(Odile Merckling, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
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A fragmentação dos postos de trabalhos em múltiplas tarefas, o trabalho a tempo parcial imposto e os horários sequenciais e ou partidos ao longo dos dias da semana são a sorte de muitas das mulheres imigrantes. Muitos deles, a trabalhar em hotéis e distribuição, possuem contratos a tempo parciais, cujos horários são distribuídos por 6 dias e nunca podem beneficiar de um fim-de-semana de descanso.
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Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 8 – Desregulamentação do mercado de trabalho e imigração – Parte II
(Odile Merckling, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
As modalidades de emprego precário continuaram a desenvolver-se desde os meados da década de 1970 – através do recrutamento pela via da utilização de prestadores de serviços, trabalho temporário, contratos a termo, contratos sazonais ou derrogações ao direito comum, de estagiários – e tudo isso permitiu a concorrência entre categorias de trabalhadores pouco qualificados – mulheres, jovens, imigrantes, pessoas rurais …
Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 8 – Desregulamentação do mercado de trabalho e imigração – Parte I
(Odile Merckling, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
A crise tem reforçado a discriminação de todos os tipos. As taxas dos trabalhadores do sector privado e dos contratos precários são significativamente mais elevadas para os imigrantes (especialmente os de países fora da União Europeia) do que para os não-imigrantes.
Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte IV
(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
Em conclusão, só se pode ficar espantado e incomodado pela imensa distância entre a crença em voga segundo o qual os franceses e, mais particularmente, os jovens, estariam desinteressados do trabalho e o resultado dos inquéritos europeus que são todos eles convergentes com os resultados obtidos em França. Notemos que esta relação para com o trabalho permanece, apesar de uma deterioração clara nas condições de trabalho, condições estas que não foram aqui mencionadas mas que no inquérito francês e no inquérito europeu sobre as condições de trabalho foram fortemente sublinhadas.
Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte III
(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
As expectativas dos jovens são, portanto, da mesma natureza que as dos mais velhos, mas expressas de forma mais intensa e com uma ênfase particular no interesse relacional, no interesse no trabalho e no sentido do trabalho. Não há no nosso trabalho nenhumas provas de desinvestimento por parte dos jovens, nem desvalorização do trabalho, nem tendência ao individualismo ou ao materialismo.
Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte II
(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
O que os trabalhadores, portanto, parecem estar claramente a privilegiar, mais do que pertencer a um coletivo distante (“sociedade”), é, pelo contrário, esta pequena rede de pessoas com quem os hábitos se têm desenvolvido e que constituem um dos elementos centrais do “local do trabalho” e um elemento determinante do ambiente de trabalho.
Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte I
(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
Os franceses têm uma visão massiva do trabalho como muito importante, e eles são mais numerosos do que muitos outros nacionais dos países europeus a fazê-lo, como se mostra no quadro 1.
Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte X
(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
Se nos situamos na perspetiva adotada deste artigo, que visava a que se ganhasse consciência das expectativas atuais relativamente ao trabalho e a compreender que orientações seriam as mais capazes de as de satisfazer, a resposta parece clara. O desmantelamento do direito do trabalho é acompanhada por más condições de trabalho que parecem contradizer as expectativas de desenvolvimento e autorrealização pessoal no trabalho.
