(Entrevista a Christophe GuilluyDaoud Boughezala, Elisabeth Lévy e Gil Mihaely) (Dezembro de 2018)
A divisão entre a elite e o povo está a aumentar. Nunca na história estes dois mundos foram tão estranhos um ao outro.
A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
(Entrevista a Christophe GuilluyDaoud Boughezala, Elisabeth Lévy e Gil Mihaely) (Dezembro de 2018)
A divisão entre a elite e o povo está a aumentar. Nunca na história estes dois mundos foram tão estranhos um ao outro.
(Jacques Sapir, 16 de Março de 2018)
Sobre a questão de Portugal, Coralie Delaume e David Cayla analisam de forma muito interessante, em poucas páginas, tanto o sucesso (relativo) da estratégia do governo português como as suas limitações. Mostram de forma convincente que aquilo a que agora se chama um “sucesso” nos círculos de “esquerda” se baseia, na realidade, numa emigração massiva e numa estratégia desenvergonhada de dumping social e fiscal [19]. A conclusão a que chegam é que Portugal adotou uma estratégia “parasitária”[20], uma estratégia que seria chamada, na linguagem de um economista (e entusiasta da teoria dos jogos), uma estratégia de passageiro clandestino.
(Hélène Nouaille. 16/03/2019)
Na União Europeia tal como ela se tornou, os cidadãos britânicos preferiram deitar a toalha abaixo. Por toda parte, outros, que prefeririam estar juntos, porém, e que conhecem sua utilidade no mundo como ele é, rugem para se sentirem desconfortáveis em um navio que lhes parece vagar em perdição sem bússola e sem mapa. Um navio que foi dessalinizar, alemão ou não.
(Alessandro Gasparotti et Matthias Kullas, Fevereiro de 2019)
Conclusão: Portugal apenas beneficiou marginalmente do euro nos primeiros anos após a sua introdução. Nos anos seguintes, o euro conduziu cada vez mais a perdas de prosperidade. No seu conjunto, deu origem a uma quebra de prosperidade de 424 mil milhões de euros, ou seja, 40 604 euros per capita. Só em França e em Itália é que as perdas foram maiores.
(Alessandro Gasparotti et Matthias Kullas, Fevereiro de 2019)
Em 2017, dos países da zona euro examinados, apenas a Alemanha e os Países Baixos ganharam com o euro. Na Alemanha, o PIB aumentou 280 mil milhões de euros e o PIB per capita 3 390 euros. A Itália foi o país que mais perdeu. Sem o euro, o PIB italiano teria sido superior em 530 mil milhões de euros, o que corresponde a uma perda de 8,756 euros per capita. Também em França, o euro provocou perdas significativas de prosperidade de 374 mil milhões de euros, o que corresponde a 5 5 570 euros per capita.
(Eugène Favier-Baron, 25/01/2019)
Se existe um denominador comum entre estes “Coletes Amarelos” europeus, é antes na negação do atual projeto europeu. Mesmo quando não é diretamente formulada, esta rejeição está presente de facto, uma vez que as expectativas dos “Coletes Amarelos” estão em contradição com as políticas conduzidas e prescritas pela União Europeia.
(Jean-Claude Werrebrouck., 09/01/2019)
A Europa não passa agora de um modelo de direitos humanos e de direitos cada vez mais aberto a todas as particularidades, cada vez menos e menos definíveis, cada vez menos baseados em valores. Isto faz do mundo europeu um mundo sem forças e sem voz fora da voz do indivíduo como sujeito de desejos, ajudado pelas burocracias judiciais. É este movimento que arruína qualquer desejo de acção colectiva e, por conseguinte, de cooperação para um objectivo que já não é definível.
(Bruno Colmant, 27/12/2018)
Para alguns países, sobretudo do Sul da Europa, esta moeda tornar-se-á um uma ascese estatal que poderá levar à sua rejeição pelas populações asfixiadas pela crise económica. A moeda federal será dividida por políticas orçamentais confederais. Minada por expressões políticas centrífugas, a sustentabilidade do euro é, por conseguinte, condicional.