13. A semana onde a esquerda virou à direita – PARTE II

(Por François Ruffin, Abril de 2013)

14 Março de 1983 – A recusa

Este dilema atormenta o presidente, nesta manhã. Mas divide o PS, como testemunha a imprensa desse dia: em Le Monde, os militantes da linha de Chevènement atacam os militante da linha de Rocard, e falam “de consentimento a uma fatalidade”, “de submissão melancólica aos condicionalismos de um ambiente hostil”, “de uma controvérsia antiprotecionista” que seria “a ponta avançada de uma operação política em grande escala”, que conduziria ao “liberal deflacionismo ”.

13. A semana onde a esquerda virou à direita – PARTE I

(Por François Ruffin, Abril de 2013)

É um aniversário que as pessoas se esqueceram de celebrar: há trinta anos, em Março de 1983, a esquerda virou à direita. Em dez dias desenrola-se um thriller político. No dia 13 de Março, François Mitterrand deseja a “outra política”. No dia 23 de Março, vergou-se: será o momento “ da viragem para o rigor” e para a Europa da austeridade. Abre-se então “o parêntese liberal”. No qual ainda estamos bloqueados.

12. O ano de 1983: A « viragem para as políticas de rigor » em questão – PARTE II

(Por Floriane Galeazzi e Vincent Duchaussoy, 02/05/2011)

Contudo, 1983 parece ser o momento da viragem para a política de rigor, aquele em que se concretiza a mudança  do campo da ideologia para o campo da realidade económica, em especial porque é o momento onde a soberania económica dos Estados é verdadeiramente posta em causa pelo ambiente internacional. Trata-se sem dúvida da tomada de consciência da interdependência das economias e da necessidade de encontrar respostas coordenadas às crises mundiais. Este aspeto põe em evidência a interação entre constrangimentos externos e crise política interna.

12. O ano de 1983: A « viragem para as políticas de rigor » em questão – PARTE I

(Por Floriane Galeazzi e Vincent Duchaussoy, 02/05/2011)

O desafio é bem aqui a interdependência nova das economias que impede que qualquer movimento de reativação unilateral venha a dar todos os  frutos esperados.

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança – PARTE IV

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

É verdade que uma vez que as regras do capitalismo mundializado estão inscritas em tratados internacionais, os quais necessitam o acordo de várias dezenas de países para ser alterados, parece então impossível voltar atrás e escolher outra política. Codificando estas regras durante os anos 1980, a política é-se ela mesmo proibida, para o futuro, de poder fazer outras escolhas.

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança- PARTE III

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

É ‘o consenso de Paris’, e não o de Washington, que é, sobretudo, responsável pela organização financeira mundial tal como a conhecemos hoje, ou seja, centrada nas economias desenvolvidas da UE e da OCDE, e cujos códigos liberais constituem a base institucional da mobilidade dos capitais

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança- PARTE II

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

É procurando saber o que se passou na França neste período que Rawi Abdelal descobre o papel essencial de certos socialistas autoproclamados modernizadores. “A história da integração financeira europeia é também necessariamente a história da maneira como a esquerda francesa se converteu ao capital”

11. Quando os socialistas franceses libertaram a finança- PARTE I

(Por Raphaël Kempf, 12/04/2012)

Como em matéria comerciais, onde a liberalização das trocas resulta de escolhas políticas traduzidas à escala mundial nos acordos da Organização mundial do comércio, são, em matéria financeira, as decisões políticas que permitiram libertar os movimentos de capitais. Estes grandes acontecimentos da nossa época não são o fruto de um movimento natural que se impõe por si-mesmo com a força e o poder da evidência. Estes acontecimentos resultam, não haja dúvida, e nunca insistiremos demasiado nisso, de escolhas políticas conscientes.