Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 3 – . Propostas em face da regressão social e democrática em curso – Parte II

(Emmanuel Dockès, “Setembro de 2017″)

No final, se toda gente trabalha , sem sequer reduzir o número de horas globalmente trabalhadas na sociedade, o tempo médio de trabalho poderia ser bastante reduzido. A ideia de uma sociedade onde, em média, as pessoas trabalham 24 horas por semana é bastante realista.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 3 – . Propostas em face da regressão social e democrática em curso – Parte I – B

(Emmanuel Dockès, “Setembro de 2017″)

Atualmente, as técnicas do direito das sociedades e de sua otimização social permitem que os detentores de poder e os centros de lucro se isolem e escapem às  suas responsabilidades como empregadores. Essas técnicas permitem contornar a representação do pessoal ou o direito ao despedimento. Nalguns casos, permitem mesmo que não se paguem os salários devidos.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 3 – . Propostas em face da regressão social e democrática em curso – Parte I – A

(Emmanuel Dockès, “Setembro de 2017″)

A história da democratização do Estado é também a história da redução, do enquadramento, da limitação dos poderes públicos. Por outro lado, a história da criação do direito do trabalho é a história da redução do enquadramento, da limitação do poder patronal. Num caso como no outro, o adversário é o poder. Em sentido oposto, nos tempos que são os nossos, a moda é o autoritarismo em todas as suas formas.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 2 – Assalariado e Código do Trabalho – Parte IV

(Gérard Filoche, Setembro de 2017)

Se existe uma “Organização Internacional do Trabalho”, é para que estes direitos humanos se estendam  universalmente e não para que eles sejam atrofiados, de derrogação em  derrogação, ao nível das necessidades de cada empregador, empresa por empresa.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 2 – Assalariado e Código do Trabalho – Parte III

(Gérard Filoche, Setembro de 2017)

A França, país que detém o recorde de europeus milionários, nunca foi tão rica, e as suas riqueza tão mal distribuídas. No entanto, nada a  impede, nem a globalização nem a União Europeia. Não é a União Europeia que impede a cobrança de 80 mil milhões de fraude fiscal, nem as 500 famílias francesas que detêm  450 mil milhões de euros em ativos, nem os 600 mil milhões de ativos franceses em paraísos fiscais,  nem de tributar as 58 multinacionais que branqueiam 100 mil milhões no Luxemburgo (Luxleaks): se a taxa de tributação de Lionel Jospin (no momento em que a direita se queixava do grande “jackpot público”) tivesse sido mantida até agora, não haveria défice no orçamento do Estado.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 2 – Assalariado e Código do Trabalho – Parte II

(Gérard Filoche, Setembro de 2017)

Ao longo da história, “os 1% maus ricos” sempre tentaram ganhar o máximo possível. O que eles acaparam  nunca “goteja” para os de mais baixos rendimentos, os   ” d’en bas”, pelo contrário, eles bombeiam, são um verdadeiro sifão.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 2 – Assalariado e Código do Trabalho – Parte I

(Gérard Filoche, Setembro de 2017)

A ausência de um Código do Trabalho ou a fraqueza de seu conteúdo permitem a sobre-exploração, o crescimento de injustiças, vidas desarticuladas e desfeitas : uma economia desregulamentada e flexível sem status, nem proteção ou respeito pelos assalariados  é também prejudicada pelas desigualdades e é sujeita a crises que se sucedem, uma a seguir à outra.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 1 – A centralidade do trabalho vivo – Parte VI

(Por Jean-Marie Harribey, Setembro de 2017)

Continua por examinar em profundidade as relações entre a implementação do trabalho vivo e as formas de dominação a que é sujeito para que se possam gerar perspetivas políticas que abram o caminho para a sua emancipação. Da mesma forma, seria necessário integrar o facto de que a implementação do trabalho feita pelo capital implica colocar em dificuldade a própria natureza.