Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 2º Texto – Itália: O fim do euro está mais próximo do que se poderia pensar

(Avi Tiomkin,  Novembro de 2018)

Draghi foi saudado nos últimos anos como o homem que salvou a Europa. Mas a política monetária e a austeridade impostas à maioria dos europeus revelaram-se desastrosas, resultando em turbulência sociopolítica e níveis severos de desigualdade económica. O euro, afinal, era o problema, não a solução.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 1º Texto – Itália: Notas sobre a Itália

(Henri Temple, Revista Causeur)

Os responsáveis financeiros – e Bruxelas – falam constantemente do conceito de “reforma estrutural”. Para eles, estas são apenas as medidas orçamentais para aumentar os impostos e reduzir as despesas, incluindo o investimento público e as prestações sociais. Por conseguinte, confundem, voluntariamente ou não, a estrutura do orçamento e a estrutura  de uma economia.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte IX

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Referências Bibliográficas

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VIII

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Até à data, o Governo alemão tem resistido a todas as exigências de uma redução substancial dos excedentes de exportação excessivos — e a Comissão ainda não optou por iniciar as medidas corretivas que estão disponíveis ao abrigo do atual Procedimento relativo aos Desequilíbrios. Além disso, não há propostas na atual agenda europeia para um regime simétrico do euro que conduza à convergência na zona euro, exigindo ajustamentos estruturais correspondentes nas economias políticas do Norte. A relutância da Comissão em desafiar a posição alemã é amplamente atribuída a considerações de viabilidade política, e a obstinação do governo parece ser totalmente explicada pelo interesse económico próprio, combinado com o seu poder de negociação assimétrico nas interações europeias (Iversen, Soskice e Hope 2016).

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VII

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Por conseguinte, é legítimo perguntar por que razão a Comissão não reclassificou a Alemanha como estando numa situação de “desequilíbrios macroeconómicos excessivos” – o que, em princípio, poderia também permitir ativar a “vertente corretiva” do procedimento relativo aos desequilíbrios? Uma explicação pode ser o poder de negociação alemão. Mas também se pode perguntar se um governo alemão mais conforme teria a capacidade de eliminar o excedente comercial, ou se uma Comissão Europeia mais corajosa poderia especificar e aplicar medidas corretivas que permitiriam uma convergência simétrica da economia alemã para a média da área do euro.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VI

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O regime institucional da UEM – a independência política do BCE e o seu mandato para assegurar a estabilidade de preços em relação a outras preocupações, as regras de Maastricht que proíbem o financiamento monetário do Estado e o salvamento de Estados Membros em dificuldades financeiras e o Pacto de Estabilidade – refletiram em grande medida a preocupação do povo alemão, das suas elites, dos economistas monetários e do Tribunal Constitucional (Bundesverfassungsgericht, BVerfG 994; Joerges 2015) com a estabilidade de preços e com as finanças públicas sólidas.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte V

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Eventualmente, a economia alemã, vista como a “doente da zona euro ” em 1999, não só recuperou na União Monetária, como excedeu o seu desempenho anterior. Esta história de sucesso, porém, é menos o resultado de uma escolha brilhante ou sinistra de estratégia nacional do que da continuação, dependente do caminho, das respostas do lado da oferta aprendidas nas décadas anteriores: em recessões, o relançamento da procura e os aumentos salariais foram punidos pelo Bundesbank, os governos tiveram de consolidar os orçamentos do sector público e os sindicatos tiveram de defender os empregos existentes através da contenção salarial.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte IV

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O aumento acentuado das exportações alemãs após meados da década de 90 deveu-se em grande medida à abertura da Europa Central e Oriental, da Rússia e da China ao investimento capitalista e ao consumo após a queda da Cortina de Ferro. Isso impulsionou a procura mundial de exatamente aqueles bens de investimento e bens de consumo duráveis de alta qualidade nos quais as exportações alemãs se especializaram nas décadas anteriores.