Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte II

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No final do século XIX, em vez de suprimir a relação salarial em vias de formação, o discurso e a prática social-democrática, pelo contrário, fazem dos salários o canal através do qual a riqueza se espalhará e através do qual uma ordem social mais justa (fundada sobre o trabalho e as capacidade) e verdadeiramente coletiva (os “produtores associados”) irá gradualmente enraizar-se.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte I

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No início do século XIX, muitos textos ecoavam a mesma transformação: o trabalho já não era considerado apenas como dificuldade, esforço, sacrifício, como uma despesa, como uma “desutilidade”, mas também como uma “liberdade criativa”, através da qual o homem pode transformar o mundo, torná-lo gerivel, habitável, imprimindo nele a sua marca.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 5 – A gestão de pessoal não se interessa pelo trabalho – Parte II

(Isabelle Bourboulon, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Não ter em conta esta questão central do trabalho num contexto de descontentamento social devido a dificuldades económicas, à precariedade e ao desemprego, podemos voltar a ver a ocorrência de fenómenos de violência como outrora em que se verificaram casos de sequestro de patrões ou ameaças para explodir o local de produção e os  meios de produção. A crise do trabalho poderá então  assumir formas muito mais radicais do que as dos  “riscos psicossociais”.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 5 – A gestão de pessoal não se interessa pelo trabalho – Parte I

(Isabelle Bourboulon, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

As reformas nos métodos de gestão que ocorreram nos últimos trinta anos resultaram num aumento considerável do trabalho e afetaram todas as categorias socioprofissionais. Particularmente aquelas de operários, empregados, técnicos e de agentes do controlo que, devido a problemas organizacionais, muitas vezes acumulam condições psicológicas e físicas muito más.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 4 – É possível um rendimento indexado ao salário mínimo, a segurança social profissional social e a continuidade dos direitos sociais ? – Parte IV

(Odile Merckling, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

O financiamento do rendimento garantido e da segurança social profissional seria, principalmente, feito através das contribuições sociais com uma mudança desejável na base de contribuição, ou através da mutualização de uma percentagem específica do valor acrescentado criado em cada empresa — focalizando mais aqueles que automatizam e lucram sem recrutar assalariados.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 4 – É possível um rendimento indexado ao salário mínimo, a segurança social profissional social e a continuidade dos direitos sociais ? – Parte III

(Odile Merckling, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
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Uma convergência para uma versão elevada das várias propostas incidindo sobre o rendimento garantido, parece-nos, só é possível em determinadas condições. Este rendimento deve ser estritamente pessoal e definido em referência ao salário mínimo mensal – pelo menos 80% do salário revalorizado (um objetivo fundamental é de se opor à queda dos salários das pessoas no emprego e à divisão da população em categorias, das quais algumas seriam condenados a serem mal pagos.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 4 – É possível um rendimento indexado ao salário mínimo, a segurança social profissional social e a continuidade dos direitos sociais ? – Parte II

(Odile Merckling, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)
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Uma ideia essencial é que os direitos sociais devem agora ser ligados apenas à pessoa, não ao posto de trabalho. No entanto, é necessário combater uma lógica dualista (distinção entre seguro e solidariedade) que, desde o estabelecimento do mínimo social e do CMU, (cobertura médica universal) não deixou de se fortalecer e contribui para dividir o assalariado.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 4 – É possível um rendimento indexado ao salário mínimo, a segurança social profissional social e a continuidade dos direitos sociais ? – Parte I

(Odile Merckling, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

As reformas atuais do governo novo de Emmanuel Macron, ao mesmo tempo que destroem o direito ao trabalho, irão aumentar o desemprego. Além disso é mais do que nunca necessário que nos entendamos a fim de exigir um sistema de seguro-desemprego que permita garantir uma compensação adequada para todos os candidatos a emprego.