Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 1 – A centralidade do trabalho vivo – Parte III

(Por Jean-Marie Harribey, Setembro de 2017)

.Durante o período fordista, a proteção social foi financiada por contribuições obrigatórias, ou seja, por contribuições sociais pagas por funcionários e empregadores. Estas contribuições faziam parte do custo do trabalho. No entanto, o trabalho assalariado está em declínio e uma das principais razões para este declínio é que os empregadores querem reduzir todos os aspetos dos custos laborais. Entre eles, as contribuições são de particular importância, uma vez que estes recursos podem ser geridos por fundos de pensões.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 1 – A centralidade do trabalho vivo – Parte II

(Por Jean-Marie Harribey, Setembro de 2017)

Da integração do corpo na teoria crítica do trabalho à integração no corpo, há aparentemente apenas um passo. Um passo que poderia aproximar o conceito de habituação definida esta por Pierre Bourdieu como a incorporação pelos indivíduos das formas de pensar, de sentir e de atuar, ao longo do processo de socialização

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 1 – A centralidade do trabalho vivo – Parte I

(Por Jean-Marie Harribey, Setembro de 2017)

Emmanuel Renault conclui que “é, portanto, fútil perguntar se Marx deve ser considerado como uma crítica de dominação no trabalho ou como um crítico de dominação pelo trabalho, uma vez que Marx estabelece que essas duas questões são inseparáveis”. Se isto é correto, e nós partilhamos essa análise, deixará de ser necessário escolher entre libertar o trabalho e libertar-se do trabalho. Esta é também a razão pela qual Michel Henry argumenta que Marx pensa a alienação como um processo de “desvitalização” de trabalho vivo.

Lição inaugural do XXIV Encontro de Petrarca – Milner contra os jornalistas do jornal Le Monde – Parte V

(Por Jean-Claude Milner, in site fabriquedesens.net, 20/07/2017)
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Uma última observação sobre o que é que são as regras ? Eu sou um neo-archeo-franchouillard-démocrate e não tenho medo da Internet. Jean-Claude Milner falou sobre obscenidades e calúnias circulando, mas Beaumarchais falou de calúnia sem a internet. As pessoas foram capazes de caluniar pessoas sem a Internet durante a era de Beaumarchais e, em seguida, houve a pornografia no século XVIII também, e houve as obsessões sexuais no século XVIII também, tudo isto sem haver a internet.

Lição inaugural do XXIV Encontro de Petrarca – Milner contra os jornalistas do jornal Le Monde – Parte IV

(Por Jean-Claude Milner, in site fabriquedesens.net, 20/07/2017)

Quanto ao mercado, sim, completamente de acordo com os exemplos apresentados. A senhora deu mesmo os pontos de diferença que fazem que o que aconteceu nos últimos anos, com a China e na  India, é de uma natureza totalmente diferente, transforma completamente o mecanismo do mercado mundial de hoje, em relação ao mercado mundial como poderia ter sido concebido no século XIX.

Lição inaugural do XXIV Encontro de Petrarca – Milner contra os jornalistas do jornal Le Monde – Parte III

(Por Jean-Claude Milner, in site fabriquedesens.net, 20/07/2017)
Creio que, de forma descritiva, não há dúvida de que, nos últimos trinta anos, houve um certo tipo de consenso, vindo, para retomar a ideia de oposições, da direita, do centro e da esquerda que acabou no que eu chamo de ideologia do ” qualquer um ‘ onde eu diagnostiquei – pode-se estar de acordo com as descrições e não sobre os diagnósticos- uma espécie de retoma, de sublimação, para usar o termo freudiano que eu tinha usado, daquilo que, aliás, os mesmos poderiam detestar em palavras, ou seja, o mecanismo do mercado tal como estava a ser proposto aos seus olhos.

Lição inaugural do XXIV Encontro de Petrarca – Milner contra os jornalistas do jornal Le Monde – Parte II

(Por Jean-Claude Milner, in site fabriquedesens.net, 20/07/2017)

Portanto, a questão é, repito, vamos aprofundar o tema e a questão democrática, eu queria que volte a esta esta equação que o senhor desenhou, porque muitas vezes tendemos a opor capitalismo financeiro e democracia e o senhor tentou mostrar que em vez disso, o que pode haver de mais perigoso na sua opinião, no capitalismo financeiro, de mais devastador, é algo que o torna quase equivalente, como num ponto de vista matemático, à democracia, à esperança democrática de ‘qualquer um tecnocratazeco”, sobre o “não importa o quê”

Lição inaugural do XXIV Encontro de Petrarca – Milner contra os jornalistas do jornal Le Monde – Parte I

(Por Jean-Claude Milner, in site fabriquedesens.net, 20/07/2017)

Eu penso, eu sempre pensei, eu não pretendo ter a unanimidade sobre esta questão, que no discurso de Marx, havia um núcleo duro, que estava de alguma forma intocado mas atingido por falhas muito profundas do dispositivo de conjunto. O núcleo duro tem a ver, eu não diria mesmo a análise, com uma espécie de descrição fundamentada do processo que se refere ao capital, e não foi de todo uma convicção pré-determinada, neste caso, ocorreu-me o uso de um certo tipo de raciocínio, mas que eu poderia muito bem ter realmente utilizado uma forma de raciocínio bem típica de Montesquieu.