Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XII – Reforma do mercado de trabalho: as empresas serão também perdedoras

(Por David Cayla — 09/06/2017)

Se o capitalismo francês sofre de alguma coisa não é certamente de demasiado  diálogo social. Pode-se, a esse respeito, recordar que as empresas industriais alemãs devem precisamente uma parte dos seus desempenhos ao seu modelo cogestão  que dá largos poderes aos sindicatos, o que obriga os empregadores a negociar com os representante do pessoal a maior parte das suas decisões estratégicas.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XI – Reforma do Código do Trabalho: a caminho de um “capitalismo western «

(Entrevista com David Cayla— 09/06/2017)

Emmanuel Macron prevê legislar por despacho presidencial  para reformar em profundidade o direito do trabalho francês. Este novo projeto intervém menos de um ano após a entrada em vigor das principais medidas previstas pela Lei El Khomri. Quais são as implicações desta primeira Lei Trabalho?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. X – Código do trabalho: o que prepara verdadeiramente o governo

(Luc Peillon et Alexia Eychenne — 06/06/2017)

Desde a lei EL Khomri, uma empresa pode já desencadear despedimentos económicos desde que as suas encomendas ou o seu volume de negócios comece a descer. Única exigência, temporal: esta baixa deve ser perceptível sobre um trimestre para uma empresa de menos de 11 assalariados, até quatro trimestres consecutivos para uma empresa com mais de 300 trabalhadores. O juiz deixa de ter o poder de calibrar o motivo económico, mas este último permanece enquadrado pela lei.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. IX – E agora, a destruição do código do trabalho assalariado

(Régis de Castelnau, in Revista Causeur, 20/06/2017)

A França acaba de viver uma sequência política bastante extraordinária. Uma presidencial à seis voltas, a eleição, com a ajuda de métodos que nos confundem, de um desconhecido fabricado e lançado como um sabonete, a destruição dos dois grandes partidos que estruturavam a vida política desde há quarenta anos e para terminar um Parlamento improvável fruto de uma abstenção eleitoral maciça. 80% dos Franceses em idade de votar estão na expectativa…

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VIII – Presidente “jupiteriano” : como é que Macron pensa reinar no Olimpo

(Entrevista a John Scheid, in Franceculture, 19/06/2017)

Emmanuel Macron sonha ser Presidente “jupiteriano”. Agora que as eleições legislativas lhe deram uma confortável maioria, entrevistámos John Scheid, especialista dos tempos antigos para percebermos o que é que Macron entende encarnar desta maneira: Deus todo-poderoso que tudo pode arrasar com explosões ou Deus de palavra eficaz e justa?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VII – Jesus, Júpiter, Luis XIV… e Emmanuel Macron

(Alice Develey, in Figaro, 16/06/2017)

Homem de todos os poderes, homem que nos traz a chuva e o bom tempo (mas sobretudo o bom tempo) desde a sua eleição à presidência da República, Macron  não hesita em resistir a uma outra cabeça, loura, a  Donald Trump; ligeiro, cúmplice, com o Primeiro ministro canadiano Justin Trudeau e ousa passear-se com Vladimir Putin nos jardins dos reis em Versailles. Emmanuel Macron é já tão grande quanto o seu nome. “Um macro” no país “dos micros”.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VI – O Deus da Economia Hermès Le Maire um filho favorito de Júpiter

(Benoît Rayski, in Revista Causeur, 17 de Julho de 2017)

O Ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, teceu em Nova York alguns comentários que foram injustamente ridicularizados. Diante de uma plateia de banqueiros, economistas e investidores, ele disse: “Macron é Júpiter, e eu sou Hermes, o seu mensageiro.” Os ímpios ficaram tão surpreendidos pelo facto de que um antigo aluno da Normale, em letras, tenha confundido a mitologia grega e romana.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. V – Quem é o «senhor dos tempos» invocado por Emmanuel Macron ?

(Por Amélie James, In Jornal Libération, 17/05/2017)

Mais perto de nós, em 1992, o enarca Philippe Delmas, doutorado em Economia e em Matemáticas, assume a metáfora voltairiana para falar sobre o papel do Estado sob a V República e, em seguida, fala então de… “o senhor dos tempos  “. “o Estado é o moderador do tempo, o provedor dessa lentidão necessária que está vedada aos mercados por ser contrária à rapidez que lhes confere a força  “, diz-nos  ele na obra O senhor do tempo, a modernidade da ação do Estado,  edições  Asa, pag 28-29.