Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. IX – E agora, a destruição do código do trabalho assalariado

(Régis de Castelnau, in Revista Causeur, 20/06/2017)

A França acaba de viver uma sequência política bastante extraordinária. Uma presidencial à seis voltas, a eleição, com a ajuda de métodos que nos confundem, de um desconhecido fabricado e lançado como um sabonete, a destruição dos dois grandes partidos que estruturavam a vida política desde há quarenta anos e para terminar um Parlamento improvável fruto de uma abstenção eleitoral maciça. 80% dos Franceses em idade de votar estão na expectativa…

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VIII – Presidente “jupiteriano” : como é que Macron pensa reinar no Olimpo

(Entrevista a John Scheid, in Franceculture, 19/06/2017)

Emmanuel Macron sonha ser Presidente “jupiteriano”. Agora que as eleições legislativas lhe deram uma confortável maioria, entrevistámos John Scheid, especialista dos tempos antigos para percebermos o que é que Macron entende encarnar desta maneira: Deus todo-poderoso que tudo pode arrasar com explosões ou Deus de palavra eficaz e justa?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VII – Jesus, Júpiter, Luis XIV… e Emmanuel Macron

(Alice Develey, in Figaro, 16/06/2017)

Homem de todos os poderes, homem que nos traz a chuva e o bom tempo (mas sobretudo o bom tempo) desde a sua eleição à presidência da República, Macron  não hesita em resistir a uma outra cabeça, loura, a  Donald Trump; ligeiro, cúmplice, com o Primeiro ministro canadiano Justin Trudeau e ousa passear-se com Vladimir Putin nos jardins dos reis em Versailles. Emmanuel Macron é já tão grande quanto o seu nome. “Um macro” no país “dos micros”.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VI – O Deus da Economia Hermès Le Maire um filho favorito de Júpiter

(Benoît Rayski, in Revista Causeur, 17 de Julho de 2017)

O Ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, teceu em Nova York alguns comentários que foram injustamente ridicularizados. Diante de uma plateia de banqueiros, economistas e investidores, ele disse: “Macron é Júpiter, e eu sou Hermes, o seu mensageiro.” Os ímpios ficaram tão surpreendidos pelo facto de que um antigo aluno da Normale, em letras, tenha confundido a mitologia grega e romana.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. V – Quem é o «senhor dos tempos» invocado por Emmanuel Macron ?

(Por Amélie James, In Jornal Libération, 17/05/2017)

Mais perto de nós, em 1992, o enarca Philippe Delmas, doutorado em Economia e em Matemáticas, assume a metáfora voltairiana para falar sobre o papel do Estado sob a V República e, em seguida, fala então de… “o senhor dos tempos  “. “o Estado é o moderador do tempo, o provedor dessa lentidão necessária que está vedada aos mercados por ser contrária à rapidez que lhes confere a força  “, diz-nos  ele na obra O senhor do tempo, a modernidade da ação do Estado,  edições  Asa, pag 28-29.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. IV – Macron, um tão velho presidente

( Por Jérôme Leroy, Revista Causeur, Macron, 31/05/2017)

Com efeito, Emmanuel Macron é velho. A impressão é vaga, ainda, mas persistente desde a sua chegada ao poder. É certo, tem apenas 39 anos mas frequentemente, tal como os primeiros da classe, é mais velho que os seus professores. A megalomania tranquila da cerimónia do Louvre em Maio de 2017 fazia-nos recordar a de Mitterrand no Panteão em Maio de 81.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. III – Emmanuel Macron, mais realista que socialista

(In Le Point, 20/08/2016)

“A democracia comporta sempre uma forma de incompletude, porque não se basta a si-mesma” responde, na verdade, Emmanuel Macron. “Há no processo democrático e no seu funcionamento um ausente.” Na política francesa, este ausente é a figura do rei, do qual eu acredito fundamentalmente que o povo francês não queria a morte.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. II Emmanuel Macron pensa que ” nos falta um rei em França” : uma enorme regressão ideológica

(Francis Métivier, filósofo)

Rousseau, tinha no seu “Contrato Social”, uma bela fórmula: “uma nação e o seu líder” Primeiro as pessoas, o povo, depois o líder. Mas Macron, numa enorme regressão ideológica, inverte a hierarquia, primeiro o líder, depois o seu povo.