Marques Mota, 08/12/2019)

Nesta série interessou-nos menos o Brexit em si mesmo e mais o que está e/ou esteve por detrás dele, durante décadas, em que alternadamente governou a direita da direita britânica e a esquerda da mesma direita britânica, isto é os Conservadores, por um lado, e os Trabalhistas, por outro. E isto para se perspectivar o que é que pode estar em jogo para o futuro da Inglaterra e, porque não, da Europa também.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 7º Texto – A Itália deve afastar os Estados-Membros da distopia neoliberal da zona euro

(Bill Mitchell, 5 de Novembro de 2018)

Enquanto a Comissão Europeia está a tentar intimidar a Itália para que “cumpra as regras”, o ponto óbvio é que as regras são enviesadas e contra  a prosperidade.As sociedades humanas não podem suportar uma austeridade prolongada nem as patologias que a acompanham (desemprego elevado, aumento da pobreza, salários baixos, rutura social). A juventude italiana enfrenta um futuro sombrio se esta situação se mantiver.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 6º Texto – Itália: Ficar para trás

(The Economist, 2 de Fevereiro de 2019)

Se a Comissão Europeia decidir que a Itália infringiu as suas regras orçamentais, qualquer despesa adicional provocará uma nova discussão, acrescentará uma nova linha de tensão. E o episódio do ano passado mostrou que os grandes planos de gastos podem ser autodestrutivos se os mercados financeiros ficarem assustados. O governo da Itália precisaria convencer tanto Bruxelas quanto os investidores de que a despesa publica adicional pretendida ajudaria a economia a crescer. Até lá, a Itália continuará a cambalear.