12. O ano de 1983: A « viragem para as políticas de rigor » em questão – PARTE I

(Por Floriane Galeazzi e Vincent Duchaussoy, 02/05/2011)

O desafio é bem aqui a interdependência nova das economias que impede que qualquer movimento de reativação unilateral venha a dar todos os  frutos esperados.

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança – PARTE IV

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

É verdade que uma vez que as regras do capitalismo mundializado estão inscritas em tratados internacionais, os quais necessitam o acordo de várias dezenas de países para ser alterados, parece então impossível voltar atrás e escolher outra política. Codificando estas regras durante os anos 1980, a política é-se ela mesmo proibida, para o futuro, de poder fazer outras escolhas.

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança- PARTE III

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

É ‘o consenso de Paris’, e não o de Washington, que é, sobretudo, responsável pela organização financeira mundial tal como a conhecemos hoje, ou seja, centrada nas economias desenvolvidas da UE e da OCDE, e cujos códigos liberais constituem a base institucional da mobilidade dos capitais

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança- PARTE II

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

É procurando saber o que se passou na França neste período que Rawi Abdelal descobre o papel essencial de certos socialistas autoproclamados modernizadores. “A história da integração financeira europeia é também necessariamente a história da maneira como a esquerda francesa se converteu ao capital”

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança- PARTE I

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

Como em matéria comerciais, onde a liberalização das trocas resulta de escolhas políticas traduzidas à escala mundial nos acordos da Organização mundial do comércio, são, em matéria financeira, as decisões políticas que permitiram libertar os movimentos de capitais. Estes grandes acontecimentos da nossa época não são o fruto de um movimento natural que se impõe por si-mesmo com a força e o poder da evidência. Estes acontecimentos resultam, não haja dúvida, e nunca insistiremos demasiado nisso, de escolhas políticas conscientes.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte VII (conclusão deste texto)

(Por Rawi Abdelal, 2005)

A abordagem americana de uma mundialização ad hoc, que convém a uma superpotência de ambições económicas estreitas, contrasta fortemente com a abordagem francesa “da mundialização controlada”, estratégia que convém a uma potência média dotada de ambições mundiais. La Fontaine já o tinha referido “É senhor dos lugares quem os organiza ”.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte VI

(Por Rawi Abdelal, 2005)

Se a grande maioria dos fluxos mundiais de capitais dependem das regras da UE e da OCDE, os esforços de Camdessus e dos seus colegas europeus para inscrever a mundialização nos códigos de uma organização realmente mundial falharam. Os capitais que vão dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento permanecem governados pela visão americana de uma mundialização ad hoc. Quanto aos outros movimentos, são os Franceses que os organizaram.

10. O consenso de Paris : a França e as regras da finança mundializada – Parte V

(Por Rawi Abdelal, 2005)

A obrigação mais importante entre as que se ligam ao facto de pertencer à OCDE está inscrita no seu Código de liberalização dos movimentos de capitais. É um ponto não negociável e que não  deve ser encarado de forma ligeira. Até à diretiva europeia de 1988, este texto era o único instrumento multilateral que promovia a liberdade de movimento dos capitais.