Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto nº 7. O conflito na zona euro e o seu futuro

(Antonio Lettieri , 20 de Janeiro de 2019)

Este ano, a zona euro faz vinte anos. Se os primeiros dez anos foram caracterizados por uma complexa fase de arranque em busca de um equilíbrio interno, a segunda década foi marcada por uma crise que ainda não encontrou solução. A zona euro sofreu duas crises em 2008-2009 e 2012-13. E, atualmente, está novamente marcada por um declínio no crescimento e por um aumento do desemprego.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto nº 6. A Europa, um continente que se transforma num desolado modelo alemão

(Heiner Flassbeck, 25 de Janeiro de 2019)

Os políticos de centro-direita alemães dizem que os britânicos devem ser punidos por ousarem abandonar a União, enquanto os alemães de centro-esquerda lamentam que tenhamos de enfrentar seriamente uma reforma fundamental da UE, em vez de esperarmos uma desagregação da Europa. Há um grande debate na esquerda porque há quem acredite que o Brexit prova que sair da UE é uma “loucura”. Talvez a verdade esteja no meio ou noutro lugar qualquer.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto nº 5. A zona euro está a atravessar uma crise de identidade e a Itália será o país que mais sofrerá

( Ashoka Moya, 3 de Setembro de 2018)

.Em vez de repensar o seu modelo económico falhado, os dirigentes  europeus conduzirão a Itália a uma situação impossível de gerir.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto nº 4. Porque é que o euro falhou

( Ashoka Moya, 3 de Setembro de 2018)

A falha essencial da moeda única era elementar. Ao renunciarem às suas moedas nacionais, os membros da zona euro perderam importantes alavancas políticas. Se um país membro entrasse em recessão, não teria uma moeda que pudesse desvalorizar para que as suas empresas pudessem vender no estrangeiro a preços mais baixos em dólares  americanos, a fim de aumentar as exportações e o emprego. O país membro também não teria um banco central que pudesse reduzir as suas taxas de juros para incentivar a despesa internamente  e estimular o crescimento.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto nº 3. A zona euro tem 20 anos – Parte II

( Jacques Sapir, 1 de Janeiro de 2019)

O fracasso da zona euro é agora evidente para a grande maioria dos observadores. Este fracasso conduz os países da zona euro à sua perda, mas, para além disso, tem um impacto significativo na economia internacional. O facto de o Euro condenar um grupo de países a um baixo crescimento tem consequências importantes para o resto do mundo. É por isso que a dissolução da zona euro parece ser agora uma prioridade absoluta.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto nº 3. A zona euro tem 20 anos – Parte I

( Jacques Sapir, 1 de Janeiro de 2019)

Recorde-se aqui que depois de disfarçar o euro como sendo uma forma de garantia contra os movimentos e flutuações especulativas, os  apologistas  do euro apresentaram-no como uma vantagem para o crescimento na Europa. No entanto, ficaram decepcionados e até Jacques Delors repudiou o euro tal como ele existe hoje.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto 2. A zona euro organiza estruturalmente a divergência de países

(Patrick Artus, 28 de Março de 2018)

Quando um país da zona euro tem uma elevada competitividade de custos e um excedente externo, os seus salários aceleram-se  pouco e assim pode manter a sua vantagem competitiva.

Em 1999, uma criança nasceu, de parto prematuro e com deformidades congénitas: o Euro 20 anos depois – alguns textos sobre a sua atribulada existência. Texto 1. Por enquanto, a zona euro é um fracasso

(Patrick Artus, 05 de Setembro de 2018)

No entanto, desde a crise de 2010-2013 na zona  euro, a mobilidade de capitais desapareceu entre os países da zona  euro. Uma tal situação  deve-se ao  facto do excedente externo da Alemanha e dos Países Baixos já não tem como contrapartida o défice externo dos outros países da zona  euro, mas sim por um excedente externo global da zona euro.