Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 3º Texto – A Alemanha – Os excedentes comerciais alemães demonstram o fracasso da zona euro

(Bill Mitchell , 24 de Abril de 2017)

Para resolver este problema (que é um enorme desequilíbrio entre poupança interna e investimento), a Alemanha necessita de uma maior procura interna e de um crescimento mais rápido dos seus salários, tanto para melhorar o desempenho muito modesto do consumo como para atrair investimentos para o mercado interno.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 2º Texto – A Alemanha – O que é que se passa com a Alemanha?

(Nick Kounis, 5 de Abril de 2019)

As autoridades alemãs poderiam fazer mais para incentivar uma transição para a procura interna, o que seria bom para a Alemanha e para a zona euro. O ponto de partida mais óbvio seria o reforço do estímulo orçamental. Na verdade, até mesmo o BCE começou a insinuar isso.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 1º Texto – A Grécia – Círculo dos patriotas desaparecidos – Parte B

(Olivier Delorme, 19 de Fevereiro de 2019)

O que a Grécia também mostra é que uma alternância da “esquerda radical” no contexto do euro e da UE só pode resultar na continuação e no agravamento continuado das mesmas políticas neoliberais. Porque, tal como a esquerda reformista antes dela, ela se desacredita e acaba por restaurar o poder à direita sem ter mudado nada na ordem económica e social, mas tendo acabado por desacreditar a política e a democracia: a única escolha hoje é entre o quadro europeu e a verdadeira alternância.

A GALIZA COMO TAREFA – leis de ferro – Ernesto V. Souza

Arredor a gente caminha, ou está parada, vai nos carros particulares ou nos transportes públicos, aguarda pelos comboios, pelas aulas, … More

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 1º Texto – A Grécia – Círculo dos patriotas desaparecidos – Parte A

(Olivier Delorme, 19 de Fevereiro de 2019)

Então, se na Grécia,  a Europa é paz, esta é então muito semelhante à paz dos cemitérios. E uma vez que nos disseram durante meses e em todos os tons que “a Grécia está melhor” e que os números o mostram, vejamos os números. Entre 2009 e 2017, a taxa de mortalidade caiu de 9,8 ‰ para 11 ‰, a taxa de natalidade caiu de 10,6 ‰ para 8 ‰, enquanto entre 2009 e 2015 a esperança de vida saudável caiu dois anos, de 66 para 64 anos. Tais variações nas estatísticas populacionais, que refletem mudanças que são geralmente de natureza de longo prazo, são mais parecidas com as variações dos tempos de guerra.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte I – Grandes planos sobre uma União Europeia em decomposição. 12º Texto: A política monetária esgotou-se

(Martin Wolf, Abril de 2019)

Porque é que as taxas de juro são tão baixas? A hipótese de “estagnação secular” ajuda a explicá-la? O que é que essas taxas de juro baixas implicam para a provável eficácia da política monetária durante outra recessão? Que outras políticas poderiam ser tentadas, seja como alternativa à política monetária ou como forma de torná-la mais eficaz? Estas são as questões mais importantes na macroeconomia. São também extremamente controversas.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte I – Grandes planos sobre uma União Europeia em decomposição. 11º Texto: A União Europeia à beira da desunião…

(Guillaume Berlat, 24 de Setembro de 2018)

Hoje, mais do que ontem, podemos duvidar! A crise migratória combinada com as invetivas anti-europeias de Donald Trump revelam as insuficiências e os excessos de uma Europa em dificuldades. Uma Europa com a União em perigo, (o termo de desunião seria mais adequado) cada vez mais solta como ela é, antes de uma eventual separação do corpo, ou mesmo de um divórcio total. “Paralisada face aos perigos crescentes, a União Europeia deve deixar de ser o seu melhor inimigo[2]”. Nem todos os caminhos levam a Roma… em Roma, onde a imagem do Tratado se apaga com o passar do tempo (Gérard Bellec).

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte I – Grandes planos sobre uma União Europeia em decomposição. 10º Texto: A Europa sob Merkel IV: o Balanço da Impotência – Parte C

(Wolfgang Streeck, Verão de 2018)

Não só a Itália em relação à Alemanha e à França, mas também a Alemanha e a França em relação uma à outra, retiram hoje uma força externa da  sua fraqueza interna. A arma mais poderosa de Macron é o medo alemão de que, no final do seu mandato, o seu populismo centrista possa ser ultrapassado pelo populismo da esquerda ou da direita, ou de ambas, acabando ele tão demolido como Renzi. Merkel, por seu lado, pode defender-se das exigências francesas apontando para uma nova política interna, atando as mãos e tornando as promessas alemãs anteriores irrecuperáveis.